<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539</id><updated>2012-02-23T10:30:16.884-02:00</updated><category term='princesa isabel abolição abolicionismo princesa escravidão lei áurea reforma agrária'/><category term='moçambique azagaia maputo'/><category term='zumbi ganga zumba dia da consciência negra quilombo palmares'/><category term='revolução egito mubarak'/><category term='fulni-ô Santuário dos Pajés especulação imobiliária setor noroeste'/><category term='petróleo guerra cheney'/><category term='código florestal televisão'/><category term='código Florestal oab ditadura ruralista'/><category term='sarney nepotismo neocolonialismo'/><category term='Mahatma Gandhi casamento real Sathyagraha'/><category term='revolução egito'/><category term='massa critica anarquia provos amsterdã'/><category term='acta sopa pipa megaupload'/><category term='Dilma PIB genocídio índios'/><category term='wall street occupy OWS New York'/><category term='pau brasil brasilidade independência do Brasil'/><category term='henry David Thoreau Tolstoy Gandhi Desobediência Civil'/><category term='cacareco tiririca voto nulo'/><category term='anonymous V de vingança máscara guy fawkes'/><category term='Cesare Battisti'/><category term='legalização drogas maconha'/><category term='kropotkin mutualismo anarquista anarquia'/><category term='cracolândia Santa Ifigênia higenização gente diferenciada crack'/><category term='ONU imperialismo brasileiro'/><category term='rastafarianismo bob marley jamaica'/><category term='ocupa sampa occupy Brazil brasil dilma'/><category term='Sudão Norte Sul Guerra Fria'/><category term='João Paulo II Vaticano Código Florestal'/><category term='petróleo guerra'/><category term='código florestal josé cláudio pará'/><category term='quilombo Ocupa Sampa DF Santuário dos Pajés quilombo'/><category term='jair bolsonaro homofobia bullying massacre escola'/><category term='sarney nepotismo neocolonialismo cazuza diretas já'/><category term='Lisboa Portugal'/><category term='revolução Ocupa Sampa Brasil moradores de rua'/><category term='ocupaDF ocupeBrasilia OccupyBrazil OcupaBrasil'/><category term='favela pinheirinho moinho cracolândia higienização kassab alckmin cury PSDB tucanazismo'/><category term='Osama Bin Laden Al Qaeda'/><category term='ocupa sampa occupy Brazil brasil'/><title type='text'>Viagem no Tempo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>74</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-2743120315637578170</id><published>2012-02-18T23:46:00.000-02:00</published><updated>2012-02-18T23:46:17.693-02:00</updated><title type='text'>Assim na Terra como no Céu</title><content type='html'>&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;“Poucos entre eles desconhecem a maioria dos astros e estrelas de seu hemisfério; chamam-nos todos por seus nomes próprios, inventados por seus antepassados"&lt;/i&gt;.&lt;/b&gt; Claude D'abbeville, 1614, sobre os tupinambás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MTaN6KQkLSI" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="475" src="http://2.bp.blogspot.com/-D0BDKcO1m18/T0APZGyO9KI/AAAAAAAAAPc/6ffQIVqLBvI/s640/petroglifodeubatuba.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há poucas marcas dos povos pré-cabralinos que resistiram ao tempo. Exemplo raro são os petroglifos, com função marcadamente simbólica. Os indígenas podem ter feitos os desenhos nas pedras tanto para afazeres religiosos ou para sinalizar&amp;nbsp;lugares (ou lugares no tempo) &amp;nbsp;para as gerações seguinte; um povo que plantava uma árvore pensando no neto ou bisneto que poderia precisar daquele medicina específica quando passasse por determinada região, tinha outra relação com o tempo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O guerreiro Awá Mirin é tupinambá, de pai e mãe. Herdeiro legítimo dos primeiros habitantes da Mata Atlântica. Seu povo foi dizimado no Sudeste, basicamente pelas doenças, por serem escravizados e também em guerras promovidas por invasores portugueses e franceses que, por brigarem entre si, provocaram os tupinambás, jogando-os numa guerra inventada contra seus primos tupiniquins. A ideia de que haviam constantes e sangrentas guerras indígenas antes da chegada dos brancos é uma mentira. Da Mata Atlântica original estima-se que só reste entre 4% e 7%. Sobram uns poucos remanescentes desse povo ainda no Nordeste, mas esses sobreviventes estão sendo caçados covardemente e tratados como “invasores”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://brasil.indymedia.org/images/2009/04/444728.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://brasil.indymedia.org/images/2009/04/444728.jpg" width="265" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Awá Mirin Guaçú Tupinambá, um grande&lt;br /&gt;guerreiro&amp;nbsp;na defesa dos Direitos Indígenas&lt;br /&gt;no Brasil, é também filósofo e observador&lt;br /&gt;de sinais no Céu&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Os ancestrais de Awá eram sábios, donos de um ímpar conhecimento sobre o céu do Hemisfério Sul. Em muitos aspectos conheciam os astros muito mais que os navegantes da Escola de Sagres. Não usavam os astros apenas para se localizar e auxiliar em migrações regulares. Sabiam, sobretudo, como sincronizar céu e terra. Os tupinambás entendiam perfeitamente, por exemplo, a influência da lua sobre as marés, bem antes de Newton explicar a lei da gravitação universal dos corpos. Sabiam prever o tempo analisando os sinais no céu. A constelação da Curuçá aponta sempre para o sul.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Foi Awá Mirin quem me contou que “tatá” significa fogo e que é a mesma palavra que eles usam para se referir às estrelas. O que é uma grande verdade, pois quando tocamos fogo na lenha aquela energia liberada nada mais é do que a energia das estrelas (de modo especial o Sol) que a árvore acumulou por fotossíntese. Foi ele também quem me ensinou acompanhar o Caminho da Anta (Via Láctea). Awá também me ensinou que quando Seichu (“O Vespeiro” ou “Porção de Farinha”, como é chamada por outros povos indígenas, é aquela constelação a qual os gregos chamaram de Plêiades) aparece no céu pela primeira vez no ano, indica o auge da seca: a melhor hora para realizar uma boa coivara (queimada controlada num pequeno terreno) para o plantio de determinadas culturas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ao conhecer o ritmo celeste, os índios da Mata Atlântica também conheceram o ritmo da Terra. A época do ciclo de vida de cada planta que desse comida ou medicina. O comportamento de cada animal ao longo do ano e das fases da lua. Conectados, sabiam que tipo de solo uma planta prefere, na companhia de quais outras plantas elas gostam de crescer e se dão melhor. Dominavam a ciência sobre que quantidade de água e de sol é mais agradável para esse ou aquele vegetal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;E de posse desse conhecimento, manejavam a floresta. Desde que surgiram na Terra, os primatas têm essa função: espalhar sementes. Mas o homo sapiens, de posse da capacidade de adquirir conhecimento, observar a interagir com as forças da natureza, pode ser o harmonizador por excelência, o jardineiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Com o manejo agroflorestal não precisavam de agricultura “convencional”. Nem veneno, nem muito trabalho. Era só deixar as forças da natureza, observadas e otimizadas, fazerem seu trabalho. Bastava voltar na hora de colher. Isso, sim, era uma relação sustentável. Assim na terra como no céu, o ciclo natural nunca falha e o pão nosso de cada dia está garantido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Graças às estrelas podiam migrar (sabendo a hora e o caminho) de tempos em tempos, reencontrando antigas agroflorestas (esse nome não existia, foi inventado recentemente por acadêmicos que só agora estão descobrindo o que os índios já faziam havia muito tempo) que talvez jamais tivessem conhecido antes, reencontrando árvores e víveres plantados por gerações anteriores, deixados como herança. Os mapas podiam ser passados de geração em geração. Muitas histórias, mitos e músicas indígenas podem parecer sem sentido para o branco que não conhece as constelações do Sul e os nomes que os mais antigos observadores desse céu davam a elas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;As rotas de migração indígenas podem ser bem mais complexas do que parecem. Pesquisadores (não só historiadores, mas de modo especial estudiosos da área da biologia) têm descoberto sinais evidentes de manejo harmônico. Árvores centenárias e espécies crescendo em lugares onde não cresceriam se suas sementes ou mudas não tivessem sido dispersadas por outro animal (que não o homem) são, portanto, vestígios arqueológicos. Estamos destruindo a nossa história e também apagando registros de soluções para problemas do futuro a cada vez que se destrói os biomas, derrubam-se matas para plantar (sendo que os índios e a agricultura ecológica - ver Bill Mollison e Masanobu Fukuoka - já provaram que não é preciso destruir para produzir abundância de alimentos) e a cada vez que se destrói o saber de um povo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2YHPdMrXQsc/To3JbpgagLI/AAAAAAAAA3s/NO7-Rh44yrQ/s400/constelacaoveado.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-2YHPdMrXQsc/To3JbpgagLI/AAAAAAAAA3s/NO7-Rh44yrQ/s320/constelacaoveado.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.telescopiosnaescola.pro.br/indigenas.pdf" target="_blank"&gt;A constelação tupinambá do Veado&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Seminômades agroflorestais não precisam de silos para acumular, não precisam de construções megalíticas. Casas temporárias podem ser construídas novamente e não deixam vestígios, pois são de material biodegradável. Não tendo deixado muitas marcas físicas indeléveis no planeta, não tornam os índios brasileiros inferiores a seus parentes do México ou do Peru. Pelo contrário, em vez de prova de “primitividade”, deve ser visto como aspecto positivo de um outro tipo de civilização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-2743120315637578170?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/2743120315637578170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/02/assim-na-terra-como-no-ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/2743120315637578170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/2743120315637578170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/02/assim-na-terra-como-no-ceu.html' title='Assim na Terra como no Céu'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-D0BDKcO1m18/T0APZGyO9KI/AAAAAAAAAPc/6ffQIVqLBvI/s72-c/petroglifodeubatuba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-9025374700387341821</id><published>2012-02-05T16:49:00.002-02:00</published><updated>2012-02-05T17:24:49.774-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='favela pinheirinho moinho cracolândia higienização kassab alckmin cury PSDB tucanazismo'/><title type='text'>São Paulo: estado de choque</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/NBjjtc9BXXY" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yIwKStlSmkI/Tx8dIaueB6I/AAAAAAAABQ8/cOvqwjq8LPo/s1600/pinheirinho4_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://3.bp.blogspot.com/-yIwKStlSmkI/Tx8dIaueB6I/AAAAAAAABQ8/cOvqwjq8LPo/s400/pinheirinho4_1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Moradores fogem de suas casas durante reintegração&amp;nbsp;de posse&lt;br /&gt;pela PM; durante a ação, pessoas foram feridas, agredidas,&lt;br /&gt;torturadas, violentadas sexualmente e mortas&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Na noite anterior à reintegração do Pinheirinho dormi em uma praça interessante com outras dezenas de pessoas que atenderam ao chamado para mais uma não-televisionada ocupação-relâmpago do movimento antissistema paulistano Ocupa Sampa. As ruínas do Carandiru são talvez as mais sórdidas da Terra. Por uma razão simples: não são ruínas do passado. São ruínas de algo que anda existe e continua a crescer assustadoramente. O Governo demoliu os pavilhões, deixou umas paredes de pé, construiu um parquinho e uma biblioteca. A grande atração do Parque da Juventude (como passou a chamar-se o local da antiga casa de detenção onde ocorreu o massacre de 1992) são as ruínas ao lado das crianças brincando. Uma propaganda falsa do Palácio dos Bandeirantes e do “sonho paulista” (a versão bandeirante do “sonho americano” e da “promessa brasileira”). O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo (só perde para China e EUA) e dobra a cada década. &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;O Governo paulista encarcera cerca de dois quintos do meio milhão de presos declarados do Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Dezenas de novos Carandirus foram inaugurados por todo interior e mais de 40 outros estão para sair do papel. São Paulo tem mais de 150 unidades prisionais, o que é ótimo para o PCC, já que a cadeia é o Facebook e a universidade do Primeiro Comando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://img.estadao.com.br/fotos/E5/88/B7/E588B769884A4F98B8EE10074DA6F7F8.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://img.estadao.com.br/fotos/E5/88/B7/E588B769884A4F98B8EE10074DA6F7F8.jpg" width="236" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O criminoso Naji Nahas, "dono" do terreno&lt;br /&gt;do Pinheirinho&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A população carcerária só não cresce mais por uma razão simples: em São Paulo, a Polícia mata uma parcela substancial de suas vítimas. A cada cinco pessoas mortas em São Paulo em 2011, uma foi vítima da PM. Isso sem contar aqueles que não entram nas contas, aqueles que ninguém reclama ou que são simplesmente “desaparecidos”. A Polícia de São Paulo é de dar medo por uma série de razões: se ela não vai com a sua cara, você pode apanhar, morrer ou, pior, ser preso. Hoje em dia, &lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;a href="http://adperj.jusbrasil.com.br/noticias/2164812/sao-paulo-populacao-carceraria-dobra-em-nove-anos-no-brasil/relacionadas" target="_blank"&gt;44% dos presos em São Paulo não foram julgados&lt;/a&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;estão nos chamados CDPs (Centros de Detenção Provisórios), que em nada diferem do ambiente das penitenciárias comuns. Ali igualmente ocorre tortura, ali está igualmente superlotado, ali é igualmente controlado pelo Comando (PCC) das grades pra dentro, ali igualmente lucram máfias de empreiteiras e fornecedores diversos, ali igualmente se misturam assassinos psicóticos com acusados de pequenos delitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa que contribui para essa situação é a nossa antiquada lei de drogas. Não é um juiz, mas o próprio policial quem determina se a quantidade de drogas que a pessoa porta a caracteriza como usuário ou traficante. Soma-se a isso o fato de que muitas vezes os flagrantes são forjados e pronto, qualquer um pode ser mandado para o inferno das prisões paulistas e passar, quem sabe, anos de sua vida ali dentro, sem mais nem menos, por puro preconceito de cor e classe, para o cumprimento de metas mensais, por perseguição político-ideológica ou simplesmente por engano. Quando sair, não sairá o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse estado de terror é ainda maior quando percebe-se que muitas vezes essa força policial, que é maior que o Exército Brasileiro (e com licença para matar, bater e prender), é usada para defender sórdidos interesses privados e que a maioria esmagadora dos homens por trás das fardas está pronta para obedecer friamente sua cadeia de comando, sem questionar, em ações absurdas como as vistas no último dia 22, quando 2.000 homens da PM paulista com armas letais, cavalos e helicópteros tomaram o Bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, cidade próspera e conhecida por sua indústria bélica e aeroespacial. Pinheirinho era um bairro onde viviam 1.700 famílias, erguido há anos em um terreno que pertence à massa falida de uma empresa de &lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2008/07/operacao-satiagraha-quem-e-naji-nahas-2031278.html" target="_blank"&gt;Naji Nahas&lt;/a&gt; - uma pesquisa no Google ou nas páginas dos noticiários econômico e policial da época poupam apresentações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PARTE 2&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/63294/Reintegracao-de-posse-na-regiao-do-Pinheirinho-em-Sao-Jose-dos-Campos-size-598.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://veja.abril.com.br/assets/pictures/63294/Reintegracao-de-posse-na-regiao-do-Pinheirinho-em-Sao-Jose-dos-Campos-size-598.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Polícia expulsa moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Entulho e fumaça. Cheiro de cadáveres em decomposição. Podem ser só os animais de estimação deixados para trás, mas o cheiro pode vir dos vários desaparecidos da tragédia. Impossível saber agora que as “autoridades” interditaram o acesso à área e que um incêndio misterioso (queima de arquivo) começou nos entulhos. Ninguém mais, mesmo que fosse autorizado, pode agora voltar ao que sobrou de suas casas para resgatar documentos, roupas ou lembranças. Tudo é lama, fumaça, destroços, tensão e desolação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não. Não foi um terremoto. Não foi furacão nem deslizamento. Foi o Estado que aconteceu naquele bairro em que viviam 1.700 famílias (seis mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças). Pinheirinho é um bairro de São José dos Campos, um pedaço do interior de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antigamente (ou ingenuamente por muitos ainda hoje) São Paulo era visto como um lugar de progresso, de horizontes, de lei. Em São Paulo, nossa patética prepotência paulista nos fazia ver outros lugares do Brasil (Norte, Nordeste e Centro-oeste, de modo especial) como território atrasado e violento. Infelizmente uma parte disso não é mentira, ainda me vêm à mente pistoleiros e matadores de aluguel (os famosos jagunços) quando penso no Mato Grosso (a postura dos ruralistas mato-grossenses e o genocídio guarani kaiowá só comprovam isso). Quando penso na Bahia, penso ainda em oligarquias centenárias de coronéis (o que a imortalidade de alguns sobrenomes no Congresso só ratificam). O que muda é que não tenho mais São Paulo. Um vendaval varreu o cenário do teatro. Pane na “Matrix”. Ou como diria o rapper Criolo: “Não existe amor em SP”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os rios em que brinquei não existem mais. Tampouco temos comida plantada aqui, tudo vem de fora. Do Pontal do Paranapanema ao Vale do Ribeira, do Litoral à Alta Mogiana, tudo é monocultura. Morei, amei, trabalhei e estudei e andei por muitas cidades de São Paulo. Pela janela do ônibus vejo um deserto verde, sempre. Cana e mais cana por vastas áreas maiores que muitos países europeus, tudo pertencente a pouquíssimos usineiros que, mesmo sendo milionários, ainda são clientes “estilo” de bancos públicos e conseguem as melhores taxas e perdões do mercado. Na maioria das cidades consolidam-se hegemonias políticas graças a alianças imorais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As universidades públicas estão sendo privatizadas aos poucos. As pesquisas são cada vez mais direcionadas a gerar patentes para a iniciativa privada, não em gerar conhecimento e avanços para a sociedade que as financia. Que dizer das imorais parcerias da Monsanto com os campi de agronomia da Unesp? Ou da Andrade Gutierrez e a Votorantin ditando a formação dos alunos da Unicamp? Na USP o reitor, pela primeira vez em tempos de "democracia", não foi o eleito pela maioria da comunidade acadêmica, mas João Grandino Rodas, segundo colocado nas eleições, pois assim quis o governador (que em última instância é quem decide).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pagina13campinas.org/site/images/pagina13/artigos/fausto-violencia-usp2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://pagina13campinas.org/site/images/pagina13/artigos/fausto-violencia-usp2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Durante ação da PM que consistia em comunicar a entidades&lt;br /&gt;estudantes que eles "deveriam" desocupar sala usada pelos&lt;br /&gt;Diretórios Acadêmicos, policial aproveitou para agredir e sacar&lt;br /&gt;a arma para a cabeça de um aluno que ele julgou "não ser aluno"&lt;br /&gt;pelo simples fato de ser negro&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Nas três universidades paulistas quase não se tem mais como produzir conhecimento (razão de ser das universidades), mas apenas reproduzir um modelo e sobretudo uma visão de mundo que coloca o valor do dinheiro acima do valor das vidas das pessoas. Produz-se, com verba e estruturas públicas, apenas novos produtos (muitas vezes nocivos às pessoas e à Terra) que gerarão ainda mais riqueza a grandes corporações (muitas delas estrangeiras). Cursos de humanas sucateados. Os de exatas, desumanizados. Os de biológicas seguem formando professores mal pagos ou técnicos cujos relatórios e laudos de impacto, por exemplo, jamais serão levados em conta se o interesse do grande capital estiver acima disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabeças pensantes, pessoas que querem dar maior sentido às suas vidas, pessoas com sonhos e vontade de fazer algo de bom (e há muitos desses em universidades) obviamente se opõem a esse caminho. E o Estado (mero balcão de negócios dos grandes capitalistas) faz o que quanto a isso? Polícia. A imprensa bandeirante diz que a Polícia está ali para defender as pessoas de roubos e estupros e que os estudantes que contestam isso só querem saber de fumar maconha. A “opinião pública” acredita. Pouco tempo depois, e a mídia televisiva não mostra, mas alguém filma e põe na internet um aluno negro sendo espancado por um policial por puro racismo (e por participar de centro acadêmico).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A TV não mostra, a Folha e o Estadão também não dão bola, mas poucos dias depois&lt;a href="http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=34809" target="_blank"&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;uma aluna da USP é vítima de estupro. Autor do crime: Renato Guimarães da Silva, soldado da PM há 20 anos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso no Pinheirinho. Nas crianças que nasceram e viveram e só conheciam aquele lugar como casa, agora estão em galpões que lembram campos de concentração, comendo comida estragada. Penso no Naji Nahas, especulador, golpista, milionário. Deve aos cofres públicos, mas é sempre mais fácil pagar as pessoas que guardam as chaves dos cofres públicos do que aos próprios cofres públicos. E então o Estado age como hunos, ou como os cavaleiros de Gengis Khan contra uma comunidade de seu próprio povo. Só para defender interesses privados de um canalha. Os jagunços daqui andam fardados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5AEnA7-1VIc/Ty0dfhnruFI/AAAAAAAABWY/caIRUEhD5LE/s720/IMG_2629.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-5AEnA7-1VIc/Ty0dfhnruFI/AAAAAAAABWY/caIRUEhD5LE/s400/IMG_2629.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No último dia 2 de Fevereiro, um predio no Centro de São Paulo&lt;br /&gt;na Avenida São João, abandonado há anos, que passou a ser usado&lt;br /&gt;como moradia por &amp;nbsp;230 famílias de baixa renda &amp;nbsp;foi desocupado.&lt;br /&gt;As famílias, que não tinham p/ onde ir, acamparam em frente ao prédio.&lt;br /&gt;desde então, a PM e a GCM vem realizando ações violentas&lt;br /&gt;contra o grupo. Muitas crianças estão hospitalizadas.&lt;br /&gt;Ano passado, o governo de São Paulo realizou 164 ações&lt;br /&gt;de desalojamento similares a essa.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Não. Eu não posso me conformar. Não aceito que um bípede com polegares invertidos e telencéfalo altamente desenvolvido me diga: “Só estou cumprindo ordens”. Não. A culpa é sua também, cara pálida. É de quem aperta o verde na urna, de quem assina a ordem, mas sobretudo de quem puxa o gatilho. Os policiais e militares em geral têm que aprender a desobedecer ordens imorais. Lembrar que seu dever é defender as pessoas e a Terra, mas defendem o inimigo da Terra e das pessoas. Não. As pessoas podem aprender a fazer escolhas. Como não obedecer ou até parar de pagar impostos (diga não à nota fiscal!) para forçar uma mudança de postura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Paulo está sitiada. É refém de uma gangue que está muito acima dos partidos. É refém da violência. E não podemos chamar a Polícia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se pudesse gritar alguma coisa para o resto do Brasil seria: "Socorro!" e "não queiram esse 'progresso'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;MAIS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;FAVELA MOINHO:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; uma favela fundada por catadores de material reciclável &amp;nbsp;foi víma de um incêndio no inicio do ano. Segundo a imprensa o incêndio foi acidental e morrenrem 2 pessoas. Segundo os moradores, morreram 40 e o incêndio foi criminoso, cometido deliberadamente pelas máfias de especulação imobiliária que controlam a prefeitura, com o intuito de desocupar o terreno pra depois empreiteiras construirem&amp;nbsp;arranha-céus&amp;nbsp;de luxo. Veja depoimento de morador.&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/akqDjpImOTw" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;Eu Queria matar a presidenta&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/Tj_zHrx7jcU" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Esse video acima, sobre o massacre de Pinheirinho foi feito pelo jornalista independente Pedro Rios, que inconformado com o silêncio da mídia oficial sobre o absurdo caso, &lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/greve-de-fome-de-pedro-rios-em-frente-a-tv-globo-segue-no-8%C2%BA-dia-com-sofrimento-e-moral-em-alta/370806/" target="_blank"&gt;iniciou uma greve de fome acorrentado em frente ao prédio da Rede Globo, no Rio&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large; font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;No Arquivo Viagem no Tempo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/01/da-luz-as-trevas.html" style="font-size: x-large;" target="_blank"&gt;"Da Luz às Trevas" &lt;/a&gt;A verdade por trás da "cracolândia"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-9025374700387341821?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/9025374700387341821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/02/sao-paulo-estado-de-choque.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/9025374700387341821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/9025374700387341821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/02/sao-paulo-estado-de-choque.html' title='São Paulo: estado de choque'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/NBjjtc9BXXY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-6836755407771423060</id><published>2012-02-01T12:03:00.000-02:00</published><updated>2012-02-01T12:03:40.104-02:00</updated><title type='text'>URGENTE: Tupinambás atacados na Bahia</title><content type='html'>&lt;span style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: left;"&gt;(até agora nem a Funai nem ninguém apareceu)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: left;"&gt;HOJE QUARTA- FEIRA 1º DE FEVEREIRO, ÁS 6:00 HORAS DA MANHÃ A POLÍCIA FEDERAL INVADIU Á COMUNIDADE DO ACUÍPE DE BAIXO HÁ 30 KM DE ILHÉUS ONDE ESTAVAM VÁRIAS FAMÍLIAS EM ÁREA DE RETOMADAS, E COM TODA VIOLÊNCIA DEBAIXO DE CHUVA ENTROU NAS CASAS E TIROU A FORÇA, CRIANÇAS DE ATÉ I ANO E MEIO, ADOLESCENTES, IDOSOS ETC... E COLOCOU NO CAMBURÃO, UM DOS ÍNDIOS POR NOME DE CRISPIM E OUTRO POR NOME DE NAILTON FORAM ALGEMADOS POR QUE COMEÇARAM A TOCAR O MARAKÁ E CANTAR MÚSICAS DE RITUAL "PORANCIM" E AMEAÇARAM A PRENDER DUAS LIDERANÇAS QUE AINDA ESTÃO DENTRO ESCONDIDOS, O PROBLEMA É QUE ELES TAMBÉM JÁ DERRUBARAM ALGUMAS CASAS E LOGO VAI PRENDER MAIS PESSOAS QUE ESTÃO AINDA ESCONDIDAS.&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: left;" /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: left;"&gt;SEGUNDO O UM DOCUMENTA QUESE A PRÓPRIA POLÍCIA TEM RELATOU QUE ESSA AÇÃO VAI SE ESTENDER A TODAS AS RETOMADAS DO LITORAL, TABA JAYRY, TUPÃ, ITAPOÃ E SYRYÍBA.&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: left;" /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: left;"&gt;NESSE EXATO MOMENTO ALGUMAS PESSOAS ESTÃO ALOJADOS NA ESCOLA E OUTRAS ESTÃO DETIDAS DENTRO DE UMA DAS CASAS. ATÉ AGORA NENHUMA INSTITUIÇÃO CHEGOU PARA ACOMPANHAR E APOIAR, A FUNAI, CIMI, APOINME.....O ESTADO É GRAVE E A POLÍCIA SE FAZ PRESENTE COM A INTENÇÃO DE PRENDER MAIS PESSOAS E USA E ABUSA DA AUTORIDADE&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: left;" /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: left;"&gt;ATENCIOSAMENTE&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: left;" /&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: left;"&gt;NÁDIA AKAUÃ - LIDERANÇA TUPINAMBÁ&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-6836755407771423060?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/6836755407771423060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/02/urgente-tupinambas-atacados-na-bahia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/6836755407771423060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/6836755407771423060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/02/urgente-tupinambas-atacados-na-bahia.html' title='URGENTE: Tupinambás atacados na Bahia'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-1900753710644855057</id><published>2012-01-28T18:55:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T18:55:46.710-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acta sopa pipa megaupload'/><title type='text'>Fogueira Eletrônica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://thenextcorner.net/i/stop-sopa-pipa-ny-protest.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://thenextcorner.net/i/stop-sopa-pipa-ny-protest.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 21px; text-align: justify;"&gt;Dois projetos de lei colocam em risco a maior conquista da humanidade dos últimos tempos: a capacidade de compartilhar conhecimento e pensamento gratuitamente. O SOPA (Stop Online Piracy Act) e o PIPA (Protect IP Act) limitam drasticamente a liberdade na internet e dão ao governo dos EUA a possibilidade de tirar do ar para sempre sites e blogs que ameacem os interesses do império.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;As fogueiras estão acesas. Está aberta a nova temporada de queima de livros. O capitalismo perdeu os pudores, não se preocupa mais em esconder que o obscurantismo, a ignorância generalizada, é um dos pilares que o sustenta, tal qual previu nos anos 50 do século passado Ray Bradbury, em “Fahrenheit 451”. O título da obra referia-se à temperatura (na escala Fahrenheit, equivalente a 232,8 Celsios) em que o papel entra em combustão, já que no futuro sombrio imaginado pelo autor ideias e pensamentos dissidentes eram considerados crime. Livros são proibidos, incinerados pelos bombeiros (firemen), juntamente com a casa de quem os detivesse, sendo reservadas aos infratores penas que iam desde a internação em hospícios à morte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://bibliotecadaeca.files.wordpress.com/2011/08/queima_de_livros_ii-scaled500.jpg?w=400&amp;amp;h=319" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://bibliotecadaeca.files.wordpress.com/2011/08/queima_de_livros_ii-scaled500.jpg?w=400&amp;amp;h=319" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Queima_de_livros" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alemanha Nazista também queimou livros para conter ideias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;Bem-vindos ao futuro sombrio, escravos, já estamos nele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;Mas as bruxas, os hereges e Giordanos Brunos estão a fim de dar o troco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;Na última quinta-feira, uma megaoperação global foi executada em oito países com o consentimento do governo de cada um deles para prender Kim “Dotcom” Schmitz, fundador do Megaupload ,e funcionários da empresa que criou uma eficaz plataforma de compartilhamento gratuito de conteúdo (livros, filmes e etc.). A ação internacional que prendeu Dotcom em seu país natal, a Nova Zelândia, foi capitaneada pelos Estados Unidos, numa clara demonstração de que estamos cada vez mais próximos de algo parecido com um governo mundial, onde não dá para fugir ou pedir asilo político, pois os estados trabalham agora unidos como nunca em vassalagem ao verdadeiro poder soberano de nossa sociedade: o capital, representado de modo especial pelas grandes corporações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.donodanoticia.com/wp-content/uploads/2012/01/KimDotcom.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="218" src="http://www.donodanoticia.com/wp-content/uploads/2012/01/KimDotcom.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Kim "PontoCom" está preso por ter criado o MegaUpload&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;Imagino que na noite de quinta donos das grandes corporações da indústria cultural, congressistas americanos e diretores do FBI comemoravam ao som de algo como “Ai se eu te pego” a derrubada do Megaupload. Imagino também quão hilária deve ter sido a expressão nos rostos deles quando meninos atrevidos nos quartos de suas casas estragaram a festa dos tubarões: em resposta, os sites da Universal Music, da Associação de Filmes dos EUA e da Associação da Indústria Fonográfica foram tirados do ar por hackers do mundo inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;Às “autoridades”, os Anonymous declararam: “Vocês deviam estar esperando por nós”. E aos internautas do mundo o convite: “Pegue pipoca, essa vai ser uma noite longa e engraçada. Pouco tempo depois, o site do FBI (a Polícia Federal dos Estados Unidos) estava fora do ar. 100% de sucesso da retaliação por parte das mentes livres.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;No dia seguinte: o Megaupload estava novamente no ar. Mas os projetos de lei ainda seguem tramitando no congresso americano e devem ser votados na próxima semana. Sob a desculpa de estarem protegendo os direitos autorais, sites e blogs podem ser tirados do ar a qualquer momento pelas autoridades norte-americanas, bem como deixarem de aparecer em sites de buscas como o Google.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;Sou réu confesso. Ainda que não distribuísse e-books e filmes, a simples reprodução de uma foto ou obra de arte usada para ilustrar um texto sobre a história da humanidade (história essa que pertence a todos) seria o suficiente para tirar www.viagemno tempo.com.br do ar, por exemplo. Isso mesmo que meu blog não tenha fins comerciais ou publicitários e só tenha me dado “prejuízo” do ponto de vista financeiro de modo que jamais lucrei com trabalho alheio. O maior risco é que, além de dificultar a troca de informação, haja uso político destes mecanismos, fazendo sumir do ciberespaço conteúdos que contenham “ideias perigosas”, como convocações a boicotes e críticas a governos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;Diante disso, a inquisição espanhola e o Bücherverbrennung nazista parecem amadores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: inherit; font-size: x-large;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;b&gt;MAIS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;Indignado com o Pipa e o Sopa, espere até saber o que é o global ACTA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/wVwAOB3pGok" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;hgdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixe o livro "Fahrenheit 451" de Ray Bradburry &amp;nbsp;&lt;a href="http://uploading.com/files/8c8d767b/FR451RB_multibrasil.rar/"&gt;http://uploading.com/files/8c8d767b/FR451RB_multibrasil.rar/&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(PS: o autor liberou a cópia e distribuição gratuita)&lt;br /&gt;ou assista a versão cinematográfica de 1966&amp;nbsp;&lt;a href="http://depositfiles.com/files/hoygvl8hc"&gt;http://depositfiles.com/files/hoygvl8hc&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-1900753710644855057?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/1900753710644855057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/01/fogueira-eletronica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/1900753710644855057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/1900753710644855057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/01/fogueira-eletronica.html' title='Fogueira Eletrônica'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/wVwAOB3pGok/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-3389480306122868071</id><published>2012-01-27T22:48:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T22:48:21.263-02:00</updated><title type='text'>A Polícia mudou a História</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O que se pode esperar da Polícia Militar do Estado de São Paulo quando a Secretaria Estadual de Segurança Pública exalta o golpe militar de 1964 e se sente orgulhosa de sua participação no processo? Até a tarde de sexta-feira o site da secretaria exibia a seguinte versão do golpe de estado que nos levou à Ditadura:&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rWIQYyPmw64/TyNDdzkksjI/AAAAAAAAAPU/7-v1fBdvh48/s1600/SSPSP_1964_viagemnotempo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-rWIQYyPmw64/TyNDdzkksjI/AAAAAAAAAPU/7-v1fBdvh48/s1600/SSPSP_1964_viagemnotempo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Depois de alguns protestos no Twitter, o ano de 1964 simplesmente sumiu da linha do tempo da Secretaria &lt;a href="http://www.ssp.sp.gov.br/institucional/historico/"&gt;http://www.ssp.sp.gov.br/institucional/historico/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-3389480306122868071?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/3389480306122868071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/01/policia-mudou-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/3389480306122868071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/3389480306122868071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/01/policia-mudou-historia.html' title='A Polícia mudou a História'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rWIQYyPmw64/TyNDdzkksjI/AAAAAAAAAPU/7-v1fBdvh48/s72-c/SSPSP_1964_viagemnotempo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-7552763911190156257</id><published>2012-01-14T16:22:00.002-02:00</published><updated>2012-01-14T18:06:11.122-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cracolândia Santa Ifigênia higenização gente diferenciada crack'/><title type='text'>Da luz às trevas</title><content type='html'>&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,20367115-EX,00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,20367115-EX,00.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Dezenas de crianças foram "apreendidas" oficialmente por&lt;br /&gt;policiais&amp;nbsp;na operação na Luz; há relatos de desaparecimento&lt;br /&gt;(Foto: Domingos Peixoto); na foto, policial à paisana&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;aponta arma para cabeça de menino&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Nesse momento, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, força estatal de repressão maior até mesmo que o Exército Brasileiro, ocupa a histórica região da Luz (+ Sta Ifigênia), que a imprensa e os governos passaram desde a década de 90 a chamar de “Cracolândia”. De fato, muitos prédios abandonados e ruas dali se tornaram espaços de consumo da destruidora droga &lt;b&gt;e tudo de ruim que está relacionado a ela (violência, exploração sexual, etc.&lt;/b&gt;). A área foi abandonada, deliberadamente, segundo moradores da região. A própria grande imprensa contribuiu para tornar a área zona de abandono.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.r7.com/data/files/2C95/948F/34AF/7EB1/0134/B2B1/C74C/26BA/cracol%C3%A2ndia_eduardo%20enomoto_r7_TL.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://www.r7.com/data/files/2C95/948F/34AF/7EB1/0134/B2B1/C74C/26BA/cracol%C3%A2ndia_eduardo%20enomoto_r7_TL.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Abuso policial contra pessoas desarmadas marca ocupação&lt;br /&gt;da "Cracolândia" em São Paulo (foto Eduardo Enemoto)&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;As reportagens e o apelido aterrador contribuíram para duas coisas: A primeira delas foi propagandear, anunciar para todos os viciados da cidade: “Ali vende, ali dá pra ficar”. E enquanto isso, pela cidade, milhares de moradores de rua eram espancados ou mesmo mortos. São imigrantes mal-sucedidos, gente que perdeu o emprego no campo, gente que perdeu tudo nalguma tragédia, crianças que fugiram da violência em casa, indígenas que perderam a terra e caíram na indigência, egressos do sistema prisional que não receberam uma segunda chance, deficientes físicos e mentais, gente que não conseguiu um espaço. De fato na rua há aqueles que acabam escolhendo "o crime", mas a maioria nem sabe direito o que é escolha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ano passado conheci no Ocupa Sampa alguns sobreviventes, gente que contava histórias como a de Dona Cida que narrou-me certa vez como agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) uma noite colocaram fogo dormindo. Outros explicavam por que estavam mancando ou com esparadrapo na testa, a explicação era quase sempre: PM ou GCM.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A “Cracolândia” foi fabricada. Era pra lá que o Sistema e o Estado (apenas mais um aparato que o Capital já tomou para si) varriam o seu “resto da equação”. Primeiro você varre um monte de gente para a miséria. Depois para a rua. Depois para o vício. Em seguida para a “Cracolândia”. E depois, para uma vala comum. Assim o crack vive uma falsa ilegalidade. Por um lado ele é oficialmente “proibido” pelo Estado. Por outro ele é permitido e altamente interessante para o modelo de Capitalismo vigente. É uma arma de destruição em massa contra aqueles que estão abaixo da base, na sola da pirâmide.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Pessoas sem condição de consumo podem contribuir com o giro da economia comprando pelo menos a pedra de seu vício, comas migalhas que conseguem vendendo o corpo ou roubando carteiras. Enquanto não morrem (sendo assim menos um nesse “resto de equação matemático-social”), não se rebelam, pois viciados não conseguem falar, ouvir, pensar mais elaboradamente, se articular, se unir contra o Sistema que os colocou na condição de miséria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/fotos/cracolandia_reuters2_FernandoDonasci.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="291" src="http://www.estadao.com.br/fotos/cracolandia_reuters2_FernandoDonasci.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;População viciada da Luz não recebe apoio social, médico&amp;nbsp;nem&lt;br /&gt;psicológico; muitas pessoas caem na marginalização por causa&lt;br /&gt;da droga; a maioria entra na droga por causa da marginalização&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A segunda contribuição da imprensa paulista e nacional, pela maneira como tratou a situação na Luz nos últimos anos, foi o afastamento do resto da população. A criação do medo fez com que, em vez de que se buscasse alternativas e soluções para os problemas (das drogas, da cidade, da população nessa situação), ninguém quisesse passar nem perto daquela zona de exclusão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Passados 20 anos, os especuladores imobiliários (o que inclui, mais uma vez, muitas empreiteiras e o setor de mineração - fornecedores de concreto, aço, etc.) podiam contemplar o que queriam. A área desvalorizada. Os programas governamentais para moradia não privilegiam recuperação de imóveis prontos, uma vez que o número de domicílios vagos supera em quase um milhão o déficit habitacional em todo o país (Censo 2010).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 21px;"&gt;Assim, quem sonha em ter um teto tem que se endividar bem mais, e quem é dono de empreiteira ganha mais dinheiro. Soma-se a isso a valorização do metro quadrado em grandes cidades brasileiras com a aproximação da Copa do Mundo estão tendo e pronto: os controladores do poder viram que era hora de entregar a área desvalorizada aos tubarões da especulação; criou-se o projeto Nova Luz, que vai desapropriar mais de 30% da área construída para demolir e construir mais edifícios novos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 21px;"&gt;Moradores antigos do bairro (que é bom que se saiba, muitos não têm qualquer relação com drogas) estão revoltados. A Prefeitura os expulsa com indenizações vergonhosas enquanto aos ocupantes viciados estão sendo expulsos a bala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imgsapp.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/da_impresso_130686904244/2012/01/13/5791/20120113005726373661o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="286" src="http://imgsapp.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/da_impresso_130686904244/2012/01/13/5791/20120113005726373661o.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No dia 12/01, enquanto a PM paulista tratava com balas&amp;nbsp;e&lt;br /&gt;chutes os viciados da Luz, para espantá-los da região,&amp;nbsp;a&lt;br /&gt;presidenta&amp;nbsp;Dilma e o governador&amp;nbsp;Geraldo Alckmin anunciam&lt;br /&gt;parceria para construção e&amp;nbsp;financiamento de moradias; não&lt;br /&gt;para os miseráveis da rua&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Não. As ações que a TV mostra da Polícia atuando na Cracolândia não são para oferecer tratamento de saúde nem enfrentar o crime, como gritam excitados os mesmos apresentadores que essa época do ano costumavam ser apenas narradores de enchente. O que está em jogo são os negócios. E a Polícia cegamente (ou não) está agindo como milícia privada de interesses particulares.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Segundo uma fonte do Movimento Nacional da População de Rua, outro negócio que estaria em jogo seria o lucrativo mercado de manicomialização, que quer voltar a receber rios de dinheiro do Estado para internar como louco qualquer viciado ou morador de rua ou miserável em geral com a chamada “internação compulsória”. Manicômios privados (sem qualquer preocupação com recuperação) receberiam boa parte dos catados pelas “carrocinhas humanas”, já que, sabidamente (e deliberadamente), o Estado não tem estrutura para dar tratamento a essas pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O que há é uma guerra aos pobres. O avanço do rolo compressor capitalista sobre os corpos de brasileiros. Pois nenhuma pessoa de boa-fé pode achar que prisões, espancamentos, bombas e assassinatos sejam um bom remédio para dependência química ou para nossas doenças sociais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b style="font-size: x-large;"&gt;MAIS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; Moradores da Luz falam sobre descaso e abuso de autoridade, desapropriações, e a vida no bairro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/n33J_UKfgrA" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Em audiência pública, o sacerdote católico Julio Lancellotti denuncia torturas, intimidação e extermínio na "Cracolândia"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/x0q1R5a4IsU" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 17px; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;Raquel Rolnik urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada explica o &amp;nbsp;projeto Nova Luz.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/IMAA0gSszAQ" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-7552763911190156257?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/7552763911190156257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/01/da-luz-as-trevas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/7552763911190156257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/7552763911190156257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2012/01/da-luz-as-trevas.html' title='Da luz às trevas'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/n33J_UKfgrA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-6105722366990885277</id><published>2011-12-31T03:43:00.003-02:00</published><updated>2011-12-31T15:26:40.721-02:00</updated><title type='text'>A Casa Grande tem mais ouro que o Palácio de Buckingham</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2011/05/04/04_MHG_ECO_EIKE.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2011/05/04/04_MHG_ECO_EIKE.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: small;"&gt;Eike Batista, empresário ramo de mineração e petróleo,é o&lt;br /&gt;homem&amp;nbsp;mais rico do Brasil, 8o do mundo. Além das&lt;br /&gt;contrataçõesde ex-integrantes da Petrobras, que estariam&lt;br /&gt;usando informações&amp;nbsp;privilegiadas a favor do empresário, ele&lt;br /&gt;conseguiu(num controverso&amp;nbsp;leilão realizado pelo governo)&lt;br /&gt;ganhar&amp;nbsp;o direito de explorar os mais&amp;nbsp;ricos&amp;nbsp;campos de extração&lt;br /&gt;do Pré-Sal.&amp;nbsp;No primeiro dia de oferta&amp;nbsp;publica de ações da OGX&lt;br /&gt;(petroleira de Eike) o empresário&amp;nbsp;lucrou cerca de R$ 25 bilhões&lt;br /&gt;de reais (em um único dia, esse&amp;nbsp;único homem ganhou mais&lt;br /&gt;de 147 vezes o valor a ser pago pela&amp;nbsp;Mega&amp;nbsp;Sena da Virada)&lt;/b&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sexta Economia do Mundo. Octogésima oitava em Educação. Sexta Economia do Mundo. Octogésimo Primeiro IDH. Sexta Economia do Mundo. 11,5 milhões de Pessoas vivendo em aglomerados subnormais (favelas, palafitas, grotas, etc.). Sexta Economia do Mundo. Mais da metade não tem saneamento. Sexta Economia do Mundo. Uma mulher agredida a cada 15 minutos. Sexta Economia do Mundo. Um homossexual morto a cada 36 horas. Sexta Economia do Mundo. Movimentos sociais criminalizados. Sexta Economia do Mundo. Apenas 10% dos trabalhadores fizeram curso superior. Sexta Economia do Mundo. Só 3% dos formados exercem a profissão para a qual se preparou. Sexta Economia do Mundo. Morrem 23,4 crianças antes de um ano a cada mil (situação ainda é pior, pois muitos mais morrem se sequer ser registrada)- Em Cuba é 6, na Suécia é 3. Mas, mesmo assim, ainda somos a Sexta Economia do Mundo. População Carcerária beirando meio milhão (dobrou em 10 anos). Sexta Economia do Mundo. Barbalho Senador. Sexta Economia do Mundo. Ninguém pode investigar juiz. Sexta Economia do Mundo. Mais de 350 lideranças campesinas e indígenas assassinadas em um ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Copa! Olimpíada! Já mandamos um cara pro espaço pra plantar feijãozinho. Afinal, somos a Sexta Economia do Mundo. Invisíveis, centenas de milhares de moradores de rua não contabilizados. Guaranis, Caiapós, Fulni-ôs... Nações inteiras, minoria étnicas assassinadas, expulsas de suas terras, humilhadas. Ah, mas o Brasil está crescendo. Estamos nos desenvolvendo. É só a “merreca” que se paga para ser a Sexta Economia do Mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Se dividíssemos esses 2,09 trilhões de dólares por cada um de nós 190 milhões, nosso PIB per capta seria um quarto do dos EUA. Mas não, não dividimos a bolada. Lembra quando diziam que o bolo precisava crescer para depois ser repartido? Bem, fim de papo, não tem mais desculpa, passamos os ingleses, mas lá a maioria come seu bolinho acompanhando o chá da tarde. Aqui, estamos de pires na mão. Então a Casa Grande daqui tem mais ouro que o Palácio de Buckingham.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_uEbJofDl38U/SxBfSEzkeQI/AAAAAAAACIM/GiETYLw4mwc/crian%C3%A7a01.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://4.bp.blogspot.com/_uEbJofDl38U/SxBfSEzkeQI/AAAAAAAACIM/GiETYLw4mwc/crian%C3%A7a01.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Criança procura comida no lixo da 6a Economia do Mundo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sexta Economia do Mundo. Trabalho escravo. Prostituição infantil.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Concentração de terra aumentando. Mais de 75% da área agricultável é ocupada pelo Agronegócio, mesmo que represente só 15% dos estabelecimentos rurais. E esses gigantes, que desmatam, acabam com a água e envenenam o solo não plantam alimento, só commodities industriais. A Agricultura familiar é que planta comida.  Assim como no campo, a grande imprensa nacional também é para poucos, 13 famílias controlam o que vemos, ouvimos e lemos. E essas oligarquias rurais estão alinhadas com as oligarquias de Rádio e TV (bem como também estão alinhadas a bancos, corporações mineradoras estrangeiras que atuam no Brasil, empreiteiras e empresas de petróleo, como as da família Bush e de Eike Batista - ou deveria dizer Sheik Batista?).&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Assim, o discurso chega manipulado. Universitários contra a militarização e o controle ideológico aparecem como maconheiros. Índios, como vagabundos. Camelôs e desempregados como baderneiros. Esse ano, até bombeiros que são heróis, foram mostrados como bandidos insurgentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Assim midia manipulada como o Grupo Bandeirantes de Comunicação (ao qual pertencem a TV Bandeirantes, Band News e Terra Viva – a voz dos latifundiários) omitem o que não querem, dão enfase ao que querem e usam eufemismos para dizer enrolando o que não dá para não dizer. Dizem “Áreas rurais consolidadas serão regularizadas”, para não usar as palavras diretas “áreas de preservação desmatadas ilegalmente vão ficar por isso mesmo, pois os criminosos serão anistiados”, quando vão falar de temas delicados como as mudanças do Código Florestal.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É preciso ter claro qual nossa real situação econômica, social e política nesse momento histórico agora que entramos em 2012, ano que deve ser de grandes transformações no Planeta. O Brasil é uma parte considerável do planeta, é 47% do nosso continente, e não está de fora (ou não pode estar de fora) das transformações que o mundo exige. Mesmo porque sem a construção de uma verdadeira democracia e estabelecimento da Justiça nesse pedaço do mundo, a própria vida no mundo está ameaçada (ninguém vive sem água, nem sem o ar que as florestas fornecem ao limpar a nossa caca de CO2 do ar).&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Previsão de chuvas e trovoadas insurgentes nas eleições presidenciais de França, EUA e México. Na Rússia as eleições não terminaram, só terminam depois que arrastarem o último dos milhares de jovens da Praça Vermelha e o enfiarem no último trem para a Sibéria.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/in/2764590-f93-d62/FT500A/Mais-de-mil-pessoas-acompanharam-enterro-de-extrativistasFoto-Evandro-CorreiaO-Liberal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://oglobo.globo.com/in/2764590-f93-d62/FT500A/Mais-de-mil-pessoas-acompanharam-enterro-de-extrativistasFoto-Evandro-CorreiaO-Liberal.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Paraenses acompanham funeral do castanheiro José&lt;br /&gt;Cláudio,&amp;nbsp;um do mais de 300 assassinados no campo&lt;br /&gt;entre extrativistas,&amp;nbsp;camponeses e indígenas em 2011;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na Retrospectiva 2011 A Globo mostrou o Scliar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;a Lili Marinho, o José alencar, mas esqueceu centenas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;de mortos. José Cláudio, castanheiro (e sua mulher),&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Cacique Nísio Guarani Kaiowá; Marlone, Luiz Lopes, etc&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Em quem vamos acreditar? No Jornal Nacional? Vamos acreditar que precisamos destruir a Amazônia (essa sim nossa verdadeira riqueza de valor inestimável) para “gerar a energia que o Brasil precisa para continuar crescendo”. Do que o Brasil precisa? Se tornar a Quinta Economia do Mundo? Isso não é ranking da Fifa. Comemorar isso é tão patético quanto torcer pra Central do Brasil no Oscar. Precisamos de Justiça, Verdade, Liberdade, Comida, Terra, Floresta, Paz, Voz.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A retrospectiva da TV Bandeirantes (que deve ter esse nome por que apoia a retomada do genocídio indígena) mostrou entre os fatos mais importantes a fórmula Indy que ela patrocinou, e a inauguração da iluminação da torre de TV na Paulista (acharam quase tão importante quando a queda de Berlusconi). Mas omitiu os novos movimento sociais, os levantes estudantis de Natal, a resistência Indígena, as ocupações publicas, o crescimento das bicicletadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sinto muito Saads, Macedos, Marinhos e Abravanéis. As insurreições de 2012 não serão televisionadas, mas não poderão ser escondidas. Nem aqui, nem na China.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;MAIS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"V pour Verités" (V de Verdades) música de Keny Arkana, música que tem tocado muito em ocupações anticapitalistas de todo o mundo&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/xyL6HTfDkic" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-6105722366990885277?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/6105722366990885277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/casa-grande-tem-mais-ouro-que-o-palacio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/6105722366990885277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/6105722366990885277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/casa-grande-tem-mais-ouro-que-o-palacio.html' title='A Casa Grande tem mais ouro que o Palácio de Buckingham'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_uEbJofDl38U/SxBfSEzkeQI/AAAAAAAACIM/GiETYLw4mwc/s72-c/crian%C3%A7a01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-608387072959955391</id><published>2011-12-24T16:30:00.002-02:00</published><updated>2012-01-16T10:41:08.530-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kropotkin mutualismo anarquista anarquia'/><title type='text'>O velho de barba branca (e bandeira preta)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--I_jDXK4kPQ/TvYM4kDjGfI/AAAAAAAAAPM/jEYXVc99wgs/s1600/kropotkin.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/--I_jDXK4kPQ/TvYM4kDjGfI/AAAAAAAAAPM/jEYXVc99wgs/s400/kropotkin.jpg" width="336" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;"&lt;i&gt;Nenhuma revolução social pode triunfar se não for precedida de uma revolução nas mentes e corações do povo&lt;/i&gt;".&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Piotr Kropotkin&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela neve do extremo norte, caminha um velho de barba branca, bochechas gordinhas e seu óculos de ler cartinhas. Ele bem que poderia usar um gorro vermelho, mas não era o caso. Se fosse para usar um gorrinho desses, certamente não teria um pompom branco, seria um pileu, como o gorro do saci, como aqueles que na Grécia antiga recebiam os escravos libertos, símbolo da Liberdade, símbolo da Anarquia. O bom velhinho que caminha pela paisagem gelada da Sibéria, da Finlândia ou das montanhas da Suíça é o príncipe rebelde Piotr Kropotkin.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corta para Dmitrov, arredores de Moscou, 1848. O príncipe Alexei Petrovich Kropotkin, dono de vastas regiões do Império Russo e com mais de 1200 servos sob seus pés vê sua esposa Iekaterine dar à luz: um lindo bebezinho nobre. Quando cresce, Piotr vai servir como pagem na corte do kzar por dois anos. Ele toma nojo pela nobreza, pela degeneração dos que se acham superiores e oprime os famintos. Mas aguentou firme para terminar sua formação científica: astronomia, física, história e filosofia. Mas também se interessou pelas ciências da Natureza e lhe inquietou o livro: A Origem das Espécies, de Charles Darwin.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.asknature.org/images/uploads/strategy/257ff2165dd45c76e556a935ef3d9339/c853da46136e5cc284b77bf4b48fff73.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="146" src="http://www.asknature.org/images/uploads/strategy/257ff2165dd45c76e556a935ef3d9339/c853da46136e5cc284b77bf4b48fff73.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mutualismo: O peixe palhaço se vive entre os&lt;br /&gt;tentáculos urticantes das anêmonas, pois é imune&lt;br /&gt;&amp;nbsp;a esse veneno, &amp;nbsp;e assim se protege de predadores;&lt;br /&gt;em troca, as anêmonas se beneficiam dos restos&lt;br /&gt;de alimento e excrementos do peixe palhaço&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Para fugir da nobreza, se voluntaria para uma ir à Sibéria. Missão: avaliar o sistema carcerário para propor reformas. As prisões políticas na sibéria se assemelhavam a campos de concentração. Ali viu mais nitidamente as contradições do Sistema e que vivia. Mas pode conhecer anarquistas e comunistas que lhe ajudaram em sua “conversão” à visão libertária do mundo. Pode ver a solidariedade entre os homens das tribos nômades, bem como observar a fauna e flora da região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As reformas no sistema carcerário que ele propôs jamais foram levadas a cabo. Nem mesmo a Revolução de 1917 tornaria mais humana e decente a situação dos prisioneiros enviados à Sibéria. Mas o tempo não foi perdido. A observação da natureza e dos homens, sua ajuda mútua, sua solidariedade o ajudaram a escrever a mais célebre de suas obras: “O Apoio Mútuo: uma questão de evolução” (Baixe esse Ebook, é meu presente de natal para os leitores da coluna &lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/19944850/O-Apoio-Mutuo-Piotr-Kropotkin-"&gt;http://pt.scribd.com/doc/19944850/O-Apoio-Mutuo-Piotr-Kropotkin-&lt;/a&gt; ) em que corrige Darwin ao alegar (e comprovar) que a colaboração entre indivíduos da mesma espécie e de espécies diferentes é fator determinante para a sobrevivência, sendo mais importante que a competição no processo evolutivo. Para isso, apresenta uma infindável quantidade de observações sobre o comportamento de diversos animais, bem como sociedades “primitivas” e mesmo entre cidades livres da medievalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IOGHO7nV4oo/SjbCfdxVwmI/AAAAAAAAAA8/ME1L7-v9S5w/s320/colmeia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_IOGHO7nV4oo/SjbCfdxVwmI/AAAAAAAAAA8/ME1L7-v9S5w/s320/colmeia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Insetos sociais, como as abelhas, são exemplos típicos&lt;br /&gt;&amp;nbsp;de que a colaboração entre indivíduos é mais importante&lt;br /&gt;&amp;nbsp;para a sobrevivência da espécie do que a competição&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Pegou a grana da sua herança (e não era pouca) e foi viajar (a coisa mais útil e válida a se fazer com dinheiro) e se engajar em processos pré-revolucionários que se desenhavam na Europa. Ficou amigo de Bakunin e de outros anarquistas “barra pesada”, como os relojoeiros de Juna. Foi preso algumas vezes (acontece...) por sua militância. Mas não foram só autoridades kzaristas e de outros estados autoritários e capitalistas que o perseguiram. Kropotkin, foi, junto com a turma de Bakunin, expulso da Primeira Internacional em 1872 por Karl Marx e seus discípulos ortodoxos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A expulsão se deu por uma divergência que dura até hoje. Os marxistas acreditavam que um partido de trabalhadores deveria tomar o poder e estabelecer um estado (uma ditadura) que alterasse o modo de produção. Já os anarquistas bakunianos acreditavam que poder não é para ser conquistado, mas destruído e propunham a abolição do Estado. No lugar disso em associações horizontais e cooperativas os homens decidiriam seus destinos juntos e organizariam sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.theage.com.au/ffximage/2004/07/04/gulag,0.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://www.theage.com.au/ffximage/2004/07/04/gulag,0.jpg" style="cursor: move;" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Prisioneiros (a maioria presos políticos) trabalham&amp;nbsp;em&lt;br /&gt;um&amp;nbsp;gulag,&amp;nbsp;os famosos campos de trabalho forçado&lt;br /&gt;na&amp;nbsp;Sibéria, durante o período soviético&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;E adivinhem só: Em 1917, o kzar foi derrubado. Viva a revolução socialista! Kropotkin volta à Rússia e é ovacionado por trabalhadores, estudantes, camponeses. Ele está entusiasmado: propõe cooperativas e outras reformas no Estado que estava se constituindo. Mas, não! Lênin não o ouviu. Lenin perseguiu, mandou prender e matar diversas vozes dissonantes, entre eles muitos anarquistas (a situação pioraria ainda mais com a morte de Lênin e ascensão de Stalin, o “Kzar Vermelho”, que por sorte Kropotkin não viu). O previsto pelos expulsos de Haia em 1872 estava se cumprindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Vladimir Ilyich (Lenin), suas ações concretas são completamente contrárias às ideias que você finge sustentar", escreveu o príncipe anarquista ao líder Bolchevique.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kropotkin era tão popular que era “imprendível”. Morreu vítima de pneumonia em 1921. Seu funeral, foi acompanhado por uma multidão (na qual até Emma Goldman estava presente). Bandeiras pretas tremulavam ao som de Tchaikovsky. Faixas exibiam os slogans "Onde há autoridade não há liberdade" e "Os anarquistas exigem a liberação das prisões do socialismo". Quando o féretro e os mais de cem mil presos que o passaram em frente à prisão, foi aplaudido por presos comuns e políticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Kropotkin_Funeral.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="232" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Kropotkin_Funeral.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O funeral de Kropotkin, em 1921, reuniu cerca de&lt;br /&gt;100 mil admiradores e amigos; foi a última manifestação&lt;br /&gt;pública &amp;nbsp;anarquista na União Soviética; depois disso&amp;nbsp;a vida&lt;br /&gt;sob a ditadura do PC não foi fácil para os libertários&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O enterro de um dos maiores intelectuais de todos os tempos (que permanece desconhecido pela maioria, já que nem estados capitalistas nem socialistas estão interessados que os jovens leiam essas coisas em suas universidades) foi a última manifestação pública massiva de anarquistas na União Soviética. Depois disso, a maioria deles foi parar na Sibéria, no sistema carcerário que permanecia igual ao dos tempos do kzarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;EBOOKS DE GRAÇA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;-&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/19944850/O-Apoio-Mutuo-Piotr-Kropotkin-" target="_blank"&gt;O Apoio Mútuo - uma questão de evolução&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;-&amp;nbsp;&lt;a href="https://rapidshare.com/#!download|0dt|3284126|Kropotkin_-_A_lei_e_a_autoridade.pdf|0|R~0|0|0|File not found. (e029a7af)" target="_blank"&gt;A Lei e a autoridade&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;-&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=Osabxj37oSkC&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;source=gbs_ge_summary_r&amp;amp;cad=0#v=onepage&amp;amp;q&amp;amp;f=false" target="_blank"&gt;O princípio Anarquista e outros ensaios&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Leia também neste blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font: normal normal bold 30px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-rei-esta-pelado.html" target="_blank"&gt;O rei está pelado&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;sobre Mahatma Gandhi (altamente influenciado por Thoreau, Tolstoy e Jesus)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font: normal normal bold 30px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-perere-e-cinderela.html" target="_blank"&gt;O Pererê e a Cinderela&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;sobre dois arquétipos muito vivos nas "esquerdas" brasileiras e o potencial satyagrahi dos bem-humorados brasileiros #GenteDiferenciada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font: normal normal bold 30px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/04/o-homem-que-disse-nao.html" target="_blank"&gt;O homem que disse não&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;sobre H. D. Thoreau pensador abolicionista estadunidense autor de "A Desobediência Civil"&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-608387072959955391?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/608387072959955391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/o-velho-de-barba-branca-e-bandeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/608387072959955391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/608387072959955391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/o-velho-de-barba-branca-e-bandeira.html' title='O velho de barba branca (e bandeira preta)'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--I_jDXK4kPQ/TvYM4kDjGfI/AAAAAAAAAPM/jEYXVc99wgs/s72-c/kropotkin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-5484945729183375122</id><published>2011-12-17T00:49:00.003-02:00</published><updated>2011-12-26T17:35:42.257-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João Paulo II Vaticano Código Florestal'/><title type='text'>O Artesão do desarmamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“&lt;b&gt;O Artesão do Armamento&lt;/b&gt;” é uma das poucas que eu sei de cor. Nem mesmo as poesias que eu próprio escrevo se conservam inteiras na minha memória. Mas não é só por isso que eu sempre recito “&lt;b&gt;O Artesão do Armamento&lt;/b&gt;” em todo sarau, fogueira, ou mega-fone aberto que por aí nesse ano em que parte das pessoas começou a redescobrir o valor e sentido das praças, das fogueiras e da poesia, &amp;nbsp;de modo marcante nas Ocupações horizontais, orgânicas e autônomas (sem domínio de partidos, empresas ou organizações) que tenho visitado nos últimos meses. Acontece que essa poesia diz tudo que eu tenho a provocar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sou eu quem determina o destino do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: justify;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rU31iFF8St4/Tuv9ApXH8hI/AAAAAAAAAPA/S-lB5ISMCX0/s1600/Karol+Wojtyla+with+a+canoe-thumb-250x293.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-rU31iFF8St4/Tuv9ApXH8hI/AAAAAAAAAPA/S-lB5ISMCX0/s1600/Karol+Wojtyla+with+a+canoe-thumb-250x293.jpg" style="cursor: move;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;O poeta, ator e dramaturgo polonês&lt;br /&gt;Karol Wojtyla ao lado de sua&amp;nbsp;canoa&lt;br /&gt;a remo; o artista &amp;nbsp;e filósofo&amp;nbsp;amava&lt;br /&gt;a natureza e os acampamentos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sou eu quem começa as guerras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apenas sigo o meu caminho. Faço o meu trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nada faço de errado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas não sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E essa é a questão,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que sempre me atormenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não quem determina,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;e no entanto nada faço de mal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Faço girar parafusos pequeninos com os meus dedos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;fabricando componentes de armas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que nos ameaçam a todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E ainda assim não sou eu quem determina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;o destino que aparece diante de nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu poderia criar outro destino,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;tornando o mundo seguro para todos aqueles&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://cathleenfalsani.files.wordpress.com/2011/07/lolek_giovanni_paolo_ii_attore.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" src="http://cathleenfalsani.files.wordpress.com/2011/07/lolek_giovanni_paolo_ii_attore.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que anseiam viver a sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E então eu saberia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;a razão sagrada,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;o significado brilhante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;da nossa existência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ninguém então poderia destruir-nos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;com as suas ações&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ou iludir-nos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;com as suas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O mundo que eu ajudo a fazer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;não é um mundo bom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No entanto eu não sou mau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E não fui eu que o inventei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas será isso suficiente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A poesia foi escrita na Polônia, durante a ocupação nazista, nos anos 30, &amp;nbsp;por um rapaz que fazia teatro subversivo, underground, arte marginal, subversiva. Karol Wojtyla escrevia peças com temas bíblicos, numa sociedade em que a religiosidade era uma característica cultural forte. Mas o personagem título da peça “Davi”, por exemplo, não é só um pastor judeu que virou rei, mas a própria pequena e subestimada Polônia vencendo o gigante Golias, a dominação alemã. E “Jó” não era só um mito anticotestamentário sobre um cara superpaciente, mas, mais uma vez, símbolo da Polônia que não perdia a fé e a determinação mesmo perdendo tudo.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.historyplace.com/worldwar2/triumph/stop-search.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="227" src="http://www.historyplace.com/worldwar2/triumph/stop-search.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Oficiais da Gestapo (polícia política nazista)&lt;br /&gt;dão "enquadro" em cidadãos alemães&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Teatro Rapisódico, como chamavam esse movimento cênico de contracultura, não usava figurino nem cenário. Por isso, podia ser apresentado em qualquer lugar: salas de aula, igrejas, praças. E quando chegavam agentes da Gestapo (polícia política nazista) podiam dissimular, dispersar sem dar bandeira. Atualmente, nos grupos anticapitalistas e de defesa do meio ambiente, algumas flash mobs ou ações diretas de terrorismo poético (ver também: Hakim Bey) tem agido dessa maneira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Karol conheceu os abusos e o autoritarismo do capitalismo de Estado com a ocupação de seu país pela Alemanha Nazista e também os abusos e o autoritarismo sofridos por seu país depois que esse passou a orbitar o imperialismo socialista da União Soviética. Ele se opôs ao autoritarismo e à violência étnicas e sociais que conheceu.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/fotos/CodigoFlorestal_Grafico.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://www.estadao.com.br/fotos/CodigoFlorestal_Grafico.jpg" width="368" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;MUDANÇAS NO CÓDIGO FLORESTAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ele não conheceu de fato, de sentir na carne, a violência da América Latina, do Brasil e dos povos de toda periferia de lugares que sofrem os abusos e o autoritarismo do Capitalismo Liberal. Certamente Karol, vulgo João Paulo II, esteve mal informado acerca desses povo na maior parte do tempo em que interpretou seu papel mais famoso (de 1978 até 2005, quando de sua morte). A mídia ocidental, os arapongas da CIA e a Opus Dei contavam que por aqui o mundo era livre, as coisas eram justas. Além disso, mentiam para o papa (que nos visitou algumas vezes, mas nunca morou aqui) que aqueles que lutavam por justiça, pelos direitos humanos, pela vida e pela liberdade seriam como espiões russos, conspiradores que desejavam instaurar no Brasil uma tirania comunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou convencido de que nos últimos anos de sua vida, de modo especial após o Jubileu e o 11 de setembro, Karol se tornou um crítico da civilização ocidental capitalista industrializada, naquele momento já globalizada, onde se tornava cada vez mais nítida a sua violência, injustiça e desalinhamento completo com a mensagem crística que sua Igreja diz se propor a guardar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/2002/july/documents/hf_jp-ii_spe_20020727_wyd-vigil-address_po.html" target="_blank"&gt;A questão que se levanta é dramática: sobre que fundamentos devemos edificar a nova era histórica, que está a nascer das grandiosas transformações do século XX? É suficiente confiar na revolução tecnológica, hoje em acto, que parece respeitar unicamente os critérios da produtividade e da eficácia, sem fazer referência à dimensão espiritual do indivíduo ou a quaisquer valores éticos universalmente compartilhados? É justo contentar-se com respostas provisórias aos problemas de fundo, abandonando a vida aos impulsos do instinto, às sensações &amp;nbsp;efémeras &amp;nbsp;ou &amp;nbsp;aos &amp;nbsp;entusiasmos passageiros? Esta interrogação volta a ressoar: sobre que fundamentos e que certezas deveremos edificar as nossas vidas e a existência &amp;nbsp;da &amp;nbsp;comunidade &amp;nbsp;a &amp;nbsp;que &amp;nbsp;pertencemos?&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;” disse em 2002 a jovens do mundo inteiro em sua última viagem às Américas no encontro ecumênico Jornada Mundial da Juventude.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje no Brasil se orquestra a destruição do Planeta e da vida em nome do progresso (no modelo século XX). O genocídio indígena pavoroso (tal qual o genocídio judeu e de ciganos, que Karol viu) está em andamento em nome da criação de gado e da construção da Usina de Belo Monte. Mais de 60 dos recursos hídricos (rios) estão ameaçados (e portanto a vida das pessoas) pelos interesses de um pequeno grupo de latifundiários que querem aprovar o Novo Código Florestal. Como esses políticos se dizem católicos, &amp;nbsp;e mostram tremendo furor ao afirmar isso durante períodos eleitorais e na hora de defender a violência contra minorias seuais, deveriam, no mínimo, ser excomungados por Roma, que deveria se atentar para o que hoje é verdadeiramente imoral.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-96g1TjgB3-c/Tb79kymvU4I/AAAAAAAAAoM/UY0Fxqr1g0o/s1600/Papa+Jo%25C3%25A3o+Paulo+II+%25C3%25A9+presenteado+com+um+cocar+em+Bras%25C3%25ADlia.+Brasil%252C+11+de+outubro+de+1991..jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://3.bp.blogspot.com/-96g1TjgB3-c/Tb79kymvU4I/AAAAAAAAAoM/UY0Fxqr1g0o/s400/Papa+Jo%25C3%25A3o+Paulo+II+%25C3%25A9+presenteado+com+um+cocar+em+Bras%25C3%25ADlia.+Brasil%252C+11+de+outubro+de+1991..jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Karol Wojtyla&amp;nbsp; "&lt;i style="text-align: justify;"&gt;A questão que se levanta é dramática:&amp;nbsp;sobre&lt;br /&gt;que fundamentos devemos edificar a nova era histórica,&lt;br /&gt;que está a nascer das grandiosas transformações do século XX?&lt;/i&gt;"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A CNBB se declarou contra Belo Monte e está no Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, no entanto não tem promovido quase nenhum debate nas paróquias para ajudar a informar as pessoas sobre o Código Florestal e a barragem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem ninguém, nem nenhuma instituição que de fato esteja comprometida com a luta contra a injustiça social e pelas floresta, só nos resta agir como artistas subversivos ao estilo Karol Woytyla nos anos 30 e rezar por um milagre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-5484945729183375122?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/5484945729183375122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/o-artesao-do-desarmamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/5484945729183375122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/5484945729183375122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/o-artesao-do-desarmamento.html' title='O Artesão do desarmamento'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rU31iFF8St4/Tuv9ApXH8hI/AAAAAAAAAPA/S-lB5ISMCX0/s72-c/Karol+Wojtyla+with+a+canoe-thumb-250x293.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-5427445541094578798</id><published>2011-12-07T17:57:00.003-02:00</published><updated>2011-12-26T17:36:29.868-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ocupaDF ocupeBrasilia OccupyBrazil OcupaBrasil'/><title type='text'>As acampadas e a colônia de férias do PCdoB</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/2x56IQVTAQ4" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/12/une-dilma_dida-sampaio-ae_24032011-600.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="223" mda="true" src="http://correiodobrasil.com.br/wp-content/uploads/2011/12/une-dilma_dida-sampaio-ae_24032011-600.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Dirigentes da UNE se reúnem com a presidenta Dilma em março; nos últimos dias, enquanto acampadas eram reprimidas por todo o Brasil, a direção da entidade controlada pelo PCdoB se reunia diretamente com Senadores da República para acertar os detalhes da fake e chapa-branca &amp;nbsp;#OcupeBrasilia&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Aproveitando o momento e tentando instrumentalizar um movimento que não ajudou a construir, o partido de Aldo Rebelo montou um acampamento em Brasília. No infame e injustamente chamado #OcupeBrasilia (com “e” mesmo)os estudantes filiados ao PCdoB têm alimentação, transporte, ônibus que os levam e trazem para tomar banho, banheiros químicos, um grande gerador alugado, tendas do tipo usada em camarotes de festa de peão, seguranças particulares contratados, líderes, pulseirinhas do tipo “área VIP”, visita de deputados que aplaudidos calorosamente (ou seria mimeticamente). Tudo isso custeado por instâncias partidárias, além de receber doações de alimento fornecidas diretamente pela Bancada Ruralista. Não é difícil notar, portanto, a diferença gritante entre o #OcupeBrasilia e todas as outras acampadas ao redor do mundo inclusive no Brasil (como #OcupaSampa, #OcupaRio, #OcupaSalvador, #OcupaBauru, etc.).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/imagens/capas/20111207113846.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="250" mda="true" src="http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/imagens/capas/20111207113846.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Manifestantes impedidos de montar barracas por duas &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;vezes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;em uma semana, plantam bosque com mudas ameaçadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;de extinção no gramado em frente ao Congresso, no mesmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;dia &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;em que a UNE montou um acampamento autorizado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(e provavelmente planejado) pelos governos Federal e Distrital&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;As demais “ocupas” do Brasil e do mundo têm por característica o fato de que essas ocupações de espaços públicos para a realização de manifestação permanente contra a ordem vigente surgem de maneira verdadeiramente autônoma, realizadas por pessoas que decidem por si mesmas participar, ajudando a organizar e a definir os rumos do movimento, sem se submeter a ordens superiores de dirigentes, nem de partidos, nem de setores do capital. Nesses espaços (como os formados em janeiro na raça Tahrir, em março na Plaza del Sol, em setembro em Wall Street, e em outubro no Anhangabaú) as pessoas são livres para propor debates, pautas e atividades a serem realizados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PwgLGCXaMiY/SdKyY4G3ahI/AAAAAAAAAOI/E6ZHM6xDPnc/s400/grecia3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_PwgLGCXaMiY/SdKyY4G3ahI/AAAAAAAAAOI/E6ZHM6xDPnc/s400/grecia3.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Durante ocupação em Atenas, gregos de várias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;idades e origens plantam árvore juntos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;características importantes das ocupações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;internacionais tem sido, além de autonomia e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;horizontalidade, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;o fato de não se fazer distinção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;entre pessoas (participam não só estudantes) e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;de o trabalho ser dividido entre os manifestantes&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ &lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Nas ocupas, na qual não se enquadra o acampamento da UNE, a solução dos problemas, inclusive estruturais, são encontradas juntos; no Ocupa Sampa, por exemplo, o sheique de uma mesquita, uma ONG e moradores da região central abriram suas portas ofereceram banho aos manifestantes; nessa mesma acampada um pequeno gerador a gasolina emprestado por um individuo abastecia os computadores até um inventor aparecer com o projeto de montagem de telhas foto voltaicas num projeto em que se envolveram voluntariamente diversos membros da acampada; no Ocupa Rio, a alternativa foi a criação de um sistema de geração de energia por dínamos movidos a pedalada. Nas ocupas, as pessoas não contam com agentes de segurança nem de limpeza contratados nos velhos moldes da divisão de trabalho; ao contrário, colaboram todos na limpeza e se revezam em turnos para proteger os companheiros contra as mais diversas ameaças (de modo especial, os agentes do próprio Estado). Um ponto positivo dessas acampadas é que elas não são exclusivas de estudantes, mas promovem o intercâmbio entre diversos setores da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;No acampamento que a UNE (há anos dominada pelo PCdoB, graças a eleições sempre questionadas no que tange a lisura e a transparência do processo) o Capital (de onde vem) resolve tudo. Outra diferença é a pauta fechada e falta de espaço para a discordância. A UNE (ou melhor, a coalizão governista que manipula estudantes que se submetem à suserania do PCdoB) pretende, na verdade, desviar o foco, canalizar a energia revolucionária de uma geração, aparelhar o momentum, para evitar o crescimento de ondas de insatisfação com o Sistema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://desculpeincomodar.files.wordpress.com/2011/11/thumb-aspx.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="211" mda="true" src="http://desculpeincomodar.files.wordpress.com/2011/11/thumb-aspx.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ocupa Poá: gaúchos também querem mudanças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;reais e profundas&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;É importante notar que exatamente uma semana antes de a UNE armar suas barracas, um grupo autônomo formado por pessoas independentes e oriundo de diversas realidades políticas e lugares, tentaram montar naquele mesmo lugar um acampamento para exigir Democracia Verdadeira e protestar contra os abusos de poder da elite dominante, sobretudo no que diz respeito a pautas ambientais (Belo Monte, Código Florestal, Setor Noroeste, etc.). Não deu tempo de erguer a terceira barraca até que chegasse uma frota de viaturas da Polícia Militar do DF para impedir o que se chamaria #OcupaDF. Uma semana depois, depois que as forças de repressão expulsaram com violência os acampamentos do Rio e de São Paulo, um acampamento autorizado pelo Governo do DF e articulado e financiado pelos partidos aliados do governo federal surge.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A pauta que a UNE diz carregar, além da meia-entrada para jogos da Copa 2014, é a Educação. Obviamente que ninguém é contra a Educação, que todos apóiam o aumento do investimento nessa área (quem acompanha minha coluna e meu blog sabe que a revolução da educação é minha luta). Isso tanto é verdade que em todas as acampadas autônomas que ocorreram (ou estão em andamento) no Brasil, via-se cartazes pedindo o aumento do investimento em Educação. Nessas acampadas autônomas também ocorrem aulas públicas, bibliotecas e outras ações práticas no que tange esse assunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.revistaso.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Ocupa-Salvador-coluna.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="195" mda="true" src="http://www.revistaso.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Ocupa-Salvador-coluna.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ocupa Salvador: revolução mundial com brasilidade&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O acampamento monitorado (mais parecido com uma excursão de escoteiros do que com um front revolucionário) da UNE foi montado justamente no dia em que o Senado votava as alterações ruralistas do Código Florestal Brasileiro, com o objetivo também de invisibilizar as manifestações contra o projeto dos latifundiários que se aliaram a Aldo Rebelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ao lado do #OcupeBrasilia, montou-se no mesmo dia uma estrutura com telão para os ruralistas assistirem à votação do código com os seus empregados que eles levaram de ônibus até Brasilia. Curioso ver que a maioria dos “apoiadores” do código foram para lá pagos por seus patrões fazendeiros e não faziam a menor ideia do que estava sendo votado chegando a afirmar que estavam lá por que o novo Código “é bão pra proteger as matas, né?”. Eles desciam dos ônibus e eram colocados em fila indiana, todos uniformizados, e eram “tocados” (como gado mesmo) por senhores de terno com megafone na mão. Desse QG dos latifundiários saíram as quentinhas que serviu de janta aos estudantes da UNE.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://ed.i.uol.com.br/album/111206_ocupaesplanada_i.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="224" mda="true" src="http://ed.i.uol.com.br/album/111206_ocupaesplanada_i.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;OcupE Brasília: acampamento com pulseirinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;de &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;rave &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;com tudo pago pela &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;base do Governo&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O que a maior parte da imprensa não divulgou é que, mais à frente, no gramado que fica diante do Congresso Nacional, um terceiro grupo passou a noite mesmo proibidos de montar barracas. Cerca de 30 pessoas (entre eles estudantes, professores e desempregados), muitas das quais estavam presentes na tentativa de levantamento do #ocupaDF no dia 29, plantaram 10 mudas de árvores ameaçadas de extinção (entre elas Aroeira, Cedro, Ipê Roxo, Pequi. Mogno, Jacaranda da Bahia, Gonzalo Alves e Pau Brasil) criando um bosque que pretendiam transformar em ponto de encontro e debates sobre democracia e temas ambientais. Essas pessoas resistiram em vigília, sem barraca, nem abrigo, dispostos a manter as árvores vivas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Na manhã de quarta, a Polícia do Senado (SPOL) apareceu para fazer no gramado do Congresso, aquilo que seus mandantes fizeram em larga escala no dia anterior: arrancar árvores. Apesar disso, a resistência continua e deve acampar com outros grupos interessados em mudanças reais, apesar do fake #ocupebrasilia da UNE querer fazer parecer que as demandas do país se resumem simplesmente a mais 2% do orçamento para a Educação e descontos para a Copa do Mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Mas é importante reforçar que o acampamento convocado pela UNE é formado e dirigido por gente que apóia governos e o sistema que promovem a violência e a repressão às verdadeiras acampadas autônomas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://assets0.mi-web.org/entradas/0006/1415/nuestros-suenos-no-caben-en-vuestras-urnas-1.jpg?1306147177" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="204" mda="true" src="http://assets0.mi-web.org/entradas/0006/1415/nuestros-suenos-no-caben-en-vuestras-urnas-1.jpg?1306147177" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Cartaz em acampada de Madri reflete ideia de autonomia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;e libertação em relação aos partidos e políticos profissionais&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Particularmente não consigo entender a lógica que o PCdoB tenta (e consegue) incutir na mente desses adolescentes (via UNE e UBES). De que forma pode ser bom para um projeto comunista que se faça uma aliança com os maiores latifundiários do país, ajudando na aprovação do desmatamento que comprometerá em 60% nossos recursos hídricos e dando fôlego e recurso para o capitalismo se sustentar pelos próximos anos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Sim, eu gosto de ver estudantes nas ruas. Defendo a educação. Mas acho que a educação precisa melhorar justamente para que as pessoas aumentem sua capacidade de pensar para não serem manipuladas tão facilmente. Torço para que, de algum modo, uma tomada de consciência e ampliação dos horizontes (inclusive no que tange a leitura) dos estudantes do acampamento governista. Torço para que eles queiram mais, questionem mais. E finalmente entendam que estão sendo usados pelo sistema excludente e destruidor que deveriam combater. Quem dera eles resolvam, depois da colônia de féria, tomar parte em acampadas de verdade, discutindo educação, o momento histórico atual, valores, justiça social, meio-ambiente e principalmente: Democracia Verdadeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É&amp;nbsp;vergonhoso que um momento histórico, um movimento autônomo internacional, de seres humanos questionando o Sistema, esteja no Brasil sofrendo esse vil ataque de partidos políticos. As ocupações ao redor do mundo devem ser alertadas que esse tal #OcupeBrasilia não é isso que tenta parecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-5427445541094578798?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/5427445541094578798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/as-acampadas-e-colonia-de-ferias-do.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/5427445541094578798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/5427445541094578798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/as-acampadas-e-colonia-de-ferias-do.html' title='As acampadas e a colônia de férias do PCdoB'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/2x56IQVTAQ4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-7888634443617498531</id><published>2011-12-05T12:55:00.001-02:00</published><updated>2011-12-26T17:37:10.740-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quilombo Ocupa Sampa DF Santuário dos Pajés quilombo'/><title type='text'>Brasil, lado B</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FziqB5Sr7cY/Tty88ELzThI/AAAAAAAAAOA/xJdjfLLLSvI/s1600/historia_ocupasampa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-FziqB5Sr7cY/Tty88ELzThI/AAAAAAAAAOA/xJdjfLLLSvI/s400/historia_ocupasampa.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Ocupa Sampa, após 40 dias no Anhangabaú, mudou-se para &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Praça do Ciclista, na Av. Paulista&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A primeira coisa é que eu me envergonho de andar por rodovias que tenham nome de bandeirantes. Sinto-me envergonhado de ver monumentos em honra a esses caras no estado em que nasci. Faz-me suar frio a testa de indignação ao ver a imagem de um bandeirante armado no brasão da Polícia Militar paulista e no da Guarda Civil Metropolitana da capital do Estado. Não tem nada de honroso isso. Não há nada de valoroso nos bandeirantes que os faça merecer tamanha reverência. Não há do que se orgulhar. Bandeirante é assassino. Bandeirante é ladrão. Bandeirante é estuprador. Bandeirante é destruidor da floresta. Bandeirante é sanguinário. Bandeirante mente na hora de contar a história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JsEwodwanUg/TtzAj1uL_mI/AAAAAAAAAOQ/9rbFJATKKGY/s1600/Sargento_velcro.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-JsEwodwanUg/TtzAj1uL_mI/AAAAAAAAAOQ/9rbFJATKKGY/s320/Sargento_velcro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Guardas Civis Metropolitanis de São Paulo se&lt;br /&gt;recusam cada vez mais a andar com seu distintivo&lt;br /&gt;de identificação; No braço direito vê-se a imagem&lt;br /&gt;do bandeirante Borba Gato&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;E o bandeirantismo está em moda, na moda em todo o Brasil. Como não contamos a verdadeira história do Brasil para as crianças, o índio parece ainda não ter alma para a multidão calada. Penso se em vez de uma aldeia Guarani Kaiowá fosse o Leblon, Alphaville ou Moinhos de Vento (lar de ricos brancos no Rio, Sampa e Poá) que tivesse sido atacado por um bando de 42 pistoleiros... E se o corpo que permanece desaparecido fosse entre os olhos de um líder político branco, um senador ruralista, por exemplo, em vez do cacique Nisio? E se em vez do Xingu, quisessem construir a terceira maior hidrelétrica do mundo no Rio Paraíba, no interior de São Paulo, deixando submersos para sempre a Basílica de Aparecida e os locais de peregrinação de devotos do Frei Galvão (que dizem ser o primeiro santo brasileiro, mas houve muitos antes dele, sobretudo antes de Cabral)? Mas não... para a maioria, o índio não tem alma. Índio tá longe, lá no passado, como quase seres míticos ou animais extintos. A história dos vencidos não é nunca contada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JSzc3OW7aHg/TtzKMo-Y3cI/AAAAAAAAAOY/XoMCjWubmUk/s1600/anhanguera.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-JSzc3OW7aHg/TtzKMo-Y3cI/AAAAAAAAAOY/XoMCjWubmUk/s400/anhanguera.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Anhanguera um dos maiores genocidas da História é&lt;br /&gt;representado por estátua na frente do parque Trianon (SP);&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Na Alemanha, por exemplo, não há mais estátuas de Hitler&lt;br /&gt;pelas ruas; aqui os bandeirantes de mármore e bronze&lt;br /&gt;ainda&amp;nbsp;&amp;nbsp;podem servir de alvos para pichadores e demais&lt;br /&gt;artistas&amp;nbsp;interventores urbanos&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Penso na biologia. Se em vez de amontoadas às dezenas em salas com iluminação artificial, vendo um chato desenhar órgãos de plantas em paredes negras, as crianças pudessem aprender sobre a vida onde ela acontece: na natureza. Se ao redor do fogo, ouvindo Histórias e contando sonhos, as crianças aprendessem que aquele fogo é toda a energia e calor que a árvore que forneceu a lenha armazenou do sol. Elas poderiam saber que em tupi, fogo e estrela são a mesma palavra. Talvez elas sacassem que essa tal de fotossíntese é importante, aliás, é vital. Talvez não deixassem um bando de velhos gordos decidirem o futuro das florestas sozinhos no Senado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso esse ano eu resolvi viajar um pouco e registrar a história do lado que ela geralmente não é contada: o lado da resistência, e não a versão hegemônica. Sei que muitos leitores podem preferir quando falo de personagens magníficos de tempos passados, conte sobre costumes estranhos de povos longínquos, ou narre aventuras de outras civilizações. Mas... bem, tenho que pensar no meu colega historiador do futuro e contar o que tenho visto. Falar sobre os quilombos de nosso tempo. Há grandes homens (e mulheres) no nosso tempo também, a maioria deles não é conhecida, uns moram com os pais, outros em repúblicas, outros em florestas, outros nas ruas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CiZLGUQX1y4/TtzAd_asrDI/AAAAAAAAAOI/89oQ5RLz8lE/s1600/vt%25287%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://4.bp.blogspot.com/-CiZLGUQX1y4/TtzAd_asrDI/AAAAAAAAAOI/89oQ5RLz8lE/s400/vt%25287%2529.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong style="font-weight: bold; line-height: 21px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;O apoio efetivo ao Santuário dos Pajés (território Fulni-ô)&lt;br /&gt;aumenta rapidamente em Brasilia nos últimos meses;&lt;br /&gt;Para defender a floresta e o espaço tradicional dos indígenas,&lt;br /&gt;hoje já há mais de 200 apoiadores que se mobilizam quando&lt;br /&gt;necessário para impedir desmatamentos por parte das&lt;br /&gt;empreiteiras que querem tomar o terreno com apoio do&lt;br /&gt;Governo do DF; na foto, PM dá apoio a ação ilegal de&lt;br /&gt;empreiteiras&amp;nbsp;e detém dezenas de manifestantes que&lt;br /&gt;usavam o próprio corpo e tentavam deter o avanço&lt;br /&gt;dos tratores com correntes sobre o cerrado,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Em Brasília, por exemplo, há jovens que se acorrentam a árvores para salvar o cerrado e o último território indígena do Planalto Central. Esses meninos e meninas defendem a terra que será compartilhada pelos filhos daqueles que os perseguem ou desencorajam. Vi em São Paulo gente deixando o conforto de seus lares para ir morar na rua com mendigos com câmeras na mão, filmando e divulgando para o mundo os desrespeitos aos direitos humanos cometidos pela GCM. Tenho visto pessoas indo morar no mato. Gente propondo novas formas de organização. Gente adquirindo novos comportamentos com relação a diversão, construção, alimentação e tratamento de resíduos. Vejo índios saindo de seus edens para ir à “babilônia” dizer à civilização “vocês estão errados. Assim nos matarão e matarão a si mesmos no futuro”. É uma resistência que sempre existiu desde Iperoig, desde Palmares, desde Chico Mendes. Uma resistência que ainda existe, como uma pequena semente adormecida que vai eclodir em algum momento. Bem que poderia ser agora, enquanto os rios ainda correm. Ou talvez será depois de um colapso (seja da economia seja do meio ambiente) em que teremos obrigatoriamente de mudar de vida. Mas é bom saber que eles existem, apesar de invisibilizados pelos contadores oficiais da história, acreditam e propõem um mundo diferente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Contagem Regressiva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;JP 26/11/2011&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8Tb4CCegpt8/TtzObeZhveI/AAAAAAAAAOg/SCrqwBmZjG0/s1600/santxie.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="479" src="http://2.bp.blogspot.com/-8Tb4CCegpt8/TtzObeZhveI/AAAAAAAAAOg/SCrqwBmZjG0/s640/santxie.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Santxiê Tapuya (de cocar com penas azuis), líder espiritual da comunidade Fulni-ô "Santuário dos Pajés"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Começa a contagem regressiva para a assinatura da sentença de morte das florestas ou o despertar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Volto para o Planalto Central depois de 40 dias no Ocupa Sampa no Vale do Anhangabaú. Missão: a) ajudar a barrar o desmonte ruralista do Código Florestal; b) dar apoio aos caciques xinguanos Raoni Caiapó e Megaron Txucarramãe (que tinham uma audiência com o Ministro da Justiça); c) estar presente e atuante na tentativa de evitar a tragédia final na terra indígena fulni-ô “Santuário dos pajés”, a última terra indígena do DF. A decisão deve sair dia 29, mesmo dia da votação do código.&lt;br /&gt;Donquixotismo, perda de tempo, loucura... Ouço esse tipo de coisa o tempo todo. Sei que os tratores dos ruralistas, as armas das forças de repressão, os muros dos palácios da capital onde pequenos grupos aristocráticos decidem as coisas, o culto ao dinheiro em nossa sociedade são forças tremendas e eu não passo dar de um professor de História viajando sem muito dinheiro no bolso. Mas e daí? Não vou me abster. Podem dizer que sou obstinado ou radical, mas talvez só assim se combata o radicalismo dos gananciosos. Sei que as próximas semanas terão impacto nos próximos séculos para a humanidade e a vida no planeta como um todo. Vai fazer diferença se nossos filhos terão água para beber, rio para brincar, se conhecerão tantas espécies de aves e peixes. Mas vejo que somos muitos e muitas Quixotes; pouquíssimos mesmos são os oligarcas gananciosos que querem isso. O grande problema não é o número de canalhas, mas a grande multidão calada de covardes que assistem a tudo apaticamente sem fazer nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xqZ06312DDM/TtzRsZJfhMI/AAAAAAAAAOw/ElaS5JW_Nvw/s1600/buracodoagnelo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-xqZ06312DDM/TtzRsZJfhMI/AAAAAAAAAOw/ElaS5JW_Nvw/s400/buracodoagnelo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não bastasse desmatar (inclusive espécies protegidas) em área&lt;br /&gt;indígena em estudo, a constrututora Brasal estourou um cano&lt;br /&gt;de&amp;nbsp;esgoto enquanto cavava um buraco; a nojeira contaminou&lt;br /&gt;solo e lençol freático&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Chego ao santuário e vejo que muita coisa mudou em três meses, uma área enorme da terra indígena (onde antes viviam seriemas, tucanos e tatus) hoje é pura terra arrasada, tratores de empreiteiras trabalham a todo vapor e a Funai segue prevaricando e adiando a demarcação. Não bastasse isso, a empreiteira Brasal (do empresário Osório Adriano - pesquisem e boicotem todas as empresas dele, inclui a distruibuição da Coca Cola no DF) estourou um cano de esgoto enquanto cavava um buraco onde será estacionamento do Bairro Setor Noroeste (o mais caro da história de Brasília), criando uma piscina de cocô a contaminar o solo e os lençóis freáticos. Na terra arrasada, sem nada, viaturas da PM do DF ficam paradas o tempo todo, como se fossem segurança particular dos grileiros (e dentre eles estão Daniel Dantas, Paulo Octávio, Arruda e mais uma corja).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mFWr2kKF1-I/TtzbGagu-KI/AAAAAAAAAO4/q45irGwSdNM/s1600/sentido.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-mFWr2kKF1-I/TtzbGagu-KI/AAAAAAAAAO4/q45irGwSdNM/s400/sentido.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Exército Insurgente de Palhaços, grupo artístico/político do DF&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Triste chegar à aldeia e ver a escolinha vazia, abandonada, pois mulheres e crianças tiveram que deixar a área por segurança. O pajé Santxiê, o homem que conhece a cura para quase todas as doenças com o poder das plantas, tem os olhos tristes. Estava com saudade desse velho sábio, meu coração sangra por encontrá-lo assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durmo no santuário e me regenero da viagem e da violência da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, graças à força da natureza. Sigo para a “Praça dos três podreiras” pela manhã e me encontro com o Exército Revolucionário de Palhaços, armados com bom humor, buzinas e narizes vermelhos. Marchamos até o Congresso e "todas" as forças de repressão nos incomodam no caminho, do Exército aos seguranças da Presidência, sobretudo quando passamos em frente ao Planalto (só os dragões da Independência ficam paradinhos). Eu registro em vídeo os palhaços chegando para engrossar a manifestação em andamento na chapelaria do Congresso. Fazem barulho e graça, mostram a que vieram: “Pare o desmatamento ou eu monto acampamento!”. Sim, das grandes capitais só falta Brasília armar a barraca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kEHAcl9kklo/TtzRPM5vZWI/AAAAAAAAAOo/Bhz_zuvm3-I/s1600/haonileandro2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="246" src="http://1.bp.blogspot.com/-kEHAcl9kklo/TtzRPM5vZWI/AAAAAAAAAOo/Bhz_zuvm3-I/s320/haonileandro2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Cacique Raoni, Leandro Cruz, Cacique Megaron&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;À tarde, os caciques do Xingu chegam a Brasília. Dilma não os recebe. O ministro também não os recebe, mas manda um assessor. A imprensa toda foi enganada pelo ministério que espalhou a informação de que Raoni não mais viria a Brasília, e ele veio. Estive com ele. Não deixaram ninguém acompanhar os xinguanos, nem a acessória jurídica. Raoni em Brasília não sai em nenhum jornal. É claro que vivemos sob uma ditadura. Ditadura dos milionários, das corporações industriais e da elite agrária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior seria ver mulheres, palhaços, índios e idosos sendo agredidos pela PM do DF durante um protesto pacífico pela demarcação do santuário. Eles não sabem o que fazem? Eu faço questão de explicar para eles, calmamente, mesmo enquanto me empurram e agridem por simplesmente estar filmando tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha esperança está naquele que Santxiê chama de O Grande Tupã, que está em tudo e todos. Quando ele nos inspira no coração (através de nossa indignação e esperança), podemos escolher agir conforme o coração, ou não. Tomara que muita gente não o cale e se movimente conforme o máximo de suas possibilidades, ou o mundo não será como antes.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;MAIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTÁRIO: SAGRADA TERRA ESPECULADA, sobre a resistência do Santuário dos Pajés&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="225" mozallowfullscreen="" src="http://player.vimeo.com/video/28597529?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/28597529"&gt;Sagrada Terra Especulada(A luta contra o Setor Noroeste) Documentário - 70min&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/murua"&gt;Muruá&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/09/os-ultimos-tapuyas.html" target="_blank"&gt;VIAGEM NO TEMPO: Os Últimos Tapuyas&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Meu relato sobre os conflitos de agosto e a história do povo Fulni-ô&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/7ZtA7mM9GxI" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-7888634443617498531?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/7888634443617498531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/brasil-lado-b.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/7888634443617498531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/7888634443617498531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/brasil-lado-b.html' title='Brasil, lado B'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FziqB5Sr7cY/Tty88ELzThI/AAAAAAAAAOA/xJdjfLLLSvI/s72-c/historia_ocupasampa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-5965940253963099855</id><published>2011-11-19T12:39:00.002-02:00</published><updated>2011-12-26T17:37:44.567-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dilma PIB genocídio índios'/><title type='text'>O terrível "bom momento"</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Sydc6VsIKII/Tsc0FmlQF8I/AAAAAAAAAN4/R0DpnsBuFlM/s1600/MenosArmasMaisAmor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-Sydc6VsIKII/Tsc0FmlQF8I/AAAAAAAAAN4/R0DpnsBuFlM/s400/MenosArmasMaisAmor.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;strong style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Manifestantes do Ocupa Sampa recebem coronel da PM com beijos e abraços. A revolução que precisamos é, sobretudo, comportamental, abandonar o ódio e a sede de consumo desenfreada para a adoção de uma cultura de paz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus"&lt;/i&gt;. &lt;b&gt;Romanos 12:2&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem chegando o Natal, os shoppings e casas das cidades brasileiras se enchem de lâmpadas e apelos para convencer as pessoas a consumirem, consumirem, consumirem. Um velhinho supostamente bom é pago para dar colo às crianças. Elas fazem fila por um abraço do ator. Ele pergunta logo de cara: "O que você quer ganhar de Natal". O cretino não diz a verdade, fala que os duendes estão trabalhando nisso. Não há duendes no Polo Norte. O mais próximo disso seriam crianças semiescravas trancadas numa fábrica em algum lugar do Sudeste asiático. É claro que a criança no colo do velhinho não vai perguntar se os desnutridos meninos que trabalham na mineração dos materiais necessários à fabricação de componentes eletrônicos na África foram bons garotos durante o ano.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://opaymbere.files.wordpress.com/2010/05/luiz_vasconcelos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://opaymbere.files.wordpress.com/2010/05/luiz_vasconcelos.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Foto de 2010 mostra despejo de tribo Guarani Kaiowá no&lt;br /&gt;MatoGrosso do Sulcom ajuda de tropas da Polícia Militar;&lt;br /&gt;Na última sexta-feira a mesma etnia sofreu um ataque&lt;br /&gt;de pistoleiros; A perseguição a esse grupo ocorre por uma&lt;br /&gt;razão simples: os fazendeiros, que também tem sua cota&lt;br /&gt;de políticos, decidiram que são donos das terras que esse&lt;br /&gt;povo ocupa há séculos; hoje é pior que no tempo dos&lt;br /&gt;bandeirantes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, não precisamos dessas lâmpadas chinesas. É para mantê-las acesas que precisamos construir uma usina que vai alagar a Amazônia e desalojar 40 mil pessoas (entre indígenas e ribeirinhos)? Os presépios já estão montados, são os viadutos sob os quais se abrigam os deuses-meninos cheirando tíner.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mundo louco! Na sexta-feira, pistoleiros entraram no acampamento dos guarani kaiowá, meteram uma bala na cabeça do cacique. Mataram uma mulher e um curumim e sequestraram três jovens indígenas. O acampamento Pueblito Kue, MS, fica entre fazendas de criação de gado e plantio de soja que querem garfar a terra indígena. O governo do partido que há uma década defendia o fim do latifúndio se aliou a essa gente. E está tudo bem. Não tem nem que passar na TV. Assistimos a tudo de braços cruzados como os alemães, que achavam lindo a postura do Partido Nazista no fim dos anos 30, começo dos 40.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_hqaXhfzhIlk/SyGNGqzHvXI/AAAAAAAAAT0/nlZyrwuSNBI/s640/Roseana+na+alumar.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="257" src="http://1.bp.blogspot.com/_hqaXhfzhIlk/SyGNGqzHvXI/AAAAAAAAAT0/nlZyrwuSNBI/s400/Roseana+na+alumar.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Roseana Sarney participa de inauguração de ampliação&lt;br /&gt;da planta da Alumar (Alumínio Maranhão), consorcio&lt;br /&gt;de alumínio formado por três grandes corporações&lt;br /&gt;extrangeiras; apenas 10% da liga produzida ali fica no&lt;br /&gt;Brasil. O lucro vai todo para fora do Brasil; aqui ficam o&lt;br /&gt;subemprego (Alumar é campeã em acidentes de trabalho&lt;br /&gt;e em má remuneração de seus operários) e os custos&lt;br /&gt;ecológicos e sociais da construção de usinas que supram&lt;br /&gt;a enorme demanda por energia elétrica dessa indústria de&lt;br /&gt;transformação; Belo Monte no Pará está sendo construída&lt;br /&gt;para isso: tornar o aluminio "brasileiro" mais competitivo&lt;br /&gt;(mais barato, devido ao aumento da oferta de energia) que&lt;br /&gt;o alumínio chinês&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Ah, sim, mas teremos Copa do Mundo! Ah, sim, mas teremos Olimpíadas! Ah, sim, mas teremos uma fábrica de I-pads. Ah, sim, mas agora parte da população come carne uma vez a mais na semana. Carne! Carne! Carne! Carne, responsável por 70% do desmatamento da Amazônia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até agora ninguém ainda me respondeu quem matou José Cláudio, líder castanheiro paraense morto no dia em que os deputados aprovaram o desmonte do Código Florestal. Ah, Brasil! Brasil, o país do futuro. Brasil, a nova potência. Brasil, aquele que vai salvar o capitalismo mundial. Brasil, o novo império. Desenvolvimento! Desenvolvimento! Desenvolvimento!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A que preço? O sangue dos mais humildes e o sangue da floresta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://colunas.imirante.com/platb/files/228/2008/05/alumar%20ratan.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://colunas.imirante.com/platb/files/228/2008/05/alumar%20ratan.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao lado do deputado Joaquim Haickel (PMDB),&lt;br /&gt;o bilionário indiano Ratan Tata participa de&lt;br /&gt;jantar na casa de Fernando Sarney em 2007;&lt;br /&gt;um dos objetivos do principal acionista da Alumar&lt;br /&gt;era cobrar celeridade na construção de Belo Monte;&lt;br /&gt;é a prova cabal de que nosso país está na mão dos&lt;br /&gt;grandes proprietários de terra e das corporações&lt;br /&gt;internacionais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;E aqueles que acampam em Porto Alegre, São Paulo, Salvador, Rio, Natal e Salvador são tão invisibilizados pela mídia quanto os indígenas. Quando mostrados aparecem como hippies, rebeldes sem causa, filhinhos de papai que não têm do que reclamar. Não há motivo para os brasileiros se levantarem. Está tudo bem. Penso nos índios e moradores de rua mortos sob nosso silêncio e lembro mais uma vez de Brecht: “Primeiro levaram os negros./Mas não me importei com isso./Eu não era negro./Em seguida levaram alguns operários./Mas não me importei com isso./Eu também não era operário./Depois prenderam os miseráveis./Mas não me importei com isso./Porque eu não sou miserável./Depois agarraram uns desempregados./Mas como tenho meu emprego, também não me importei./Agora estão me levando./Mas já é tarde./Como eu não me importei com ninguém./Ninguém se importa comigo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há outro caminho que não a rebelião. Um novo tipo de rebelião. Uma rebelião que se faz no dia a dia, não se omitindo ante a injustiça, se importando com o outro como se o mal que fazem a outros o fizessem a nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rLXsNX48fno/Tp1gNxC_gSI/AAAAAAAACXU/GzIGO2zQWmk/s1600/Xingu_indiasbelas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://2.bp.blogspot.com/-rLXsNX48fno/Tp1gNxC_gSI/AAAAAAAACXU/GzIGO2zQWmk/s320/Xingu_indiasbelas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Índias xinguanas fazem dança tradicional;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;mais de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;40 mil pessoass terão suas &amp;nbsp;terras&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;destruídas para a construção da usina de Belo&lt;br /&gt;Monte;&amp;nbsp;a grande mídia, aliada das classes&lt;br /&gt;dominantes&amp;nbsp;do país mostra uma falsa realidade,&lt;br /&gt;em que esses&amp;nbsp;povos simplesmente não existem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A rebelião não violenta inclui uma nova cultura, de ver o outro como igual e também de viver com maior fugralidade, consumir menos e, sobretudo, boicotar a “nosso” próprio país, pois nosso Estado está (e sempre esteve) em guerra contra seu próprio povo. Consumir menos energia, menos alumínio, menos carne. Rebelião não violenta inclui ligar para os senadores e deixar bem claro o que é que queremos ( &lt;a href="http://www.senado.gov.br/senadores/"&gt;http://www.senado.gov.br/senadores/&lt;/a&gt; ). A rebelião não violenta inclui ir para a rua não só para protestar, mas para cuidar de nossos irmãos que estão na rua. A rebelião não violenta inclui desobedecer: desobedecer leis injustas, os apelos de consumo, o ímpeto de violência; desobedecer as cobranças de Imposto de Renda no começo do ano. A rebelião não violenta inclui ligar para o gerente do banco e dizer que sacará toda a grana (e não pagará empréstimos, se houver) caso a instituição financeira não desista de participar da Construção de Belo Monte, prova última de que nosso Estado não nos representa nem ouve ninguém além dos magnatas como Lakshmi Mittal e Ratan Tata(quarto e quinto homens mais ricos do mundo, que atuam no setor de alumínio, principal interessado na construção da barragem) e . O Bradesco já desistiu por medo de arranhar sua imagem, falta BB, CEF, Basa, Itaú-Unibanco, HSBC, Santander, Votorantim, BNE e BES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;+ Videos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Manifesto Ocupa Sampa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/crHejmm_Q-I/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/crHejmm_Q-I&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/crHejmm_Q-I&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;Clipe Força da Paz&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/Qo6ngDjNAEo/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Qo6ngDjNAEo&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/Qo6ngDjNAEo&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;Entenda o que é o projeto Belo Monte, prova cabal de que vivemos sob a Ditadura do Capital disfarçada de Democracia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/4k0X1bHjf3E/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4k0X1bHjf3E&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/4k0X1bHjf3E&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-5965940253963099855?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/5965940253963099855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/11/o-terrivel-bom-momento.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/5965940253963099855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/5965940253963099855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/11/o-terrivel-bom-momento.html' title='O terrível &quot;bom momento&quot;'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Sydc6VsIKII/Tsc0FmlQF8I/AAAAAAAAAN4/R0DpnsBuFlM/s72-c/MenosArmasMaisAmor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-274977562353187060</id><published>2011-11-15T19:35:00.001-02:00</published><updated>2011-12-26T17:38:29.177-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='wall street occupy OWS New York'/><title type='text'>A Rua do Muro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 21px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;Jornal do Povo - 15/10/2011&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QZ3EfGu-DUQ/TsLRayyK6fI/AAAAAAAAANw/TjIokCzajTU/s1600/tn_New_Amsterdam_and_Fort_Amsterdam_Tantillo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="261" src="http://1.bp.blogspot.com/-QZ3EfGu-DUQ/TsLRayyK6fI/AAAAAAAAANw/TjIokCzajTU/s400/tn_New_Amsterdam_and_Fort_Amsterdam_Tantillo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Óleo sobre tela de Leon Tantillo mostra a cidadela de Nova Amsterdã (atual Nova York) em meados do século XVII. Ao fundo vê-se a muralha que deu nome à Wall Street&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;No século XVII a América do Norte era um território selvagem, em disputa pelas potências mercantilistas. Os indígenas, verdadeiros donos da terra, eram caçados, mas resistiam bravamente contra franceses, espanhóis, ingleses e holandeses. Esses últimos fundaram um povoado ao qual chamaram Nova Amsterdã num interessante porto natural que fica no nordeste dos atuais Estados Unidos. Em 1640 contava com quase 300 habitantes, contingente insuficiente para resistir às investidas dos índios de Lenape. A solução foi construir uma muralha no melhor (pior) estilo medieval ao redor do povoado. Além de não deixar os índios entrarem, o muro servia para não deixar os escravos saírem. O muro de madeira e terra era impenetrável para as lanças e flechas dos nativos, mas não seria o suficiente para conter os ingleses, que chegaram pelo mar com armas de fogo tão poderosas ou mais que a dos mercadores de Nova Amsterdã. Expulsos os holandeses, os ingleses criaram uma nova vila em cima e ao redor da cidadela e rebatizaram o lugar com o nome de Nova Iorque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.legendsofamerica.com/photos-americanhistory/The%20fall%20of%20New%20Amsterdam,%20J.L.G.%20Ferris-500.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://www.legendsofamerica.com/photos-americanhistory/The%20fall%20of%20New%20Amsterdam,%20J.L.G.%20Ferris-500.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"A Queda de Nova Amsterdã" do artista J.L.G. Ferris&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;Junto à muralha, abriram uma importante via que desde aquela época tinha por vocação ser centro de trocas e negociações, a Rua do Muro, em inglês Wall Street. Como os indígenas já tinham sido pacificados (isso é, expulsos e exterminados), o muro foi derrubado e a rua ficou e ao longo dos séculos foi palco de importantes acontecimentos históricos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim do século XVIII, quando os descendentes dos colonos resolveram se libertar dos grilhões (e dos impostos, principalmente) pagos à coroa britânica, fundando a independente confederação a qual chamaram Estados Unidos da América (que à época eram apenas 13 colônias na costa leste do atual império), Nova Iorque se tornou a primeira capital do jovem e inspirador país. Na Rua do Muro, número 26, George Washington (o tiozinho de peruca na nota de um dólar) toma posse como primeiro presidente dos EUA em 1789.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Wall Street era o centro da política e dos negócios do novo país. Ali, no meio da rua mesmo, os homens se juntavam para combinar novas empreitadas e investimentos conjuntos, além de vender e comprar participações em empresas de negócios diversos. Era uma efervescência. Três anos depois da posse de Washington, de baixo de uma árvore que ficava em frente ao número 68 da Rua do Muro, 24 homens de negócios resolveram organizar as coisas por ali, redigindo tarifas e regras para os negócios de parcelas de empresas. Nascia a Bolsa de Valores de Nova Iorque, que em pouco tempo ganharia um edifício sede na mesma rua, onde até hoje é o endereço preferido dos principais bancos americanos.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://everydaysaholiday.org/wp-content/uploads/2010/06/inauguration_of_washington_by_elorriaga.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://everydaysaholiday.org/wp-content/uploads/2010/06/inauguration_of_washington_by_elorriaga.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;George Washington toma posse como primeiro]&lt;br /&gt;presidente dos EUA em Wall Street&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os estadunidenses construíram posteriormente uma outra cidade, Washington, para ser a sede do seu governo, mas, de fato, Wall Street nunca deixou de ser a sede do poder daquele país. As decisões de deputados, senadores, juízes e presidentes em Washington sempre estiveram submetidas aos interesses dos bancos e dos capitalistas mais ricos da famosa rua de Nova Iorque. O sistema político permitiu que o poder econômico permanecesse sendo o poder de fato, tanto via financiamento de campanha, quanto por meio de lobby, chantagem e especulação.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra fonte de poder de Wall Street sempre foi a manipulação da informação. Até hoje, o jornal mais influente no mundo é o The Wall Street Journal, fundado pelos jornalistas Charles Dow, Eduard Jones e Charles Bergstresser. Os três provaram ser muito mais homens de negócios do que jornalistas, pois no mundo dos negócios que se tornava cada vez mais complicado, abstrato e especulativo, informação é poder. Foram os três que criaram o índice Dow Jones, que calcula a oscilação média do valor das ações das 30 maiores empresas negociadas na Rua do Muro, que até hoje determina como será o dia (e a vida) de boa parte do mundo que vive com medo do mercado, um dragão imaginário que não deveria ter o poder de devorar o destino de africanos, gregos, brasileiros e japoneses. A fertilidade da terra, a chuva, o trabalho das pessoas, as relações sociais, as necessidades reais das pessoas e a capacidade de cada povo se organizar para supri-las deveriam ser mais importantes do que o que diz Dow Jones.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos ficaram ricos e muitos mais perderam tudo em Wall Street.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://ricardomaizza.files.wordpress.com/2011/07/wallstreet1929.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="305" src="http://ricardomaizza.files.wordpress.com/2011/07/wallstreet1929.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em choque, americanos vão para a frente da Bolsa&lt;br /&gt;de Valores de Nova York acompanhar o pregão de 21&lt;br /&gt;de outubro de 1929&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos anos 20 os americanos se empolgaram tanto com o lucro fácil advindo da valorização constante das ações que tomaram um grande tombo. Muitos se endividaram junto a bancos para comprar ações, vender com lucro, pagar o empréstimo e ainda assim sair ganhando. Mas numa quinta-feira do outono de 1929, quando a artificialidade dos preços atingiu seu ápice e começou a cair vertiginosamente, ações que valiam 30 dólares no começo do dia, valiam três no fim do pregão. De uma hora para outra, milionários se viram falidos e endividados. Muitos se suicidaram no mesmo dia do início do período conhecido como Grande Depressão, da qual os EUA só se recuperariam graças à II Guerra Mundial. A farra de Wall Street recomeçou.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VhFQZLu9b1k/TqGhPmUCmGI/AAAAAAAADSU/gsiV5vSzYrA/s400/occupy-wall-street-USA-980.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-VhFQZLu9b1k/TqGhPmUCmGI/AAAAAAAADSU/gsiV5vSzYrA/s320/occupy-wall-street-USA-980.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Em 2011, americanos ocuparam Wall Street&lt;br /&gt;para questionar a ordem vigente&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos fim dos anos 2000, a máscara da especulação começou a rachar novamente e o país começou a entrar em recessão. Hoje, há milhares de americanos acampados nas cercanias da bolsa com a firme intenção de desmontar esse sistema. Não sabemos para onde vai o movimento nem o que será da bolsa inaugurada sob uma árvore. A história está em marcha, mas uma mudança significativa de postura, crença e comportamento já é verificada. E sem isso talvez o muro etéreo do capital não se sustente.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-274977562353187060?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/274977562353187060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/11/rua-do-muro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/274977562353187060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/274977562353187060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/11/rua-do-muro.html' title='A Rua do Muro'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QZ3EfGu-DUQ/TsLRayyK6fI/AAAAAAAAANw/TjIokCzajTU/s72-c/tn_New_Amsterdam_and_Fort_Amsterdam_Tantillo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-740912039402396305</id><published>2011-11-13T12:01:00.005-02:00</published><updated>2011-12-26T17:39:16.704-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revolução Ocupa Sampa Brasil moradores de rua'/><title type='text'>#OcupaSampa Questionamento à sanidade em lembranças recortadas</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px;"&gt;(Jornal do Povo 12/11/2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vKQOm_g9w3s/Tr_ILpOtRNI/AAAAAAAAANg/p_Y7CpezI_U/s1600/joaozinho_OCUPASAMPA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="420" src="http://3.bp.blogspot.com/-vKQOm_g9w3s/Tr_ILpOtRNI/AAAAAAAAANg/p_Y7CpezI_U/s640/joaozinho_OCUPASAMPA.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ocupa Sampa atrai dezenas de crianças de rua. As "autoridades" paulistas e paulistanas permanecem omissas à falta de escola, saúde e familia dessa população e ainda por cima é conivente com o tráfico de drogas para que acontece há menos de 100 metros da Prefeitura. Os "indignados" tentam fazer o que podem, inclusive denunciar a venda de drogas a menores, mas a PM e a GCM só aparecem para reprimir manifestação política e impedir que pisemos na grama.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;“A loucura é que é sinal de sanidade. Por que num mundo doente como esse, como é possível alguém ficar bem, continuar sua vida normalmente? Se acostumar a isso é que é doentio. Nesse sentido, a loucura é o estado normal do ser humano de nosso tempo", me tranquiliza Cleberson, um irmão de Ocupa Sampa, psicólogo e amigo. Lembro do Cazuza: “Eu vou pagar a conta do analista”. E eu paguei há um tempo e decidi só ouvi-los se fosse para ouvir alguém sincero, que não estivesse interessado no meu dinheiro nem em resolver-me como um caso, um robô para reparar e botar de volta na linha de produção. Coisas como “seja um bom trabalhador” ou “pare de fumar, tome drogas caras e sintéticas” não me parecem conselhos de amigo. “Continue ‘louco’”, sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;“To indo”, me diz Alemão, que estava morando na rua, mais um cara cuja vida foi devastada pelo sistema e pelo crack. Parou uns dias de usar a pedra, teve uma recaída, sofreu com isso; depois, com a ajuda de umas meninas da ocupação, arranjou uma vaga gratuita numa clínica de reabilitação. Ele estava indo com as próprias pernas e um sorriso no rosto. Eu digo a ele o quanto torço, confio na capacidade dele e o quanto sentirei saudades. Uma vez, estava frio no Anhangabaú e eu começava a ficar doente. Alemão me deu suas luvas, mesmo sendo muito tendo em vista o pouco que tinha. Ele preferia ficar acordado a noite toda, então ficava junto à fogueira e prescindia de luvas, mas não abria mão de cuidar do sono noturno daqueles que também cuidavam dele durante o dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VngGc7NGM_g/Tr_JvE8ps5I/AAAAAAAAANo/p4PKWW8uBMQ/s1600/OcupaSampa.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-VngGc7NGM_g/Tr_JvE8ps5I/AAAAAAAAANo/p4PKWW8uBMQ/s320/OcupaSampa.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;A Prefeitura e o Estado de São Paulo querem começar um programa de internação compulsória que mais lembra o fascismo, recolhendo à força moradores de rua e drogadictos para “limpar” antes que os gringos vejam a verdade na Copa do Mundo. Moradores de rua desaparecem muito frequentemente em São Paulo. Geralmente, a última vez que foram vistos estavam sendo incomodados por alguma força de repressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Loucura é que um dia eu fui dar aula no gramado central do Vale, que hoje é uma praça suja e seca, mas um dia foi Mata Atlântica e teve um rio no meio, que hoje corre cheio de merda, canalizado sob o cimento. “Aula de História R$ 0,00”, diz a placa que apoio numa árvore. Há tempos descobri que os garotos que pulam o muro da escola são mais interessantes e inteligentes que os que sequer pensam em fugir desses presídios chamados escolas convencionais. Descalço, estou em círculo com gente biodiversa espiritual, cultural e socialmente. Numa aula em que todos participam é bom ouvir o índio, o skatista, a cigana, o bêbado, o menino da periferia que sabe fazer rimas como gente grande, o lixeiro, o sociólogo, o estudante de Direito que tem mais amor à Justiça do que às leis. É proibido pisar na grama, por isso chega a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo (GCM) com seus agentes armados e pisando pesado com botas militares.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/297999_256773324372702_248629075187127_791270_1921599048_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/297999_256773324372702_248629075187127_791270_1921599048_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Vão destruir o Xingu, aprovar mudanças suicidas no Código Florestal, e pisar na grama é que é crime ambiental. Tão proibido quanto plantar árvores, estender faixas, construir banheiros secos e ecológicos, acender fogueiras. Um punk pergunta “por quê?” e é ameaçado com spray de pimenta. Não podemos pintar “amarelinha” no chão e nos dizem para não dar alimento às crianças de rua que se aproximam do grupo acampado há quase um mês.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Denunciamos a infeliz que vende drogas às crianças e a GCM continua prevaricando. Na verdade, parece gostar que eles cheirem tíner e comecem a brigar no acampamento ou a roubar barracas para desestabilizar o movimento. O Estado, instrumento de poder do capitalismo, não quer que as acolhamos, não lhes oferece nada de dignidade, prevarica ante a situação das crianças, mas aparece para impedir que sentemos sob uma árvore para proteger a grama, que “é patrimônio público”, como justificam os GCMs. Diante disso, não tenho dúvidas de que insano é o sistema; insano é se conformar com o cotidiano, com crianças que jamais tiveram família nem fruta no pé usando drogas do lado da Prefeitura da cidade mais rica da América Latina.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/382765_255530131163688_248629075187127_786408_461435164_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/382765_255530131163688_248629075187127_786408_461435164_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;Membros do&amp;nbsp;Anonymous queimam revista Veja, que&lt;br /&gt;manipula informação para fazer parecer que o movimento&lt;br /&gt;contra todo o Sistema político e econômico é meramente&lt;br /&gt;apenas contra o governo Dilma&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Essa semana uma galera deu um baita trabalho construindo as estruturas para as telhas fotovoltaicas inventadas por Charles, o “Charlie Brown”, inventor e revolucionário. Na mesma semana aumentou o diálogo e o intercâmbio com as famílias das novas ocupações de prédios abandonados e com os universitários que querem a desmilitarização da sociedade. Os alunos da USP passaram em marcha sobre o Viaduto do Chá e aplaudiram o Ocupa Sampa aqui embaixo. Uma menina levanta o cartaz “Fora a PM do campus”. Eu grito: “Fora a USP do campus! Fora a PM do mundo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Não, não é fácil. Como sempre digo: não dá para fazer uma revolução europeia no Brasil. Na europa não há crack na boca de crianças de 6 anos e existem fontes com água limpa para as pessoas beberem. Lá não há tantas pessoas traumatizadas pela cadeia, nem pela violência da miséria.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mesmo assim, há quem diga que o Brasil vai bem e é exemplo de democracia, que não há motivos para sonhar com revolução, nem querer mais participação das pessoas na vida do país, nem propor profundas mudanças culturais na maneira como as pessoas lidam umas com as outras e com a Terra e o local em que vivem.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Água cai do céu; comida nasce da terra; destruímos tudo isso para criar essa civilização de morte surreal e ainda nos achamos os seres mais espertos da natureza. Me desculpe, mas acho que natural e sano é mesmo se rebelar.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 style="color: #333333; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Aldeia rebelde em Sampabilônia&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px;"&gt;(Jornal do Povo 5/11/2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1.4em; letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sexta-feira, 3 de outubro de 2011, é o 21º dia de acampada. O Centro da maior cidade da América do Sul é cada vez mais nosso. O boicote da mídia hegemônica (que omite e/ou distorce) me dá nojo. As multidões que passam como zumbis de um lado para o outro sem perceber os absurdos do cotidiano me dão pena. Claro que aqui seria mais difícil. Não se faz uma revolução europeia na América do Sul. Aqui, onde sempre estivemos na bota do sistema, a maioria se acostumou com o peso e a sujeira dela. Tristemente aceita-se tudo com naturalidade. Tudo parece tão longe, tão distante. No Anhangabaú, não. Está tudo muito perto. “Tâmo junto e misturado”. Em volta da fogueira, tocando violão ou fazendo assembleia para definir os rumos do movimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/s720x720/317281_253417924708242_248629075187127_778130_142083775_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/s720x720/317281_253417924708242_248629075187127_778130_142083775_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;O rapper Gog participa do Ocupa Sampa&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Grafite. Malabares. Sabotagens poéticas. Meditação. Nossas armas são simples, mas têm vencido a Polícia Metropolitana, que parece não ter o que fazer a não ser nos azucrinar como criança chata. Viraram motivo de piada. Só rindo pra não morrer de raiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Como bem disse o p(r)o(f)eta Gill Scott-Heron: “A revolução não será televisionada”. Para piorar as coisas, não temos tantos computadores, paggers, celulares com internet e banda larga quanto gostaríamos. Por uma diferença simples, aqui não é a Europa. O acampamento cresce com sem-teto, estudantes, hippies, professores, punks, artistas, desempregados, intelectuais, camelôs despejados pelo Kassab, egressos, religiosos, idealistas em geral continuam a chegar. A cada dia fica mais claro não se trata de um protesto digital como muitos pensam. Não é só discussão de teoria ou preferências políticas. É sobre luta social. Mendigos, índios e a maioria da população brasileira não têm notebooks nem muito menos banda larga móvel. A limitação das comunicações atrasa o processo de integração com outros focos de resistência na cidade e com o mundo. Por isso, mesmo maior que as primeiras acampadas espanholas e estadunidenses, continuamos sendo ignorados por boa parte da população. É... Aqui o sistema é mais perverso e os mecanismos de controle do pensamento mais eficazes. Mas não desistimos, é tudo a seu tempo. Não dá para esconder uma coisa dessas por muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/s720x720/306303_251851058198262_248629075187127_773203_682741660_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/s720x720/306303_251851058198262_248629075187127_773203_682741660_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;População de rua adere cada vez mais ao Ocupa Sampa&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É a realidade. Aqui é a rua. Tem a Força da Verdade (satyagraha). Estamos do lado da Prefeitura com a maior concentração de moradores de rua de São Paulo, com uma biblioteca, aulas abertas com intelectuais brasileiros, banheiro ecológico, cozinha comunitária, cinema sob o Viaduto do Chá, apresentações artísticas, rodas de conversa, atividades lúdicas, megafones, faixas. Como nos ignorar para sempre? Não vai passar tão cedo na TV nada de bom que sair do Anhangabaú ou da Cinelândia (Rio) ou de qualquer outra acampada. Mas é preciso resistir, mesmo que as doações de alimento começaram a diminuir quando a população da acampada começou a se tornar majoritariamente de pessoas que normalmente não têm mesmo comida e já moram na rua. Acho que hoje esses irmãos (assim que nos chamamos mutuamente) que vivem na rua, os últimos, os fudidos do sistema, já são quase 30% de nós. Enquanto isso, boa parte da molecada de classe média “revolucionária de sofá” que estava no início não aguentou o choque de realidade nem quis trabalhar para construir algo novo, já saiu fora. Por sorte, chegam reforços valorosos: ontem, por exemplo, chegou um cara da USP com um projeto de um gerador elétrico movido à pedalada para fazer com ferro velho, o que deve aumentar nossa capacidade de transmitir conteúdo pela web, já que mais computadores poderão ficar ligados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px;"&gt;&lt;a href="http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/310169_232473516813735_100001532645694_626361_2045126188_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/310169_232473516813735_100001532645694_626361_2045126188_n.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os militantes de partidos políticos que provavelmente pretendiam cooptar o movimento ou tentar direcioná-lo foram os primeiros a sair fora quando viram que todos eram de fato iguais e importantes. “Nossos sonhos não cabem nas suas urnas”, diz a faixa que resume que não queremos reforminhas de mentiras nem trocar os políticos, simplesmente não acreditamos mais no sistema que não nos representa ou sequer nos ouve. Então não há disputa. Todos somos indivíduos. Todos queremos o bem comum. Não há um poder interno em disputa, não há o que conquistar ou quem vencer nas assembleias: por isso os manobristas partidários saíram fora. Nosso processo deliberativo é um outro tipo de democracia em que todos buscam o bem comum. As minorias não são vencidas pelo voto, pois sempre que derrotados numa “votação” têm a chance de expor por que discordam dessa ou daquela proposta, ajudando a ver outros lados da questão, então a assembleia tenta achar uma solução que resolva os problemas apontados pelos “vencidos”, pois o objetivo é que todos vençam juntos. Essa postura é revolucionária: não ver quem pensa diferente como inimigo, mas como companheiro que colabora na busca da verdade. O fato de não haver classe social nem diferenciação na distribuição de trabalho nem de alimento nem de nada ajuda nisso. Na sociedade oficial é diferente, cria segregação para nos desunir. Os 99%, se divididos, não são 99%. Não fosse o Ocupa Sampa, que quer virar Ocupa Brasil no dia 11/11/11, não teria conhecido e adentrado o mundo da rua, dos invisibilizados, e continuaria admirando gente branca que adora teorizar sobre sociedade, mas na hora da rua não se mexe para mudá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;VIDEO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;O professor Pardal xamânico do Acampa Sampa &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/gOZTaMK3Lio" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-740912039402396305?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/740912039402396305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/11/ocupasampa-questionamento-sanidade-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/740912039402396305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/740912039402396305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/11/ocupasampa-questionamento-sanidade-em.html' title='#OcupaSampa Questionamento à sanidade em lembranças recortadas'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vKQOm_g9w3s/Tr_ILpOtRNI/AAAAAAAAANg/p_Y7CpezI_U/s72-c/joaozinho_OCUPASAMPA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-4232906175316894136</id><published>2011-10-30T00:39:00.001-02:00</published><updated>2011-12-26T17:39:47.574-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ocupa sampa occupy Brazil brasil'/><title type='text'>A Ponte dos Milagres</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/309511_232408066820280_100001532645694_626146_24562133_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/309511_232408066820280_100001532645694_626146_24562133_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Aos poucos, mas cada vez mais aceleradamente, o Viaduto do Chá vai se transformando. O decadente Centro de São Paulo vai ganhando vida novamente. É difícil imaginar aquele lugar séculos atrás, quando um rio passava por ali e o espírito das águas (Anhangabaú) vivia no fundo do vale. Penso no sangue indígena e negro derramado, nos operários que colocaram cada uma das pedras que pavimentam o vale. Tento imaginar aquele local lotado de gente de camisa amarela pedindo eleições diretas em 1984, quando eu ainda era uma criança e o Brasil não escondia ser um país ditatorial. Penso nos tantos casos de suicídio; o Viaduto do Chá sempre foi o local preferido dos desesperados que decidiram por fim à sua amarga existência. Penso que há bem pouco tempo atrás o viaduto, bem ao lado da Prefeitura construída pelo mesmo arquiteto de Mussolini, era um local onde sem-tetos se abrigavam da chuva até que forças policiais começaram a caçá-los. Alguns moradores de rua que se juntam ao acampamento pacifista revolucionário contam que à noite caminhões pipa os expulsou com jatos d'água em madrugada fria. Dona Cida conta como a mesma Guarda Civil Metropolitana destruiu sua banca de camelô e depois tentou colocar fogo nela viva enquanto dormia na rua.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/390962_193962134013111_100001979783658_446722_1143325286_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/390962_193962134013111_100001979783658_446722_1143325286_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Aulas&amp;nbsp;públicas. Ocupa Sampa tem a universidade na Rua&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Mas há duas semanas as coisas começaram a mudar, quando indígenas, anarcopunks, artistas plásticos, professores, hackers, iogues, devotos de Krishna, padres, xeiques, sociólogos, músicos, advogados, estudantes, jornalistas e toda sorte de gente começou a chegar com suas barracas com o intuito de afrontar o sistema. Resistindo às ameaças da GCM e gangues neonazistas, ao frio da madrugada e outras adversidades, já temos biblioteca, coleta seletiva, horta (com espantalho e tudo), salão de cabeleireiro ao ar livre, um cineminha, uma cozinha equipada (capitaneada por chef argentino e outro pataxó), geração de energia. Um dia passamos o chapéu e cada fumante deu quantas moedinhas podia para comprar tabaco orgânico no famoso Mercadão. Enrolando nossos próprios cigarros, boicotamos o agronegócio, os agrotóxicos, as corporações estrangeiras, os impostos pagos a esse Estado que não nos representa; colocamos menos bitucas não-biodegradáveis no ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/296479_2399226972890_1017497240_2763301_1993733167_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/296479_2399226972890_1017497240_2763301_1993733167_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Professores da PUC, USP e Mackenzie já apareceram para ministrar aulas abertas ao público e transmitidas ao vivo pela internet. “Universo Cidade Livre” é como chamamos a nossa universidade, da qual todos, todos mesmo, podem participar.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Depois de passar um tempo na floresta você entende muita coisa sobre como nosso planeta era originalmente; sente muita coisa além da paz, do ar limpo, do silêncio da observação do equilíbrio com outros seres e com o ser maior que é a própria Terra. Chegar à babilônia paulistana é um choque, mas, como todo ser vivo, a Terra precisa de células de defesa que vão atuar bem no meio da ferida, da doença, do câncer, para transmutá-la. Já viu o planeta visto do espaço? As cidades de fato parecem cicatrizes podres no rosto da Mãe.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/379078_283564445008122_100000637071053_951850_1446125837_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="207" src="http://a7.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/379078_283564445008122_100000637071053_951850_1446125837_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Só uma nova política, uma nova cultura, um novo sistema podem salvar as pessoas, pois quando a Terra está doente as pessoas ficam doentes. A contracultura é tão importante quanto os discursos e faixas pedindo democracia direta (em que cada pessoa tem o direito de participar e decidir tudo, não deixando essa tarefa concentrada nas mãos de um pequeno grupo: o dos políticos profissionais que defendem apenas os seus próprios interesses e os dos milionários que financiam suas campanhas).&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Nos primeiros dias ninguém sabia que estávamos aqui e as pessoas tinham medo de andar por esse espaço durante a noite. Agora, jovens chegam com megafones, sonhos e violões para se divertir, fazer revolução e dormir entre moradores de rua. O caminhão de lixo passa à noite e os trabalhadores pendurados nos caminhões nos saúdam como se sentindo parte disso, coparticipante de indignação e esperança. As decisões são tomadas em assembleias e percebemos que, de fato, unidos podemos fazer as coisas bem melhor que os políticos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/318339_10150321522986695_595716694_8357698_1187995291_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://a1.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/318339_10150321522986695_595716694_8357698_1187995291_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Penso nas tribos indígenas e comunidades quilombolas que conheci nos últimos meses. A floresta está pronta para a resistência, do Xingu ao Cerrado, da Caatinga à Mata Atlântica, esses povos estão prontos para dizer “basta”, “não passarão”. Na zona rural, camponeses sem-terra começam a questionar lideranças que se aliam ao partido do governo que se aliou a latifundiários. Se a verdade vencer a covardia, a qualquer momento militantes da velha esquerda desistirão de mentir para si mesmos que os políticos os representam e estará definitivamente deflagrada a Revolução Brasileira. Pode não acontecer, mas se acontecer (e depende de cada um) o levante brasileiro será o mais bonito, carnavalizante e plural dentre todos os que já estão em andamento no mundo. Pequenas revoluções pessoais já estão em andamento: alguns moradores de rua já abandonaram seu vício de bebida e crack. E até eu, cientificista por tanto tempo, recuperei minha fé. À noite, na barraca, lembro do velho João “Não tenhais medo” Paulo II e peço: “Velho amigo, que amou tanto essa Terra e a juventude, que unia em nosso país grandes multidões unidas pela esperança fora da Copa do Mundo, faz um milagre aqui: ajude as acampadas de São Paulo, Rio, Olinda, BH, Campinas e Floripa a se espalharem, crescerem e inaugurarem o que você chamava de Civilização do Amor”.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;+ VIDEOS&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;OCUPA SAMPA ENTREVISTA REPORTER DA GLOBO&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/lb5CNcrjMBY/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lb5CNcrjMBY&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/lb5CNcrjMBY&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-4232906175316894136?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/4232906175316894136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/10/ponte-dos-milagres.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/4232906175316894136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/4232906175316894136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/10/ponte-dos-milagres.html' title='A Ponte dos Milagres'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-3214666831839709522</id><published>2011-10-01T11:57:00.002-03:00</published><updated>2011-12-26T17:40:25.137-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ONU imperialismo brasileiro'/><title type='text'>É só trocar o eixo que tá tudo certo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.bandeiras.com.br/imagens/produtos/gigante_07868a0219ac88a7c571c124c5c26761.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" kca="true" src="http://www.bandeiras.com.br/imagens/produtos/gigante_07868a0219ac88a7c571c124c5c26761.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De 15 a 19 de novembro de 1889, essa foi a bandeira provisória da República; Faz tempo que nosso Estado gosta de copiar um outro império autoritário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ ﻿﻿﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i1.r7.com/data/files/2C95/948E/32AB/D2F1/0132/B050/CF55/665C/boliviano%20redimens.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img border="0" height="400" kca="true" src="http://i1.r7.com/data/files/2C95/948E/32AB/D2F1/0132/B050/CF55/665C/boliviano%20redimens.jpg" width="312" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Na semana passada, forças policiais bolivianas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;reprimiram&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;violentamente manifestações de&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;indígenas &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;que protestavam contra &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;a construção de&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;uma&amp;nbsp;rodovia no meio de suas terras, destruindo boa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;parte da Amazônia daquele país,&amp;nbsp;para atender aos &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;interesses de corporações do&amp;nbsp;Brasil imperialista&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿Em 2011, a farsa caminha de seu desmonte. Economias europeias entram em colapso uma atrás da outra: Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha... Também no mesmo ritmo de efeito dominó se espalham pelo mundo rebeliões contra governos e sistemas políticos: começou com o povo nas ruas de países árabes derrubando tiranias e se espalhou pela Europa com jovens questionando os pacotes de seus governos para conter a crise &lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;causada por especuladores e pelas corporações financeiras que tomaram lentamente, sobretudo no pós-Guerra Fria, o controle dos seus estados. Aos poucos, de maneira catalisada pelas novas formas de distribuição de informação (ver também: Wikileaks, Revolução 2.0), povos do mundo começam a descobrir que os governos de seus países não são exatamente os seus governos, que esse sistema não se sustenta.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;À 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos da América chega com a consciência de que a força da voz não é nem de longe tão respeitada (e/ou temida) quanto há 10 anos atrás. Ironicamente, as boias que impedem o sistema econômico hegemônico globalizado de afundar são países até recentemente periféricos, os "emergentes" do hemisfério sul, como Brasil, Índia e África do Sul (ao lado do cartelizado estado capitalista Russo, que surgiu dos escombros da URSS e do monolítico capitalismo de estado chinês). A crise sistêmica, se ainda não levou ao colapso total da Era da Especulação, já provocou o deslocamento do eixo econômico da Terra. O ganho de força da postulação do Brasil a um assento permanente no Conselho de Segurança tem tudo a ver com isso.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bqJqqQ1bolI/Tocdc0KkD3I/AAAAAAAAANY/EEcJA4aZhDA/s1600/dilmaaberturaonu.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="206" kca="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-bqJqqQ1bolI/Tocdc0KkD3I/AAAAAAAAANY/EEcJA4aZhDA/s320/dilmaaberturaonu.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Na abertura da Assembleia Geral da ONU, Dilma&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;admitiu que o mundo passa por transformações que&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;podem levar a grandes rupturas com a velha estrutura&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;social e política do mundo. Mas disse querer impedir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;isso, trabalhando junto com outros regimes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;que também não querem largar o osso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Diante das recentes transformações no tabuleiro econômico, o poder político nas relações internacionais também se reconfigura. Ou os Brics salvam o capitalismo ou nada será como antes. Sabendo da posição privilegiada que lhe caiu no colo, os representantes dos governos dessas economias se veem em confortável situação de falar alto com os estados "submergentes".&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Então cabe, pela primeira vez, a uma mulher abrir os debates da Conferência Geral da ONU. A presidenta do Brasil, ex-guerrilheira de esquerda que há poucas décadas combatia a ditadura em nosso país que era sustentada por Washington. Mas naquela manhã de setembro ela não falaria em revolução ou rompimento com a ordem hegemônica, mas em ajustes e reformas para manter o monstro em pé: “&lt;em&gt;O mundo vive um momento extremamente delicado e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade histórica. Enfrentamos uma crise econômica que, se não debelada, pode se transformar em uma grave ruptura política e social. Uma ruptura sem precedentes, capaz de provocar sérios desequilíbrios na convivência entre as pessoas e as nações. Mais que nunca, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção. Ou (nós, os governos dos Estados) nos unimos todos e saímos, juntos, vencedores ou sairemos todos derrotados&lt;/em&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a1.img.mobypicture.com/d505c5438db288db928a171c9fde2545_view.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kca="true" src="http://a1.img.mobypicture.com/d505c5438db288db928a171c9fde2545_view.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Protestos na Espanha por democracia direta,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;contra a ditadura dos bancos, eram acompanhados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;de debates e propostas para uma nova ordem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O que Dilma não mencionou é que talvez essa ruptura possa ser benéfica à humanidade, caso criemos a partir das ruínas da civilização do século XX modelos mais diretos de representação e autogestão, um pós-estado que não deixasse brechas para usurpadores particulares de interesses nacionais. O rompimento só levaria à barbárie justamente se aqueles que se beneficiam do cambaleante e mentiroso sistema insistirem em “não largar o osso”. Mas como todo bom império ressurgido, o Brasil insiste em se tornar novo eixo no qual orbitem países e blocos políticos no mundo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Gozado que um grupo surgido da esquerda latino-americana é que esteja se prestando a esse papel. Vale lembrar que ante à crise sistêmica, nossa posição de “emergente” ou mesmo “líder” não é segurança para nada. Esse choque recente de capitalismo pelo qual temos passado (que facilita o acesso ao crédito bancário e incentiva o consumo de bens não duráveis – como carne uma vez a mais por semana) pode ser tão efêmero quanto o foram o da Espanha e o da Grécia. Nos anos 90, a Espanha era um verdadeiro canteiro de obras; o país que mais crescia na Europa até organizou Jogos Olímpicos e o mesmo se sucedeu com a Grécia uma década mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Nem estatizante, nem liberal. O modelo de jogo proposto pelos novos ricos consiste em preservar um Estado (com democracia de fachada, de preferência) para socorrer os interesses do capital privado em momentos de crise. É o capitalismo se reinventando após a trágica era neoliberal. Tática que parece ignorar que mais do que sistêmica, a crise é civilizatória (falaremos sobre isso mais adiante).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio disso tudo, do total rearranjo das forças políticas do mundo capitalista pós-globalização (que pode incluir até o justo e aguardado reconhecimento do Estado palestino por parte da ONU), o Brasil, novo protagonista, tenta marcar posição e, a exemplo de outras potências regionais (como Irã e Inglaterra), também esconde suas graves contradições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Simultaneamente, enquanto Dilma fazia seu discurso histórico na ONU, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovava o Código Florestal sem debater os problemas de Constitucionalidade do projeto. Eram mais de 90 emendas propostas na Comissão. O relator da CCJ, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) sequer leu as propostas nem quis debatê-las. Rogou a seus pares que aprovassem o relatório tal como estava. E assim foi feito. A mais importante das comissões do Senado simplesmente abdicou de fazer seu trabalho, corrigir o que fosse injusto e/ou inconstitucional, justamente nesse que é um dos temas mais importantes que já tramitou naquela casa desde a "Redemocratização". Pra que ela existe então? Por que eles são votados e pagos? Nem mesmo discutir!? Não era nosso direito (e das gerações que herdarão a Terra) que eles pelo menos debatessem as emendas? &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IErFpCNT-1A/Tlfoiz9QSAI/AAAAAAAAGoM/t_C7NmeRmRU/s1600/Protestas_estudiantes_Chile.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" kca="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-IErFpCNT-1A/Tlfoiz9QSAI/AAAAAAAAGoM/t_C7NmeRmRU/s320/Protestas_estudiantes_Chile.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Nos últimos meses protestos com milhares de&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;jovens por &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;educação pública acontecem no Chile.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Naquele país apenas os ricos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;têm acesso à educação.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;O governo prefere importar mão de obra qualificada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;dos EUA e do Brasil do que educar seu próprio povo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Os Estados Unidos não têm um sistema público de Saúde. O Chile não tem universidades públicas. O Brasil, por sua vez, não tem sequer um Poder Legislativo público. O interesse privado, o poder econômico, parece estar acima de tudo isso. Ainda assim, Dilma falava ao mundo (e convencia boa parte dele) como se fosse a líder de um país democrático. Não é.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que o tabuleiro global mudou bastante nos últimos 10 anos, a ponto de hoje ser o Brasil quem pode emprestar dinheiro (via FMI) a países da Europa. Mas é preciso deixar claro que quem tem crescido não é o Brasil, mas a concentrada economia brasileira. Eike Batista, por exemplo, foi o homem que mais enriqueceu no mundo no ano passado e hoje sua fortuna beira os R$ 50 bilhões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos brasileiros coube um aumento do acesso ao crédito. Agora está mais fácil pegar dinheiro emprestado e cada vez mais as pessoas estão financiando a longo prazo casas e carros novos. Houve também um pequeno incremente na renda, e no grau consumo, que pode muito bem ser ilustrada com o aumento de 11,7% da venda de bebidas em lata só em 2009. Mas tomar refrigerante não quer dizer que estamos participando da festa, mas para muitos cria a ilusão de ascensão social das camadas populares, mesmo que ESTRUTURALMENTE as coisas não se inverteram por aqui e a maioria dos brasileiros continua vulnerável economicamente a médio prazo, ainda mais diante de uma crise que, mais que econômica é sistêmica; e mais que sistêmica, é civilizatória. T inchaço das bolhas especulativas, sobretudo a bolha imobiliária (sobre isso ver como começou a crise em 2008 e a quebra do Lehman Brothers).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão é que esse “bom momento” do Brasil (isso é, desse bom momento do Capitalismo no Brasil) tem feito&amp;nbsp;as pessoas&amp;nbsp;perderem completamente o senso crítico. As camadas populares não enxergam a arapuca em que se enfiam ao se endividar a esse nível, não se incomodam com corrupção, nem com a devastação ambiental, nem com o aumento da violência do Estado contra os povos indígenas.&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://l.yimg.com/bt/api/res/1.2/GExqY_rSjnnUmYemsdAJXA--/YXBwaWQ9eW5ld3M7Zmk9aW5zZXQ7aD00MDk7cT04NTt3PTYzMA--/http://media.zenfs.com/157/2011/06/24/protesto-belo-monte-1906_195827.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="258" kca="true" src="http://l.yimg.com/bt/api/res/1.2/GExqY_rSjnnUmYemsdAJXA--/YXBwaWQ9eW5ld3M7Zmk9aW5zZXQ7aD00MDk7cT04NTt3PTYzMA--/http://media.zenfs.com/157/2011/06/24/protesto-belo-monte-1906_195827.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A luta dos povos indígenas e ribeirinhos do Xingu contra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Belo Monte é o exemplo mais gritante de mordaça; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;a maior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;parte da militância&amp;nbsp;do PT, que deveria ser a 1a&amp;nbsp;a trabalhar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(a começar internamente) contra a absurda barragem não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;tem participado da luta ao lado desses povos, para não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;contrariar o interesse de Sarney e das corporações&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;mineradoras,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;uma vez que o PMDB está na vice presidência&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Além disso, boa parte da pequena parcela de brasileiros que sempre tiveram (e têm) interesse por assuntos políticos e militaram no passado por um mundo e país mais justo e livre, hoje, está cooptada ou amordaçada. Não me refiro só à elite sindical que conquistou cargos e prestígio, mas também a boa parte da militância petista que defende a todo custo (de maneira que lembra o fanatismo religioso) toda atitude ou postura do Governo (e base governista de modo geral), sem crítica, fazendo concessões morais e ideológicas que há menos de 10 anos eram impensáveis para esse grupo, que tinha um histórico de honradez, caráter e disposição para lutar pelo que é justo. Hoje, antigos socialistas antiimperialistas comemoram o sucesso do Capitalismo à brasileira e mais, adoram que estejamos nos tornando um novo império. Mas o custo de sermos agora Império (e provavelmente não o seremos por muito tempo) vai ser caríssimo e passa pela destruição irreparável de nossos recursos naturais por conta dessa “festa” de “bom momento” que não vai durar para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.nydailynews.com/img/2011/09/28/alg_occupy-wall-street.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" kca="true" src="http://www.nydailynews.com/img/2011/09/28/alg_occupy-wall-street.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Americanos começam a acordar do transe e a reconhecer&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;que o Capitalismo industrial só leva à destruição de outros&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;povos e (mais cedo ou mais tarde) do próprio povo do&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Império. Cidadão ocupam Wall Street há 13 dias pedindo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Democracia Direta (o que inclui o fim da ditaduta do&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;bipartidarismo) emudanças no sistema econômico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Em tudo estamos cada vez mais parecidos com os EUA há 10 anos, não só por ter agora nossos próprios assassinos escolares. Somos genocidas: basta ver a questão de Belo Monte. Promovemos violência mundo a fora: basta ver a repressão violentíssima das forças policiais na Bolívia contra os indígenas que protestaram contra a construção de uma rodovia passando pela terra deles e destruindo a floresta, rodovia essa financiada pelo BNDES, executada por uma empreiteira brasileira para ligar o Brasil a portos do pacífico. Ou então basta olhar a crescente insatisfação dos haitianos ante os abusos dos soldados da missão comandada pelo Brasil.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Enquanto americanos começam a acordar do transe capitalista, no melhor estilo Praça Tahrir, ocupam Wall Street há 13 dias, por reformas políticas rumo à democracia direta e por mudanças profundas no sistema econômico, o Brasil ambiciona ser a nova potência prepotente e copia até a cara de pau do Tio Sam de se autoproclamar “Voz da Democracia” (mesmo não tendo sequer um congresso representativo que discuta a coisas e ouça as pessoas). Tomemos cuidado: quanto maior a altura, maior a queda. E mais, se o novo século é do Brasil, podemos fazer melhor que eles fizeram e propor um outro modelo de civilização.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;+ video&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;análise da crescente insatisfação dos haitianos contra os abusos cometidos pelas tropas comandadas pelo Brasil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/MfjQVpdAW5A" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-3214666831839709522?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/3214666831839709522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/10/e-so-trocar-o-eixo-que-ta-tudo-certo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/3214666831839709522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/3214666831839709522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/10/e-so-trocar-o-eixo-que-ta-tudo-certo.html' title='É só trocar o eixo que tá tudo certo?'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bqJqqQ1bolI/Tocdc0KkD3I/AAAAAAAAANY/EEcJA4aZhDA/s72-c/dilmaaberturaonu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-3396433447074660480</id><published>2011-09-13T18:44:00.002-03:00</published><updated>2011-09-13T18:45:59.634-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pau brasil brasilidade independência do Brasil'/><title type='text'>Contradições de (um) ser brasileiro</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://alfabetanews.files.wordpress.com/2011/04/indio_o3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="287" src="http://alfabetanews.files.wordpress.com/2011/04/indio_o3.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Semana passada rememoramos o Dia da Pátria, no aniversário do dia em que um mesmo príncipe que já regia se declarou imperador, mudando as coisas de um jeito em que tudo permanecesse igual. Nosso mito fundante do “grito do Ipiranga” não diz muita coisa sobre quem somos nem conta uma história da qual nós ou nossos antepassados tenhamos participado. Quem (n) os fez “livres” não foram aqueles que sempre resistiram e lutaram por liberdade, mas justamente um jovem príncipe representante da nobreza que sempre (n) os acorrentou. Na verdade, no dia 7 de setembro Portugal é que foi libertado daquela velha coroa que havia 14 anos residia na parte do império que fica a baixo do Equador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Tenho pensado sobre o que seria ser brasileiro, se não é exatamente verdadeira a história que contam sobre a data de nascimento do Brasil. Ser brasileiro é ser um tipo de latino-americano. O brasileiro, embora haja exceções, é basicamente o latino-americano lusófono ou, melhor, o latino-americano cujos países (regiões de geografia e cultura próprias) e vidas estiveram/estão sob o domínio dos impérios português e brasileiro. Nesse sentido, um gaúcho e um xinguano são igualmente brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Lembro de uma reflexão dos tempos de faculdade de meu então professor, o historiador Jean Marcel Carvalho França, sobre a palavra que usamos como gentílico: brasileiro. Não brasiliano, brasilense, brasilino ou brasilês, mas brasilEIRO. Usamos um sufixo que não é de origem, mas de ofício: tal como pedreiro, jardineiro, fazendeiro ou roqueiro. Brasileiros eram aqueles que cortavam o pau-brasil para entregar (a preço de banana) aos atravessadores europeus no começo da ocupação branca dessa porção da América (por franceses, holandeses espanhóis e, principalmente, portugueses - que acabaram levando a melhor por aqui). Ainda somos (e seremos) chamados assim por uma denominação que nos remete muito mais à condição de servidão e exploração do que a pertencimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Mas existe um outro Brasil que nasce justamente da reação e da resistência a esse primeiro Brasil enquanto império, enquanto subsistema do capitalismo (sempre em transformação), enquanto aparelho burocrático estatal usado para manter o poder das classes dominantes. Esse outro Brasil surge exatamente da resistência à situação de ser tratado como brasilEIRO. A isso podemos chamar também de Brasilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;A Brasilidade é a reação à ação. De força igual, mas em sentido contrário. Algo que demonstramos muito nas artes, mas vai muito além disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Ser brasileiro poderia simplesmente ser vítima do Brasil, ter o Brasil como pátria. Poderia ser simplesmente estar sob o jugo de um mesmo império e atravessadores de (pau) Brasil. E que diferença faz se os tiranos-mor vivem a maior parte do tempo em Lisboa, Madri, Salvador, Rio de Janeiro ou Brasília?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-D0DJxh6-hzI/Tg0_2MqbrxI/AAAAAAAAADQ/rVTsliGZUzU/s1600/PICT0003.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-D0DJxh6-hzI/Tg0_2MqbrxI/AAAAAAAAADQ/rVTsliGZUzU/s400/PICT0003.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;"Banho de lago na favela", de Tânia Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Esse tipo de brasileiro poderia até desenvolver algum sentido de compartilhamento de símbolos comuns, mas geralmente criados pelo próprio império (no sentido mais amplo da palavra, que não só no período histórico de 7/9/1822 a 15/11/1889). Aí um maranhense comemora o gol de um gaúcho com camisa amarela. É nessa hora que um brasileiro se contenta, por exemplo, com a notícia da TV de números e cifras favoráveis da exportação de carne brasileira, afinal, ela é brasileira e está sendo bem vendida. Algo como “A máquina de fazer símbolos e interpretar o mundo diz que isso é bom para o Brasil, então isso é bom para mim também e pra todo mundo do Brasil”. Esse ser que se sente um ser brasileiro nesse sentido, entretanto, se está no Sul, não se importa com o espólio do Norte; se está na costa não se importa com o sofrimento daqueles que vivem no interior e têm o solo em que habitam e também sua ancestralidade e suas próprias vidas pisoteadas por alguém. E vice-versa. Pois esse outro é o outro e está longe. Ao Brasil império interessa que estejamos unidos só na hora dos gols (“gol” em seu sentido literal e figurado).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Mas ainda bem que existe também a Brasilidade, a condição de ser filho da mátria, além de ser filho da pátria. Isso pode ser no sentido de filho da Terra (de alguma porção de planeta Terra infectado por esse império específico), como pode ser no sentido de ter um sentimento de pertença a qualquer uma dessas culturas regionais e específicas diversas que se vêm atacadas pela imposição de uma mesma cultura hegemônica, criada para justamente facilitar o espólio da Terra e dos filhos dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;A Brasilidade consciente é quando se percebe, mesmo não sendo um fulni-ô, que a mão que acelera o trator - o trator sobre a mata-santuário em que eles vivem - é a mesma que aperta gatilhos nas periferias das metrópoles, que joga venenos nos campos, que espreme como limões trabalhadores em fábricas, ônibus e hospitais lotados, que rouba aqui e ali, mais longe e mais perto, muitas vezes usando os aparelhos burocráticos estatais e privados. Frutas diversas num mesmo liquidificador, cujas lâminas são espadas como as de Anhanguera e do Duque de Caxias. Mas os brasileiros filhos da mátria resistência também podem dançar juntos, ao som que eles próprios criam (separados ou em eventuais encontros coloridos).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;É uma contradição interessante essa de sermos todos brasileiros por não querermos ser brasileiros (no sentido de vítimas do Brasil). Nesse sentido mais profundo de ser brasileiro dá para ser gaúcho (ou paulista ou quilombola ou indígena ou crioulo) e brasileiro ao mesmo tempo. Sem se submeter a ser brasileiro de ninguém, de nenhum atravessador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;Ter Brasilidade é ter a solidariedade e respeito (que levam a um outro tipo de união) ao brasileiro diferente, sem necessariamente perder o amor e a identificação com sua(s) “tribo(s)” e/ou o chão em que vive sua comunidade. Por “chão” e “comunidade” podemos entender como incluindo também os rios, montanhas e também os outros seres que dividem conosco esse chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;A Brasilidade, que é diferente do patriotismo estúpido, é um ensaio de humanidade nesse pedaço de América do Sul.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-3396433447074660480?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/3396433447074660480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/09/contradicoes-de-um-ser-brasileiro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/3396433447074660480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/3396433447074660480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/09/contradicoes-de-um-ser-brasileiro.html' title='Contradições de (um) ser brasileiro'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-D0DJxh6-hzI/Tg0_2MqbrxI/AAAAAAAAADQ/rVTsliGZUzU/s72-c/PICT0003.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-867997125220078558</id><published>2011-09-03T21:18:00.003-03:00</published><updated>2011-12-26T17:41:05.256-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fulni-ô Santuário dos Pajés especulação imobiliária setor noroeste'/><title type='text'>Os últimos Tapuyas</title><content type='html'>&lt;b&gt;- MEU RELATO APÓS PASSAR UMA SEMANA (DE GUERRA) ENTRE OS ÍNDIOS FULNI-Ô, CONTRA GRILEIROS DO CALIBRE DE PAULO ACTÁVIO, TADEU FILIPPELLI E DANIEL DANTAS. É BORDUNA CONTRA HELICÓPTERO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/OgfbnbK5hBs" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WpjFIia1Dao/Tk1lyJYAxRI/AAAAAAAANJo/AknDLxNv81U/s400/180811_paje.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-WpjFIia1Dao/Tk1lyJYAxRI/AAAAAAAANJo/AknDLxNv81U/s400/180811_paje.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Choá, guerreiro Fulni-ô: "&lt;i&gt;Eles querem ter três carros, sendo&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;ue só dá para andar em um. Querem ter duas, três casas,&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;mesmo que só tem jeito de morar em uma só. Eles querem&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;muito, querem viver desse jeito. E a gente quer viver do&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;nosso, com a natureza, com nossa família. Não tem problema&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;que eles não gostem da gente. Mas por que então não deixa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;a gente viver em paz, aqui no nosso canto, do nosso jeito?&lt;/i&gt;"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Mal consigo andar quando chego de volta ao território dos fulni-ôs, os últimos tapuyas, próximo à capital federal. Já estou praticamente sendo carregado. Meus joelhos estourados me ensinam que talvez seja melhor andar mais devagar e, com certeza, carregando menos peso. A cada dia tenho mais certeza disso e aprendo mais profundamente que devemos sempre carregar menos, ter menos, pois isso é ter mais. Mas me desfazer da maior parte da bagagem agora já não resolve o fato de que a essa altura minhas juntas parecem bolas de basquete.&lt;br /&gt;Junto à fogueira, Tainã “Wawa” e Choá cantam uma música ancestral em sua língua, o yaathê (do tronco macro-gê), da qual eu não compreendo sequer uma palavra, mas sinto a emoção e entendo. De todas as etnias indígenas do Nordeste, apenas os fulni-ôs preservaram seu idioma mesmo após 500 anos de invasão europeia.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-g6uA9vI0wZE/Ta3c9oFXp2I/AAAAAAAAABI/1NibnFrVRz4/s1600/indio_o101.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="http://1.bp.blogspot.com/-g6uA9vI0wZE/Ta3c9oFXp2I/AAAAAAAAABI/1NibnFrVRz4/s320/indio_o101.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Tapuyas eram os índios do interior (cerrado e&lt;br /&gt;caatinga)&amp;nbsp;do tronco Macro-Gê&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Awá Mirim fuma sua chanduca em silêncio. Quando eles fazem isso, estão conversando em pensamento com o Grande Tupã. Talvez esteja pensando na luta, na violência com que os grileiros tentaram invadir a terra na semana anterior. Talvez Awá esteja pensando na esposa e na filha, que junto com as outras mulheres e crianças foram levadas dali para um lugar seguro por prudência, afinal, nos últimos dias a tensão e as ameaças de morte aumentaram. O pajé Santxiê fala para eu me acalmar, deitar na rede e relaxar, tirar um cochilinho e depois entrar na mata. A única outra pessoa branca presente naquele momento além de mim, cujo nome eu não me lembro, me aconselha: “Você devia ir ao médico”. Respondo: “Já vim”.&lt;br /&gt;O velho pajé volta com uns ramos de aroeira na mão e uma pelota de resina de uma árvore que só ele deve saber qual é. Prepara o chá, molha com ele a resina que vira uma gosma cor de âmbar que aplica sobre meus joelhos e me manda beber um pouco da infusão. “Fique perto da fogueira, que o calor ajuda. Amanhã você vai estar bonzinho, bonzinho”, garante Santxie.&lt;br /&gt;E era bom que eu estivesse bom mesmo, pois a essa altura eu já estava sendo contado entre os guerreiros e já tínhamos a informação de que no dia seguinte, segunda-feira, os tratores das empreiteiras Emplavi e Brasal voltariam com escolta da Polícia Militar para terminar o serviço de destruição da mata-santuário, onde empresários como Paulo Otávio e Daniel Dantas pretendem construir o bairro mais caro da história de Brasília.&lt;br /&gt;Das milhares de espécies medicinais que há naquela mata, mais as que o pajé cria no seu herbário, veio a ser a aroeira que me curaria. Me lembro que &lt;a href="http://jardimparaliberdade.wordpress.com/2011/08/03/ficaaroeira-carta-dos-presos-por-plantar-arvores/"&gt;a última vez que estive em Brasília acabei sendo preso pela Polícia do Senado justamente por plantar uma muda dessa árvore&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Na natureza funciona assim: você rega, dá água a uma planta quando ela é pequena, e as grandes te dão galhos para o fogo que te aquecerá à noite. Você cuida delas que elas cuidam de você.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9Hj6w6FTbVo/Tf2V4lgOyvI/AAAAAAAABl4/dN6mN5ZhU64/s1600/bandeirantes+entradas+bandeiras+domingos+jorge+velho4365.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://1.bp.blogspot.com/-9Hj6w6FTbVo/Tf2V4lgOyvI/AAAAAAAABl4/dN6mN5ZhU64/s320/bandeirantes+entradas+bandeiras+domingos+jorge+velho4365.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Domingos Jorge Velho, o "Anhanguera,&lt;br /&gt;&amp;nbsp;foi um dos grandes exterminadores de índios&lt;br /&gt;da&amp;nbsp;região&amp;nbsp;onde hoje fica Brasília&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;No mundo dos brancos não é assim: é só ingratidão. Penso na saga dos fulni-ôs, que habitavam o cerrado e a catinga. Foram um dos primeiros povos a ser massacrados e expulsos de sua terra. Ficaram anos e anos sem poder retornar à montanha sagrada à qual devem peregrinar todos os anos para a celebração do Ouricuri, em Pernambuco, onde vive a maioria dos fulni-ôs.&lt;br /&gt;Durante a Guerra do Paraguai, aquela vergonhosa guerra que o Brasil lutou pela Inglaterra, os fulni-ôs receberam uma promessa: se enviassem guerreiros para o front receberiam de volta a montanha sagrada. Muitos morreram sem nem mesmo saber os reais motivos da guerra. O Estado não cumpriu sua promessa e só devolveu a montanha do Ouricuri no início do século XX, mas não devolveu terra suficiente para assentar todas as famílias em seu modo de vida tradicional.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.ufpe.br/carlosestevao/img/fotoetno/thumb/album-indios-ii/fulni-o/fot194-87.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="211" src="http://www.ufpe.br/carlosestevao/img/fotoetno/thumb/album-indios-ii/fulni-o/fot194-87.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Durante a Guerra do Paraguai (1864-1870) índios&lt;br /&gt;Fulni-ô foram levados a &amp;nbsp;Campos de Concentração&lt;br /&gt;e seus melhores guerreiros obrigados a lutar pelo Brasil.&lt;br /&gt;No início do século XX puderam voltar a Pernambuco (foto)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Nos anos 50, mais uma vez, os tapuyas foram enganados. Por conhecerem bem o cerrado, seus perigos e poderes, muitos foram levados ao Planalto Central para trabalhar na construção da nova capital. O avô, o pai e tios de Santxie foram índios candangos, ainda mais explorados e desrespeitados que os demais operários que trabalharam erguendo a cidade faraônica. Como sua religião exige a imersão na mata e o isolamento (seus rituais não podem ser vistos por gente de outros povos), os fulni-ôs se retiravam dos canteiros de obras para uma área junto ao córrego do Bananal, importante para diversas tribos que antes da catastrófica passagem do bandeirante Anhanguera (um dos maiores genocidas de nossa história) pelo Planalto Central habitavam ou transitavam por aquela região.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/especiais/brasilia/imagens/engenharia1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="253" src="http://veja.abril.com.br/especiais/brasilia/imagens/engenharia1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Em 1957, indígenas voltaram ao Planalto&lt;br /&gt;para ajudar na construção de Brasília&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ali, por gerações, nasceram e foram enterrados&lt;b style="color: #990000;"&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;junto às árvores sagradas das quais mais de 150 mil serão derrubadas para a construção do “primeiro bairro ecológico de Brasília”. Os pajés fizeram dali também um local de cura e assistência para os seus “parentes” (todos os indígenas que passam por Brasília ao longo dos últimos mais de 50 anos. Santxie vem cuidando de todos os que precisam há muito tempo. Ali, no local que ficou conhecido como Santuário dos Pajés, viveram em paz, cultivando seus usos e costumes... Até o governo Arruda.&lt;br /&gt;(Parte 2)&lt;br /&gt;Acordo com os primeiros raios de sol e com o barulho de folhas caindo e das aves do Cerrado que também levantam cedo. Nem dá para lembrar que estou na capital da República. O território indígena é tão... preservado, natural, terráqueo.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SutjH4f9wOI/AAAAAAAADys/uSPB6_qTwKU/s400/7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://2.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SutjH4f9wOI/AAAAAAAADys/uSPB6_qTwKU/s320/7.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;No dia 16 de agosto de 2011, a polícia do Distrito&lt;br /&gt;Federal,&amp;nbsp;agindo como milícia privada de empreiteiras,&lt;br /&gt;escoltou uma operação ilegal de destruição&amp;nbsp;do&lt;br /&gt;cerrado que, mesmo assim, foi impedida pelos tapuya&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Ainda não se dissipou o frio da noite, mas Santxiê Tapuya, o pajé, já toma seu banho gelado ritual... de canequinha. Há tempos que tomaram o córrego do Bananal (que dá nome à terra em disputa) dos índios. As três nascentes que havia ali perto foram aterradas pelas empreiteiras que já constroem edifícios de luxo a menos de 500 metros da entrada do santuário fulni-ô. Não bastasse isso, a rede de água comprada do sistema dos índios também foi sabotada numa tentativa de minar a resistência da comunidade. Ainda assim eles resistem. Mesmo sendo os únicos guardiões da última região em que o chão não foi impermeabilizado, permitindo a alimentação dos lençóis freáticos que alimentam o Paranoá, que, por sua vez, abastece Brasília. O resultado é que a maior parte do herbário fitoterápico (que garantia remédio a muita gente e recebia visitas de alunos de escolas de Brasília) e a produção de mudas para reflorestamento tiveram de ter sua produção reduzida drasticamente pela falta de água.&lt;br /&gt;“Txorichacá, tá na hora!”, grita o xamã. Txorichacá é meu “nome tribal”, na verdade um apelido que Tainã, Mádjoa e Choá me colocaram por causa do meu cabelo comprido e bagunçado. Significa macambira (Bromelia laciniosa), uma espécie de bromélia suculenta típica da Caatinga, onde surgiram os fulni-ô. “É uma planta boa. Guarda a água, a vida, dentro dela. Ela salva o índio na seca, quando falta vida”, foi o que me explicou Choá para que eu visse o lado bom de ser apelidado de macambira. Tá valendo. Curti.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://brasil.indymedia.org/images/2009/04/444725.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://brasil.indymedia.org/images/2009/04/444725.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Antes da sabotagem à água da Terra Indígena&lt;br /&gt;Bananal e da onda de violência, o herbário fitoterápico&lt;br /&gt;e o viveiros de mudas para reflorestamento era visitado&lt;br /&gt;por escolas de Brasília. Em 2011, até as crianças da&lt;br /&gt;tribo&amp;nbsp;tiveram de ser levadas para local seguro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Vejo guerreiros pintando seus corpos, colocando seus adornos de penas, pegando seus arcos, bordunas e lanças. Pego também minha arma, a câmera de mão que eu uso para fazer vídeos para a internet (é importante hoje sempre filmar a cara e a placa dos carros de todo canalha). Ainda tenho nas costas os padrões tribais traçados com tinta de jenipapo (isso demora dias para sair), mas também faço questão de passar urucum no rosto.&lt;br /&gt;Desde que os conflitos com os grileiros que usam o governo do Distrito Federal começaram, já esfaquearam um índio que defendia o Cerrado e incendiaram a casa da família do irmão do pajé. Três anos depois, o incêndio criminoso (como comprovam os galões de gasolina) ainda não foi investigado pela Polícia, principalmente por que a suspeita recai sobre o alto comando da Terracap, empresa do governo do Distrito Federal que loteia e vende para as empreiteiras.&lt;br /&gt;Talvez o fundo da Caixa de Pandora esteja ali, na terra indígena Bananal (o Santuário dos Pajés) onde empresas como o grupo Opportunity (de Daniel Dantas) e a construtora de Paulo Octávio, ex-vice governador do DF, compram projeções pagando menos de R$ 600 mil. Projeções essas onde serão construídos apartamentos de um quarto custando mais de R$ 2 milhões.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://brasil.indymedia.org/images/2008/10/431642.gif" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://brasil.indymedia.org/images/2008/10/431642.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Charge mostra disponibilidade do Santuário&lt;br /&gt;dos Pajés em resistir e não trocar pelo dinheiro&lt;br /&gt;da Máfia que tomou conta do governo do DF&lt;br /&gt;na Gestão Arruda e permanece comandando a&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Terracap (empresa imobiliária do GDF) mesmo&lt;br /&gt;após a eleição do novo governador&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Corro para a entrada principal da terra indígena e só então me dou conta de que voltei a andar. A aroeira do pajé funcionou e vive em mim. A jurema vermelha (Mimosa ophthalmocentra) que ainda corre no meu sangue pode estar ajudando. Talvez tudo isso seja simplesmente a mata me cuidando e usando como parte, como célula de seu corpo, de seu sistema de defesa.&lt;br /&gt;No dia 16 de agosto as empreiteiras vieram com escolta da PM e começaram a derrubar o Cerrado para começar as obras e foram impedidos pelos índios e por colaboradores. A ação foi ilegal já que a demarcação da área indígena não foi concluída pela Funai e a Justiça Federal não deliberou definitivamente sobre o assunto.&lt;br /&gt;Então penso nos vizinhos do oeste, o chamado Acampamento Indígena Revolucionário, liderado por Korubo, um índio peruano que lidera uma aldeia multiétnica há cerca de três anos nos fundos de Bananal. O AIR reúne descendentes de indígenas que perderam suas terras e viviam nas ruas. Tirados das ruas, foram ocupar, em vez de terras da União ou terrenos desocupados, o solo sagrado dos fulni-ô. O AIR não se comporta como célula de um organismo. Talvez faça parte de uma outra luta justa (a luta por moradia e reparação de danos históricos a sobreviventes órfãos de sua cultura indígena em situação urbana sem-teto), mas não tem a ligação histórica e espiritual que os fulni-ôs do santuário, que ainda defendem seu modo de vida tradicional. Estariam eles sendo manipulados para aceitarem acordos financeiros ou outras terras? Em troca disso, os indígenas (a maioria xavantes e guajajaras) criam a falsa impressão de que a comunidade tradicional dos tapuya fulni-ô estivesse dividida. Ninguém sabe explicar de onde vêm os recursos do acampamento de Korubo, nem o álcool. Mas a impressão que eu tenho é que a instalação do “Acampamento Revolucionário” ali é só a continuação da velha tática de usar índios contra índios.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OV2txRj9mn4/TkK94XULOUI/AAAAAAAAAoU/dDMDk-G4Nec/s1600/Brasilia+1+junho+2010+009.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://1.bp.blogspot.com/-OV2txRj9mn4/TkK94XULOUI/AAAAAAAAAoU/dDMDk-G4Nec/s320/Brasilia+1+junho+2010+009.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;O Acampamento Indígena Revolucionário,&lt;br /&gt;multiétnico,&amp;nbsp;nasceu como um&amp;nbsp;movimento legítimo&lt;br /&gt;por moradia e reparação; depois foi convencido&lt;br /&gt;a se mudar para a terra dos Fulni-ô afim de&lt;br /&gt;tumultuar o processo de demarcação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A Polícia apareceu para fazer pressão. Máquinas como as do crime de 16 de agosto circulavam na entrada da terra indígena a semana inteira. Sempre se sentiam intimidados pela câmera e pelos guerreiros armados com armas artesanais.&lt;br /&gt;Durante uma semana foi assim. Policiais e máquinas. Helicópteros passando sem parar, dando rasantes na reserva, aterrorizando, sobretudo, os bichos (tucanos, emas, seriemas, etc.). “Dessa altura daria para acertar umas flechas”, escuto.&lt;br /&gt;No final da semana uma decisão judicial pôs fim ao assédio (pelo menos por enquanto). O relatório antropológico ficou pronto na semana seguinte, mas a Funai segue prevaricando e ainda não marcou a remarcação. Até lá, todo o lobby dos banqueiros e empreiteiras íntimas de gente poderosa dentro do governo do Distrito Federal tentará reverter as coisas, custe o que custar. O estado de guerra continua.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-size: x-large;"&gt;+ Videos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-size: large;"&gt;&lt;u&gt;- Audiência Publica no Senado&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/1pw5nQqATrs" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-size: large;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-size: large;"&gt;&lt;u&gt;- EXCLUSIVO: Recado dos guerreiros e do pajé&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/sqZyMFga0IY" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; color: #cc0000; font-size: large; font-weight: bold;"&gt;- Flagrante da invasão de 16 de Agosto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="300" src="http://player.vimeo.com/video/27789960?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-size: large; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-size: large; font-weight: bold;"&gt;- Herbário fitoterápico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="300" src="http://player.vimeo.com/video/8146825?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMERCIAL DA ARRUDA IMÒVEIS&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/6AtoRc96dOQ" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-867997125220078558?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/867997125220078558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/09/os-ultimos-tapuyas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/867997125220078558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/867997125220078558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/09/os-ultimos-tapuyas.html' title='Os últimos Tapuyas'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/OgfbnbK5hBs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-8934508733695842703</id><published>2011-07-15T20:09:00.004-03:00</published><updated>2011-12-26T17:41:43.451-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='código Florestal oab ditadura ruralista'/><title type='text'>Aldo Rebelo ainda me deve a entrevista que prometeu</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E a OAB-Ribeirão Bonito deve explicações à sociedade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font: normal normal normal 26px/normal Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Presidente da OAB de Ribeirão Bonito agride convidados durante palestra de Aldo Rebelo sobre o Código Florestal Brasileiro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/Il9_Cs4bTJg/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Il9_Cs4bTJg&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/Il9_Cs4bTJg&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;por &lt;b&gt;Leandro Cruz*&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ribeirão Bonito é um lugar bonito. Daquelas cidadezinhas agradáveis, com uma igrejinha bem graciosa. A localidade de pouco mais de 11 mil habitantes ainda não consta no Google Maps, mas fica no meio do estado de São Paulo, é, sobretudo, uma cidade cheirosa. O cheiro doce da cana de açúcar que domina o ar frio das noites de junho. Apesar da aparência, a cidade que compra de fora a maior parte de seu alimento não é pacata. Já existe por lá, por exemplo, a preocupação com a epidemia da droga 'oxi' que já começa a matar as pessoas da rua gelada e cheirosa.&lt;br /&gt;Ontem, Aldo Rebelo (PCdoB), relator do projeto da emenda 164, que reforma o Código Florestal Brasileiro estava na cidade para proferir palestra sobre o tema em um evento organizado pela OAB 216a subseção, presidida por José Affonso Monteiro Celestino ( &lt;a href="http://josecelestino.wordpress.com/"&gt;http://josecelestino.wordpress.com/&lt;/a&gt; ). Três integrantes do &lt;b&gt;Comitê em Defesa do Código Florestal – São Carlos&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(Eu, o estudante de Engenharia Ambiental da USP, Pedro Zannette; a estudante de Imagem e Som da Ufscar Natália) comparecemos para assistir à palestra. A presença de representantes do comitê já havia sido combinada anteriormente, como mostram os emails abaixo.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jOF3QV8fps0/Tgw5GpirD8I/AAAAAAAAAAQ/yN2N--JiKPs/s1600/aprovadaoab.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="311" src="http://3.bp.blogspot.com/-jOF3QV8fps0/Tgw5GpirD8I/AAAAAAAAAAQ/yN2N--JiKPs/s400/aprovadaoab.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nós três comparecemos pacificamente, sem tumulto nem mesmo manifestação. Queríamos ouvir ao vivo o lado da argumentação dos ruralistas. Somos contra as mudanças no código por todas as razões já elencadas em nossos panfletos, materiais didáticos e nesse blog. Simplesmente queríamos ouvir a palestra, e entregar aos demais espectadores um papel constando o endereço de nosso blog para que pudessem acessar e ver os argumentos do lado contrário às mudanças no Código caso se interessassem (veja abaixo o "panfleto" entregue pacificamente).&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sFOCz8BoY94/Tgw-hrOIroI/AAAAAAAAAAU/OsfCvCQqJJQ/s1600/divulgablog.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="235" src="http://2.bp.blogspot.com/-sFOCz8BoY94/Tgw-hrOIroI/AAAAAAAAAAU/OsfCvCQqJJQ/s400/divulgablog.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O cidadão Pedro deixou um desses papeis sobre a mesa do evento que acontecia no clube Primavera. No mesmo instante um homem grande que a princípio pensamos ser um "leão de chácara" do clube do local se aproxima agressivamente, agarra o estudante pelo pescoço e tenta tenta retirá-lo à força. A sequência de patética truculência continua com o suposto segurança empurrando convidados desarmados, tentando tomar a câmera de video dos membros do comitê à força. Não bastasse isso, o brutamontes de terno ainda agarraria a estudante Natalia, de 21 anos, à força, apertaria seu braço, arrancaria a garota à força do local da palestra e a empurraria violentamente, jogando-a para fora do local sem que a garota houvesse feito qualquer coisa contra as pessoas, a lei ou o evento.&lt;br /&gt;Após ameaças e agressões contra nós, os a organização do evento chamou a Polícia para deter os três membros do comitê, a quem qualificaram como “manifestantes” e “baderneiros”. Três viaturas com policiais fortemente armados logo apareceram. Terminaríamos a noite na delegacia. Mas não seria na condição de acusados, poi nada fazíamos de errado ou inconstitucional. Iríamos para a delegacia como reclamantes, e registramos boletim de ocorrência contra o brutamontes cuja identidade secreta na verdade era: &amp;nbsp;José Affonso Monteiro Celestino, o presidente da OAB local, ligado aos produtores de cana-de-açúcar paulistas.&lt;br /&gt;Além disso, o presidente da OAB de Ribeirão Bonito, que arrancou os estudantes e o professor à força do local, não permitiu que os mesmos retirassem seus pertences que haviam deixado dentro do salão, o que inclui o material didático que o Comitê, formado por pessoas de diversos setores da sociedade civil organizada, usa nas suas atividades em escolas de São Carlos.&lt;br /&gt;O que eles têm a esconder? Por que não nos deixam ouvir? Por que a imprensa “convencional” não estava presente para cobrir esse encontro do topo da cadeia do açúcar e álcool com o relator da reforma do Código Florestal? Por que nós, que temos uma opinião diferente da deles, não podemos sequer ouvi-los para tentar entender o ponto de vista deles? Por que não podemos convidar as pessoas a ouvirem também o nosso ponto de vista? O que não querem que nós saibamos? E por que não nos deixam falar? O que eles têm a esconder?&lt;br /&gt;Nós não temos nada a esconder, nada do que nos envergonhar. Somos só pessoas, brasileiros que se preocupam com essa questão tão importante para todos nós, cidadãos; todos nós do Brasil, iguais perante a lei. Porque não podemos conversar?&lt;br /&gt;O fato é que não estamos sozinhos. Não somos três perdidos em um clube. Não somos uma centena em São Carlos. Somos milhões de cidadãos de uma Democracia. Cidadão brasileiros que querem participar democraticamente dos debates e decisões de questões importantes como o futuro do Planeta e do País que queremos; da Terra e do Brasil que deixaremos para todos aqueles que vierem depois de nós, nos próximos anos e séculos.&lt;br /&gt;Por isso somos estudantes, professores, advogados, nerds, músicos, malabares, ONGs, militantes políticos, desempregados, professores, secundaristas, castanheiros, gente que trabalha para o Estado, para empresas, para a comunidade. Gente de diversas idades, raças, lugares, talento. Mas que está junto por que compartilha do sentimento de que o que estão para fazer com a Natureza é um crime escandaloso, e de que devíamos ver cumpridos nossos direitos constitucionais de liberdade de pensamento e expressão.&lt;br /&gt;Por isso continuaremos pacíficos e não-violentos, usando só a Força da Verdade. Continuaremos escrevendo e indo a escolas e conversando no boca-a-boca. Falando a nossa opinião. Não revidaremos a violência. Mas toda essa gente (estudantes, trabalhadores, desempregados, professores etc.) vai mostrar e dizer a verdade sobre como aqueles que querem impor o novo Código Florestal em Brasília é que são violentos.&lt;br /&gt;Vamos sim mostrar o outro lado das coisas em nossos blogs, mesas de bar, praças, escolas, de baixo de nossas árvores. Por isso eu peço a todos que ajudem a divulgar esse vídeo, para todos os setores da sociedade saibam que existe um outro lado, sim. Mas que querem calar. Por que?&lt;br /&gt;Nesse blog, as pessoas continuarão publicando o lado que os grandões não mostram. É uma luta de saci contra Golias. Ajudem a divulgar. Não se calem. Informem-se sobre o Código Florestal, forme opinião. Divulgue nas redes, usem a tag #codigoflorestal para debater nacionalmente. Continue acompanhando o blog e façam blogs. É muito importante. É um apelo de um compatriota. Nesse momento, peço que assistam e divulguem esse vídeo e tirem suas conclusões. O Brasil tem direito à Verdade. E nós temos também muitos Direitos inclusive garantidos por nossa Constituição.&lt;br /&gt;Aldo Rebelo prometeu uma entrevista para nós. Certamente ele há de cumprir a promessa que não pode ser feita na noite de ontem devido às agressões que sofremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;b&gt;LEANDRO CRUZ&lt;/b&gt;, 28, é professor de História e historiador formado pela Unesp-Franca. Abandonou os cursos de Jornalismo (Unesp-Bauru) no último ano e de publicidade no primeiro (e não se arrepende nenhum pouco). Fazia fanzines quando moleque e web sites quando a internet ainda engatinhava. Foi repórter, editor de Opinião, editor do Noticiário Internacional, editorialista e colunista do Jornal Comércio da Franca (&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.gcn.net.br/home/index.php"&gt;http://www.gcn.net.br/home/index.php&lt;/a&gt;&amp;nbsp;) entre 2005 e 2007. Fez trabalhos como comentarista político na Rádio Difusora de Franca no período em que trabalhava no JCN. Trabalhou produzindo conteúdo freelancer para o site Campo News (portal Tem Mais&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.temmais.com/"&gt;http://www.temmais.com/&lt;/a&gt;&amp;nbsp;)&amp;nbsp;Escreve semanalmente no Jornal do Povo (Cachoeira do Sul-RS &lt;a href="http://www.jornaldopovo.com.br/"&gt;www.jornaldopovo.com.br&lt;/a&gt; ) a coluna Viagem no Tempo, desde 2008. Mantém o blog Viagem no Tempo &amp;nbsp;( &lt;a href="http://www.viagemnotempo.com.br/"&gt;www.viagemnotempo.com.br&lt;/a&gt; ) desde 2009. Em 2003 idealizou o primeiro comitê ciberativista contra a Guerra do Iraque, quando militante do movimento est Unesp-Franca usando as “armas” da época (ICQ, Email, MIRC). É militante pelo direito à informação e membro do&amp;nbsp;&lt;b&gt;Comitê em Defesa do Código Florestal – São Carlos (&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://saocarlosemdefesadocodigoflorestal.blogspot.com/"&gt;http://saocarlosemdefesadocodigoflorestal.blogspot.com/&lt;/a&gt;&amp;nbsp;)e colaborador do portal colaborativo Teia Livre (&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.teialivre.com.br/"&gt;www.teialivre.com.br&lt;/a&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais sobre a postura da OAB Nacional sobre o Tema:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=21862"&gt;http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=21862&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-8934508733695842703?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/8934508733695842703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/07/aldo-rebelo-ainda-me-deve-entrevista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/8934508733695842703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/8934508733695842703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/07/aldo-rebelo-ainda-me-deve-entrevista.html' title='Aldo Rebelo ainda me deve a entrevista que prometeu'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jOF3QV8fps0/Tgw5GpirD8I/AAAAAAAAAAQ/yN2N--JiKPs/s72-c/aprovadaoab.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-4242513633253801103</id><published>2011-07-15T19:38:00.004-03:00</published><updated>2011-12-26T17:42:29.159-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='petróleo guerra'/><title type='text'>As aventuras de Bush Kid, o caubói do petróleo (2 e 3)</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.jornaldopovo.com.br/site/imagens/editor/images/vt(2).jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://www.jornaldopovo.com.br/site/imagens/editor/images/vt(2).jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 21px;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O investidor do ramo do petróleo Dick Cheney&lt;br /&gt;(direita),&amp;nbsp;que governou os Estados Unidos nos&lt;br /&gt;primeiros anos&amp;nbsp;da década, exibe troféu de caça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/06/as-aventuras-de-bush-kid-o-cauboi-do.html" target="_blank"&gt;(Clique aqui para ler a Parte 1 da série)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Parte 2&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;George Walker Bush nunca foi o homem no comando. A junta petroleira que governa os EUA tem na pessoa de Dick Cheney, o vice, o seu verdadeiro mentor. Cheney, chefe-executivo da gigante do petróleo Halliburton e também o homem forte dos negócios de extração de gás natural no Mar Cáspio da Unocal (Union Oil Company of California), achou uma ótima ideia formar chapa à presidência com o herdeiro alcoólatra de Bush Pai, sócio de longa data, investidor do ramo do petróleo, funcionário da família real saudita nas administrações de seus negócios na América. Os Bush também têm seus negócios com uma outra família bilionária saudita: os Bin Laden. Uma das empresas das quais a família é sócia é a bélica Grupo Carlyle, que fabrica armamentos de guerra e fornece para as Forças Armadas dos EUA.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://planetanarchy.net/afghanoil.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://planetanarchy.net/afghanoil.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mapa mostra como só existem dois caminhos possíveis&lt;br /&gt;para&amp;nbsp;levar o gás Natural do Mar Cáspio ao Oceano&lt;br /&gt;índico.&amp;nbsp;Um deles é pelo Irã, o outro pelo Afeganistão&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dick "Unocal" Cheney sonhava havia muito tempo com a construção de um gasoduto que ligasse o "seu" Mar Cáspio ao Oceano Índico. Como o caminho mais curto passa pelo fortemente armado Irã, a gangue que fraudou as eleições americanas de 2000 entendeu que passar pelo árido Afeganistão seria mais fácil. Acontece que os Talibãs, grupo fundamentalista islâmico que governava o país e havia sido aliado dos americanos contra os soviéticos nos anos 80, não estavam dispostos a colaborar tão facilmente com as corporações energéticas donas do governo dos EUA. Melhor pro Grupo Carlyle. Mas faltava um pretexto para gerar aceitação pública para uma guerra por interesses privados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tão logo Cheney, na pessoa de Bush, assumiu o poder, planos de invasão ao Afeganistão começaram a ser traçados. Mas faltava o motivo, que viria em setembro de 2001. De acordo com Gore Vidal (em seu livro "Sonhando a guerra" – Ed. Nova Fronteira), com Nafeez M. Ahmed (em "War on freedom: how and why America was attacked" – não lançado em português) e ainda com o jornal The Guardian, "Osama Bin Laden e o Talibã receberam ameaças de possíveis ataques contra eles dois meses antes das investidas terroristas contra Nova Iorque e Washington (…), o que levanta a possibilidade de que Bin Laden estivesse lançando um ataque preventivo em resposta ao que via como ameaças americanas” (The Guardian, 22 de setembro de 2001). A fonte do Guardian foi o diplomata paquistanês Niaz Naik.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Osama, que havia trabalhado para Washington durante a Guerra Fria, era também irmão do finado Salem Bin Laden, que por acaso foi sócio de George W. Bush no seu primeiro negócio no ramo do petróleo no Texas: a Arbusto Energy. Arbusto! Sim, ele traduziu seu nome pro castelhano (Shame on you!). De acordo com o Guardian e os outros analistas citados, Bin Laden, que além de milionário é também um fundamentalista islâmico, já tinha os atentados com aviões comerciais preparados para quando achasse mais oportuno ou "necessário". As ameaças americanas o teriam levado a ordenar o ataque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 6 de agosto de 2001, a força tarefa formada pela CIA e o FBI entregou à Casa Branca um relatório sobre as intenções de Bin Laden de atacar os Estados Unidos em seu próprio território. No entanto, o governo Bush/Cheney não alertou o país nem aumentou o nível de segurança nos aviões e aeroportos. Quando os aviões foram sequestrados no fatídico 11/9, em vez de os caças da Força Aérea decolarem imediatamente para interceptá-los ou afastá-los de zonas habitadas, foi dada ordem para que não o fizessem. Os caças só alçaram voo após 3 mil pessoas morrerem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pronto, o governo dos lobbies energéticos tinha seu motivo convincente para invadir o Afeganistão. Derrubado o Talibã, quem seria providencialmente colocado como presidente do Afeganistão? Hamid Karzai, funcionário da Unocal. Tão logo ele assumiu, o gasoduto de Cheney começou a ser construído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bush, que até então tinha problemas de legitimidade (por conta da conturbada eleição no tapetão da Suprema Corte) e não conseguia aprovar nada no Congresso até então, saiu fortalecido. O Grupo Carlyle vendeu tantos blindados quanto pode ao Pentágono, enriquecendo ainda mais os Bush e os Bin Laden.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Parte 3&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Após a invasão em 2001, não chegou a ser difícil derrubar os Talibãs. Na guerra movida pelas megacorporações de gás e petróleo, tendo o governo dos Estados Unidos como avatar, apenas 17 mil homens bastaram para a tomada do governo oficial afegão pelas forças invasoras e aliados locais.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.veteranstoday.com/wp-content/uploads/2010/12/Iraq-war-civilian-casualties.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://www.veteranstoday.com/wp-content/uploads/2010/12/Iraq-war-civilian-casualties.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao lado de soldado americano que invadiu sua casa e matou&lt;br /&gt;seu&amp;nbsp;pai,&amp;nbsp;criança iraquiana chora em 2004&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Contudo, mesmo que o complexo de túneis das cavernas de Tora Bora tenha sido mapeado e redesenhado pela CIA (durante a ocupação soviética nos anos 80), Osama Bin Muhammad Bin Laden (suposto mentor do 11 de setembro) escapou. Os Talibãs caíram, Osama sumiu. O importante para a Unocal (de Dick Cheney) é que o gasoduto seria construído. Mas a coalizão das gigantes do petróleo queria mais, e tinha algo em mente.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;As ligações comerciais entre os membros do chamado “governo Bush” eram antigas. A Halliburton de Cheney chegou a ter um petroleiro chamado Condoleeza Rice (em homenagem à “Secretária Arroz”).&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mas apesar de a Unocal, a Halliburton, a Chevron Texaco e suas outras irmãs serem tão íntimas da Arábia Saudita (de sua família real e de sua titânica reserva de petróleo de 261,8 bilhões de barris de petróleo), havia ainda o interesse pela segunda maior reserva de ouro negro do Oriente Médio, os 112,5 bilhões de barris sob o solo do Iraque. Para desgosto dos Bush e dos amigos da família, não havia uma boa desculpa ante o público americano para invadir a Mesopotâmia.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O ex-conselheiro antiterrorismo do governo, Richard Clarke, revoltado com os equívocos de seu chefe, foi à TV e revelou que a Casa Branca estava obcecada por Saddam Hussein e queria que a equipe de Clarke escrevesse um relatório ligando Saddam ao 11 de setembro, mesmo que não houvesse qualquer evidência para isso nem fizesse sentido algum do ponto de vista histórico.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Clarke revelou no programa 60 Minutes ( TV CBS) que o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, o pressionava para manipular os fatos. Clarke reafirmaria e detalharia tudo em seu livro "Contra todos os inimigos".&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O ditador iraquiano não tinha tecnologia nem intenção para construir armas nucleares ou químicas para atacar os EUA. Mas, passando por cima dos relatórios da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, ligada à ONU) e de seu então presidente, o egípcio Mohamed El Baradei (Nobel da Paz em 2005), o governo dos EUA invadiu o Iraque em 2003.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.jornaldopovo.com.br/site/imagens/editor/images/VT.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://www.jornaldopovo.com.br/site/imagens/editor/images/VT.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Rauch &amp;amp; Lang Eletric de 1915, carro elétrico construído entre&lt;br /&gt;1905 e 1928. Pouquíssimas&amp;nbsp;&amp;nbsp;unidades foram produzidas, &lt;br /&gt;principalmente após 1915.&amp;nbsp;Existem muitas coisas na história que &lt;br /&gt;não querem que as pessoas saibam.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Após a morte de 30.163 civis (dado do dia 5 de novembro de 2005, às 11h20min, durante visita de Bush ao Brasil. Informações mais atualizadas em www.iraqbodycount.net), não há como negar que todo aquele teatro era uma mentira.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Saddam era de fato um tirano local, promovia assassinatos de inimigos políticos em massa (como a minoria curda e os xiitas). Essa passou a ser a justificativa para a invasão, mesmo depois de desmascarada a invenção da história das armas químicas. Mas se a motivação da beligerância fosse mesmo a tirania, Washington agiria para brecar o genocídio no Sudão. Ou interviria no Nepal para derrubar o fratricida rei Gyanendra (que na verdade é também aliado da Casa Branca).&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Nas eleições de 2004 a grande contradição: de um lado George W. Bush, o cara que quando jovem usou das influências políticas de seu pai (que trabalhava na CIA) para se safar do serviço militar, mas como presidente convocou duas guerras em seu primeiro mandato. Do lado Democrata, indicam John Kerry, um veterano de guerra do Vietnã que falava contra o militarismo de Bush.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Para vencer a sua segunda corrida presidencial, Bush não precisou das artimanhas de 2000, bastou usar seu garoto propaganda: Osama Bin Laden.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Nunca o medo foi tão intensamente usado numa campanha política. As imagens das torres gêmeas sendo destruídas voltaram a se repetir e repetir na TV. Isso bastou para convencer o povo de que o militarismo de Bush (e a turma do petróleo) era mesmo a melhor opção.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O petróleo jorra e a liga das megacorporações energéticas sorri. Bombas explodem e os acionistas do Carlyle Group contabilizam os lucros.&lt;/div&gt;&lt;div style="letter-spacing: -0.005em; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 1em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;As vítimas desse golpe de empresas contra governos e contra a verdade (manipulação da opinião pública) não são só os iraquianos e afegãos que tiveram sua terra invadida. O sofrimento também não ficou só com as famílias de jovens convocados para morrer e enlouquecer nesse teatro de guerra. Bush decidiu em 2001 não ratificar o protocolo internacional de Kyoto, que acordava a redução internacional das emissões de CO2 e outros gases causadores do efeito estufa. A substituição da matriz energética para outras formas mais limpas e menos impactantes (ecologicamente e em questões relativas à paz) é, sim, possível. Estão mentindo para todo o mundo por interesses de grupos verdadeiramente pequenos de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;SAIBA MAIS:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;Sonhando a Guerra - Gore Vidal (Nova Fronteira)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;Contra Todos os Inimigos – Richard Clarke (Francis)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;11 de setembro – Noam Chomsky&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;A Era do Terror – S. Talbott e N. Chanda (Campus)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;Stupid White Men – Michael Moore (Francis)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;Gaia (trilogia) – James Lovelock&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2011/02/Lula_Bush_Bio_2007.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="http://sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2011/02/Lula_Bush_Bio_2007.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Bush acompanha Lula em visita a planta da Petrobras durante sua visita ao Brasil em 2005. Os textos publicados aqui e no Jornal do Povo em três partes com o título "As aventuras de Bush Kid" eram, na verdade, um especial sobre o histórico da Familia Bush e suas ligações com as megacorporações do petróleo que seria publicado no jornal Comércio da Franca em novembro de 2005, durante a visita do então presidente americano ao país. Por razões que até hoje desconheço, o texto foi proibido de ser publicado naquela ocasião pelo jornal paulista&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-4242513633253801103?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/4242513633253801103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/07/as-aventuras-de-bush-kid-o-cauboi-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/4242513633253801103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/4242513633253801103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/07/as-aventuras-de-bush-kid-o-cauboi-do.html' title='As aventuras de Bush Kid, o caubói do petróleo (2 e 3)'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-5622615143463794122</id><published>2011-06-25T14:39:00.003-03:00</published><updated>2011-12-26T17:42:51.224-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='petróleo guerra cheney'/><title type='text'>As aventuras de Bush Kid, o caubói do petróleo (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-o_1pgssuEFI/TgYbOb8T5OI/AAAAAAAAANA/AdgPbEjt5sA/s1600/bush_cowboy.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-o_1pgssuEFI/TgYbOb8T5OI/AAAAAAAAANA/AdgPbEjt5sA/s320/bush_cowboy.gif" width="191" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Brasil, 5 de novembro de 2005. O então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush visita o país e o presidente Lula. Protestos não televisionados acontecem isoladamente. Na redação de um relevante jornal paulista, o editor-assistente do caderno B, depois de um exaustivo trabalho de pesquisa sobre a política da junta Cheney-Bush, recebe a notícia: “É pra cortar! Arruma outra coisa para pôr na página 7”. Sem mais explicações, todos os textos cortados. A pesquisa tinha sido séria e embasada. Ninguém criticou o texto ou apontou falhas. Simplesmente não era conveniente. Foi a primeira vez que chorei numa redação. Essa semana, encontrei uma cópia impressa em papel sulfite dos artigos que não saíram no dia 6 de novembro de 2005 e lembrei de uma passagem bíblica: “Não há nada de oculto que não venha a ser revelado” (Lc 12,2). Reproduzo na íntegra, sem alterar sequer os tempos verbais, por isso faço questão de lembrar que o texto é de 2005 e algumas coisas mudaram desde então... como o presidente mexicano, por exemplo. É uma história que precisa ser recordada para entendermos o século XXI.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(finalmente publicado em 25/06/2011, no Jornal do Povo - Cachoeirado Sul,RS - e neste blog)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;_________________________________________________________________________&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o presidente do México, Vicente Fox, visitou o dos EUA, George Walker Bush, pela última vez, foi-lhe apresentada pelo anfitrião uma alta executiva da Chevron-Texaco, Condoleezza Rice que oportunamente ocupa o cargo de secretária de Estado dos EUA. Bush, arriscando-se de maneira patética na língua espanhola, apresentou-a como “La secretaria Arroz”. O presidente acabara de traduzir o nome Rice ao pé da letra. Qualquer criança ou adolescente com um mínimo de instrução sabe que nomes não são traduzidos. Ou por acaso chamamos Bush de “Jorge Andarilho Arbusto”. E o presidente Lula deveria ser chamado de President Squid pelos americanos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mexicano deve ter achado graça e pensado: como pode alguém assim liderar uma superpotência? Ele pode não ter se chocado se, anteriormente, alguém tiver advertido que o Q.I. (Quociente de Inteligência) do presidente estadunidense é de 102 (para se ter uma ideia, Roger, vocalista da banda Ultrage a Rigor, tem índice 172 e a Madonna passa dos 140). O homem que tem o controle do botão vermelho é Bush. Mas como isso pode acontecer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DE PRESENTE, A PRESIDÊNCIA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lUqobIiPql4/TgYb2ZtrwJI/AAAAAAAAANE/BCKzNZm-et4/s1600/gorebush.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-lUqobIiPql4/TgYb2ZtrwJI/AAAAAAAAANE/BCKzNZm-et4/s400/gorebush.jpg" width="302" /&gt;&lt;/a&gt;As eleições para presidente nos EUA acontecem por Colégio Eleitoral, isso é: se um candidato vence em um estado, todos os membros do tal “colégio” são indicados pelo vencedor. Os membros indicados dos colégios é que apontam de fato para onde irão os pontos das eleições daquele estado. Obviamente, eles são indicados para votarem em quem os indicou. A Califórnia, por exemplo, tem 55 membros de colégio eleitoral; Nova Iorque tem 33 e Vermont, apenas três. Quem vence nas urnas da Califórnia, portanto, ainda que por diferença pequena, terá os 55 votos do colégio daquele estado. Assim, se torna possível que alguém que perca no número total de votos populares seja eleito presidente, por ter conquistado as regiões mais estratégicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pleito americano do ano 2000 foi particularmente complicado, pois muita gente estava brava com o Partido Democrata, uma vez que o presidente Clinton havia mentido para a nação, não sobre armas de destruição em massa, mas sobre seu envolvimento com uma estagiária e sobre charutos (charutos cubanos!!!).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, Al Gore, que era vice de Clinton, teve tanta dificuldade para vencer o tonto George W. Bush, filho de um ex-presidente não muito querido, George H. W. Bush (1989-1993). Com o país político-moralmente dividido por um charuto, os 25 pontos da Flórida fariam TODA a diferença. Gore estava tranquilo, pois sabia que a maioria do povo daquele estado o apoiava. Mas o grupo por trás de Bush II tinha algumas cartas na manga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O republicano Jeb Bush, governador da Flórida e irmão de George, sabia que a população negra estava com os democratas e, por isso, impediu mais de 16 mil afrodescendentes de votar, baixando uma lei que determinava que qualquer pessoa com passagem pela polícia perdesse o direito de votar. Na “caça às bruxas” nem todos os com “passagem” fora pegos na peneira, de maneira surpreendente, os negros (mesmo que sua infração fosse bobagem a ver com multa de trânsito). Cédulas confusas em condados de maioria democrata. Nomeação do chefe de campanha de Bush para fiscal de apuração. Extravio de urnas. Tudo isso fez Bush ganhar na Flórida por menos de 2 mil votos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A polêmica chegou à Suprema Corte, que por 5 a 4 declarou o pleito legal. A família Bush e outros magnatas do petróleo podiam arrumar a mudança para a Casa Branca, apesar de menos pessoas terem votado neles. Era só o primeiro de uma série de golpes das megacorporações de petróleo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;(Continua) &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2cqphLxEhnk/TgYc5kBOatI/AAAAAAAAANI/LKf_fXgr4sE/s1600/bush-no-brasil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="201" src="http://4.bp.blogspot.com/-2cqphLxEhnk/TgYc5kBOatI/AAAAAAAAANI/LKf_fXgr4sE/s640/bush-no-brasil.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Imagens de protestos anti-Bush no Brasil durante sua visita em 2005&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/07/as-aventuras-de-bush-kid-o-cauboi-do.html" target="_blank"&gt;Clique aqui para ler as partes 2 e 3&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-5622615143463794122?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/5622615143463794122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/06/as-aventuras-de-bush-kid-o-cauboi-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/5622615143463794122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/5622615143463794122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/06/as-aventuras-de-bush-kid-o-cauboi-do.html' title='As aventuras de Bush Kid, o caubói do petróleo (Parte 1)'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-o_1pgssuEFI/TgYbOb8T5OI/AAAAAAAAANA/AdgPbEjt5sA/s72-c/bush_cowboy.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-4362041447390377627</id><published>2011-06-17T01:57:00.002-03:00</published><updated>2011-06-17T03:22:10.309-03:00</updated><title type='text'>Homenagem a um velho amigo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PpHOn1CX9Hg/TfryTpUD1JI/AAAAAAAAAMs/PQ3macbZqNI/s1600/macacoeeu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="476" src="http://2.bp.blogspot.com/-PpHOn1CX9Hg/TfryTpUD1JI/AAAAAAAAAMs/PQ3macbZqNI/s640/macacoeeu.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PgbU0IF0X3k/TfrYk9p63DI/AAAAAAAAAMg/fQHm0-Im6_s/s1600/JPcomp.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PgbU0IF0X3k/TfrYk9p63DI/AAAAAAAAAMg/fQHm0-Im6_s/s1600/JPcomp.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/1RgJS-HraGQ/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1RgJS-HraGQ&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/1RgJS-HraGQ&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O ARTESÃO DO ARMAMENTO*&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Não sou eu quem determina o destino do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Não sou eu quem começa as guerras.&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Apenas sigo o meu caminho. Faço o meu trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Nada faço de errado.&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Mas não sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;E essa é a questão,&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;que sempre me atormenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Não quem determina,&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;e no entanto nada faço de mal.&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Faço girar parafusos pequeninos com os meus dedos,&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;fabricando componentes de armas&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;que nos ameaçam a todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;E ainda assim não sou eu quem determina&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;o destino que aparece diante de nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Eu poderia criar outro destino,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;tornando o mundo seguro para todos aqueles&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;que anseiam viver a sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;E então eu saberia&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;a razão sagrada,&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;o significado brilhante&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;da nossa existência.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Ninguém então poderia destruir-nos&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;com as suas acções&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;ou iludir-nos&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;com as suas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;O mundo que eu ajudo a fazer&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;não é um mundo bom.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;No entanto eu não sou mau.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;E não fui eu que o inventei.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Mas será isso suficiente?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;* Poesia escrita pelo jovem teatrólogo subversivo polonês Karol Wojtywa, durante a ocupação de seu país pelos nazistas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VrX28YAZ4FE/TfrcXm6ROvI/AAAAAAAAAMo/zs8xA39t3C0/s1600/jp2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-VrX28YAZ4FE/TfrcXm6ROvI/AAAAAAAAAMo/zs8xA39t3C0/s640/jp2.jpg" width="536" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RIOwdsJFcf0/Tfrbdo0YPMI/AAAAAAAAAMk/grURHzMtL3k/s1600/JPcomp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-RIOwdsJFcf0/Tfrbdo0YPMI/AAAAAAAAAMk/grURHzMtL3k/s640/JPcomp.jpg" width="564" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-4362041447390377627?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/4362041447390377627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/06/homenagem-um-velho-amigo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/4362041447390377627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/4362041447390377627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/06/homenagem-um-velho-amigo.html' title='Homenagem a um velho amigo'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PpHOn1CX9Hg/TfryTpUD1JI/AAAAAAAAAMs/PQ3macbZqNI/s72-c/macacoeeu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-4525856761185371255</id><published>2011-06-11T00:41:00.000-03:00</published><updated>2011-06-11T00:41:05.855-03:00</updated><title type='text'>Twitaço e debate sobre #CodigoFlorestal no dia 13 de Junho</title><content type='html'>Programa especial para a internet será exibido ao vivo a parti das 20 horas.&lt;br /&gt;&lt;object bgcolor="#000000" data="http://www.justin.tv/widgets/live_embed_player.swf?channel=acontesendo" height="450" id="live_embed_player_flash" style="border: #444 1px solid;" type="application/x-shockwave-flash" width="600"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="allowNetworking" value="all" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.justin.tv/widgets/live_embed_player.swf" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="channel=acontesendo&amp;auto_play=false&amp;start_volume=25" /&gt;&lt;/object&gt;[&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Apesar dos protestos da comunidade científica, de movimentos sociais, povos indígenas, religiosos, ambientalistas e de diversos coletivos e indivíduos da sociedade civil em todo o País, a Câmara aprovou a emenda substitutiva global 164 ao Código Florestal Brasileiro. O pacote de alterações, que será agora votado pelo Senado e depois segue para sanção ou veto da Presidência da República, reduz drasticamente as reservas legais de todos os biomas brasileiros, além de anistiar desmatadores ilegais que já cometeram graves crimes ambientais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A real dimensão das consequências negativas sociais e ambientais da proposta de mudança do Código são omitidas pela grande mídia, sobretudo a televisiva, devido à notória coincidência promíscua entre aqueles que são os donos dos grandes latifúndios de terra e aqueles que são os donos dos latifúndios de concessão de ondas de rádio e TV. Universidades públicas encontram-se incapacitadas de promover o debate de maneira ampla e nacional devido a suas questões políticas internas, por sua falta de autonomia prática. A Unesp (Universidade Estadual Paulista), por exemplo, não promove o debate nem se opõe institucionalmente devido ao seu alto grau de comprometimento com a gigante das commodities transgênicas Monsanto, uma das principais corporações interessadas na destruição das florestas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assim, a questão do Código Florestal deixa explícito o quão distante as pessoas são mantidas das discussões e decisões importantes do país quando não é de interesse do grande Capital que as pessoas saibam da verdade sobre determinados assuntos graves. Para fazer o contraponto que mídia oficial e academia não podem fazer por estarem amarradas, estudantes de diversos cursos de três universidades públicas (USP, Unesp e Ufscar)se unem a coletivos de cultura e informação para a realização de um debate interativo sobre o tema numa experiência audiovisual totalmente independente, gratuita e em conteúdo livre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O debate será transmitido por streaming graças a alunos de Comunicação Social e Sistemas de Informação da Unesp-Bauru contará com a presença de Pedro Henrique de Oliveira Zanette, aluno do curso de Eng Ambiental da USP, Colaborador da SAPA(Secretaria Academica Pró Ambiental), do MACACO(Movimento Artistico e Cultural do CAASO) e integrante do Comitê em Defesa do Código Florestal de São Carlos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A aluna do curso de biologia da Universidade Federal de São Carlos, &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Daniela Bortoluzo de Lorenzo, ativista do NAPRA (Núcleo de Apoio às Populações Ribeirinhas da Amazônia) e do mesmo Comitê em Defesa do Código Florestal ajuda a esclarecer as dúvidas sobre a mobilização civil contra as mudanças da legislação que ameaçam as maiores riquezas do Brasil como as águas e a vida em toda sua diversidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Roney Rodrigues, autor da matéria “Os Contrastes da Cana”, da revista Caros Amigos do mês de março último ajuda a esclarecer a diferença entre produção de alimentos e produção de commodities. Na transmissão independente será lançado ainda um canal de vídeos sobre cultura independente e contra-hegemônica idealizado por alunos da Unesp.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Terei a honra de mediar o encontro que deve brincar com a ideia de “programa de TV caseiro”, marcando uma nova etapa da mídia independente contra hegemônica que agora além de texto, produz conteúdo audiovisual ao vivo e totalmente livre. Isso é qualquer blog ou portal ou emissora interessados em transmitir o programa está previamente autorizado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Entidades estudantis e de ativismo pela liberdade da informação convocam para um twitaço da tag #CodigoFlorestal a partir das 19 horas da segunda-feira, para levantar o assunto novamente, compartilhando informações que não têm sido levadas à população em geral e incentivando o envolvimento e engajamento de todos no acompanhamento dessa questão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Creio ser importante, aliás é fundamental historicamente, que nessa luta de “saci contra Golias”, ataquemos o monopólio da informação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;b&gt;*Leandro Cruz &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;é professor de História e historiador formado pela Unesp-Franca. Abandonou os cursos de Jornalismo (Unesp-Bauru) no último ano e de publicidade no primeiro (e não se arrepende nenhum pouco). Na adolescência começou a escrever em fanzines e web sites quando a internet ainda engatinhava. Foi repórter, editor de Opinião, editor do Noticiário Internacional, editorialista e colunista do Jornal Comércio da Franca (SP) entre 2005 e 2007. Escreve semanalmente no Jornal do Povo (Cachoeira do Sul-RS) a coluna Viagem no Tempo desde 2008. Mantém o blog Viagem no Tempo desde 2009. Em 2003 idealizou o primeiro comitê ciberativista contra a Guerra do Iraque, quando militante do movimento estudantil na Unesp-Franca usando as “armas” da época (ICQ, Email, MIRC). É ativista ambiental e por liberdade de informação militando dentro e fora da Internet.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-4525856761185371255?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/4525856761185371255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/06/twitaco-e-debate-sobre-codigoflorestal.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/4525856761185371255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/4525856761185371255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/06/twitaco-e-debate-sobre-codigoflorestal.html' title='Twitaço e debate sobre #CodigoFlorestal no dia 13 de Junho'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-5129159191741939389</id><published>2011-05-28T10:11:00.014-03:00</published><updated>2011-12-26T17:43:38.859-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='código florestal josé cláudio pará'/><title type='text'>Se não agora, quando? Se não nós, Quem?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13; font-size: large;"&gt;"A responsabilidade histórica não recairá só sobre os psicopatas gananciosos. Tampouco culpem os ignorantes. O sangue estará nas mãos dos que se acovardaram"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://afinsophia.files.wordpress.com/2011/05/cidades.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://afinsophia.files.wordpress.com/2011/05/cidades.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Funeral de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=i60vlrrRpfA&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;José Cláudio Ribeiro da Silva&lt;/a&gt;. Líder extrativista na Amazônia;&lt;br /&gt;assassinado no dia da aprovação do Código Florestal pelo Congresso&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;(Dedico a todo mundo que está construindo a bonita história do Brasil do século XXI, na internet e na rua, jovens que estão reavivando o fogo do desejo ancestral de Liberdade. Sem medo de nada nem de ninguém)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, eu queria ter a rima rápida e incisiva dos rappers, a serenidade dos iogues, os dons no Orkut dos secundaristas, a capacidade desses meninos que fazem vídeos... Queria eu ser tão inteligente como esses secundaristas que sabem o que está acontecendo e acham foda, e são mais inteligentes que a maioria de seus professores. Eu queria ter a arte dos grafiteiros, a coordenação e dom das mãos e almas dos músicos. Queria ser tão desinibido e corajoso pra expressar de maneira tão gritante tudo o que eu quero, sou e acredito quanto a mais escandalosa das drags. Eu queria a fé dos jovens religiosos, que se põem em movimento em suas peregrinações mesmo sem saber direito qual será o caminho nem os desafios e novidades que hão de aparecer. É aquela coisa de confiar e caminhar. Se eu jamais tivesse fumado, talvez eu tivesse o fôlego dos ciclistas profissionais que cruzam longas distâncias pelo Brasil. Se a dureza da vida não tivesse matado meu avô antes de eu nascer, eu teria pedido para ele me ensinar a tocar a viola caipira e a dançar a catira. Se eu fosse professor universitário, daria um jeito de dar aula e avaliação pra quem precisasse se ausentar por motivo de consciência de força maior, anistiaria as faltas. Porque de fato, se eu dançasse, eu dançaria; se eu cantasse e tocasse e cantaria e tocaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria saber fazer refrão. Queria ser tão bom em convencer as pessoas a clicarem em links como o são aqueles que fazem publicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu soubesse tocar um instrumento, eu tocaria. Ah, se eu fosse professor de criança nessa hora - coisa que nunca soube ser - eu pediria para cada criança desenhar um coisa bem bonita, um mundo bem bonito, do jeito que quiserem. Ia poder rabiscar fora das linhas (ouvir &lt;a href="http://letras.terra.com.br/parteum/1782424/"&gt;“O círculo”, de Parteum&lt;/a&gt;). Então, eu ia mandar pra cada senador (&lt;a href="http://www.senado.gov.br/senadores/"&gt;e-mail e telefone de todos&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/senadores/"&gt;: http://www.senado.gov.br/senadores/&lt;/a&gt;) pra eles verem como são diferentes e coloridos, como haveriam de haver árvores e céu azul e animais vivos. Ia mostrar que eles não desenham nem sonham com desertos de monocultura industrial nem com rios secos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei é que a história, os que nascem/não-nascem e morrem muito depois de cada época, é implacável. Eles sempre acabam por se perguntar: “Por que ficaram vendo a banda passar?”. Não poderemos alegar ignorância. É verdade que a TV e tantas outras máquinas monopolizadas de construir realidade mentem e “garantem” que está tudo bem, que a mão invisível que rouba, mata, amordaça e destrói o planeta é uma espécie de “vontade divina” ou “estado natural das coisas”, que, enfim, só podemos assistir. Mas basta cinco ou 10 minutos de silêncio televisivo e reflexão para ver que sangue está na mão daqueles que dizem para confiarmos na mão do mercado e de representantes que não precisamos vigiar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não poderemos alegar ignorância. Tínhamos pluralidade, tecnologia, possibilidade, sim, de estar informados e saber das coisas e de nos posicionar, inclusive ativamente. E ainda que não tivéssemos internet em 2011 (e tínhamos), não poderemos negar que tínhamos praças. Mas não fomos pra lá conversar, ouvir o que outros tinham a dizer, saber o contraponto das coisas. Poderíamos (podemos/devemos) ter combinado coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dw2haYpZjks/TeKNBcjiWuI/AAAAAAAAAMQ/RO-pg-gUy2U/s1600/egito_cordao_Humano.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="http://1.bp.blogspot.com/-dw2haYpZjks/TeKNBcjiWuI/AAAAAAAAAMQ/RO-pg-gUy2U/s400/egito_cordao_Humano.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Jovens egípcios fazem cordão humano para proteger as riquezas&lt;br /&gt;de seu povo e da humanidade guardadas no Museu do Cairo&lt;br /&gt;Durante a Revolução da Juventude.&amp;nbsp;Caberá a nós defender&lt;br /&gt;para o futuro a incalculável riqueza da biodiversidade e a água&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Vejo que muito da história já foi apagada, mas peço a quem nascer depois, caso esse texto se preserve de alguma forma para você, que não se esqueça que houve, sim, resistência. Quem queria que fosse de outro jeito. Gente em todos os estados do país. Eram advogados, skatistas, estudantes, empresários, índios, maconheiros, cristãos, gueis, negros, brancos, desempregados, diferenciados em geral. Todos podiam fazer alguma coisa. Há muita gente tentando fazer alguma coisa. Quem não sabia, se soubesse, também teria se indignado. Mas, se as mudanças do Código Florestal Brasileiro forem aprovadas pelo Senado durante a vida dos vivos de 2011, saiba que a culpa não foi só dos psicopatas.&amp;nbsp;A responsabilidade histórica não recairá só sobre os psicopatas gananciosos. Tampouco culpem os ignorantes. O sangue estaránas mãos dos que se acovardaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Éramos muitos. Tínhamos muitos motivos para nos indignarmos. Cada um podia fazer alguma coisa... Por mais aleijado que se sentisse, todos podíamos nos pôr a caminho, e não importava que poderíamos caminhar por caminhos diferentes; poderíamos ter nos encontrado até mesmo em praças diferentes. E se nos encontrássemos, dançaríamos ao som de tambores diferentes.&lt;br /&gt;Talvez pudéssemos reencontrar as danças de nossos antepassados e músicas que cantavam na beira de rios que talvez deixem de existir. E sim, havia jovens que sabiam tocar e eram capazes de músicas novas e também de reinterpretar as canções de seus poetas preferidos. No Brasil inteiro havia caras que sabiam Raul, Renato Russo. No Brasil, às vésperas de julho de 2011, havia esperança. Havia a lembrança de outras épocas e de pessoas que não se acovardaram nessas suas respectivas épocas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu não sei dizer ainda, leitor do futuro, se os nossos medos, que também eram plurais, vencerão nossas esperanças. Havia vários tipos de medo, cada um tinha o seu... E alguns, se pudessem imaginar, eram tão insignificantes na verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Éramos tão diversos, mas concordávamos, no fundo de nossos corações doloridos e angustiados, que a vida no planeta (que deve ser diversa para continuar pelos séculos) devia ser preservada.&lt;br /&gt;Em 2011 os jovens do mundo todo se levantavam contra a máquina que dava sinal de falência. Se levantaram contra a injustiça de tiranos e da economia. Pelos motivos mais diferentes, mas sabíamos no fundo que era uma coisa só. Nunca fomos tão fortes. E quis a História, que bateu à nossa porta, com a missão que é só fossemos nós, os jovens brasileiros, quem deflagrasse a revolução da juventude nas Américas, com a bonita missão de defender o maior bem da humanidade, a vida no planeta. Éramos todas as religiões e cores e idéias lugares do Brasil. Talvez não soubessemos direito o que fazer, mas nosso coração dizia. Sabiamos que poderiamos construir junto. Era preciso vencer a revolução contra a tirania do medo em nossos corações.&lt;br /&gt;Mas eu estou vivo e escrevo para pessoas vivas... &lt;a href="http://pratoslimpos.org.br/wp-content/uploads/2010/06/Codigo_Florestal_Correio_Braziliensejun2010.jpg"&gt;Se você não sabe ainda sobre as conseqüências sociais e ambientais da proposta que pode ser aprovada pelo Senado nos próximos dias, informe-se.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não sei o que as pessoas devem fazer, nem como fazer, mas temos que nos pôr a caminho - e é agora. Defender a maior riqueza que existe é uma missão de quem está vivo hoje, maio/junho de 2011, e no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei liderar pelo menos pés, que estão, sim, no chão e se põem a caminho. Nos vemos numa festa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=5530292886996803539&amp;amp;postID=5129159191741939389" name="top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="width: 609px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="609"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-5129159191741939389?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/5129159191741939389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/se-nao-agora-quando-se-nao-nos-quem.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/5129159191741939389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/5129159191741939389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/se-nao-agora-quando-se-nao-nos-quem.html' title='Se não agora, quando? Se não nós, Quem?'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dw2haYpZjks/TeKNBcjiWuI/AAAAAAAAAMQ/RO-pg-gUy2U/s72-c/egito_cordao_Humano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-3775685293027314584</id><published>2011-05-25T23:26:00.000-03:00</published><updated>2011-05-25T23:26:28.080-03:00</updated><title type='text'>Passo a passo para botar as Câmaras Municipais na luta do #CódigoFlorestal</title><content type='html'>&lt;span id="goog_447061540"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_447061541"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--1jpXaXRTw8/Td22cd8X7JI/AAAAAAAAAMM/biuPZC_yVXk/s1600/Andre_baleeiro_SOSflorestas_codigoflorestal_Sao_Carlos_USP.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/--1jpXaXRTw8/Td22cd8X7JI/AAAAAAAAAMM/biuPZC_yVXk/s400/Andre_baleeiro_SOSflorestas_codigoflorestal_Sao_Carlos_USP.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O estudante de Engenharia Ambiental da USP, André Baleeiro, fala na&lt;br /&gt;Câmara Municipal de São Carlos-SP (capital da tecnologia) sobre&lt;br /&gt;as ameaças das mudanças ao Código Floresta. &lt;a href="http://www.saocarlosdiaenoite.com.br/noticia.php?n=16628"&gt;Os vereadores&lt;br /&gt;(do PMDB, DEM, PSDB, PT, PV, PPL, PR e PTB) aprovaram por&lt;br /&gt;Unanimidade a moção de protesto&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(reproduzida no fim do post)&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, é possível parar as reformas do Código Florestal. Basta mobilização pontual em cada um dos municípios do país. Como anticorpos da Terra podemos replicar essa informação, essa tática que deu certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estudantes secundaristas, universitários (da Federal, USP e particulares) e outros membros da sociedade civil se uniram na cidade de São Carlos-SP (a chamada "Capital da Tecnologia", com ind de ponta, Embrapa e etc) em um movimento que conseguiu vitórias concretas. O Deputado eleito pela cidade, por exemplo, votou contra a emenda ruralista. A Câmara Municipal aprovou por unanimidade uma moção de protesto contra as alterações que ameaçam, em muito, as florestas, a água e a vida de diversas espécies, inclusive a nossa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As câmaras municipais são, pela Lei, nossas representações mais próximas, é a instituição política pela qual podemos falar, e exigir encaminhamento aos senadores de nossos respectivos Estados e também à Presidenta da República, que precisa de bastante apoio político de bases para poder vetar a emenda caso o Senado aprove. Sim. E COMEÇA COM VOCÊ! Somos nós os vivos desse momento histórico, não dá para esperar de outrem. É cada um. Em São carlos começou com um grupo de estudantes (de Engenharia Ambiental, Biologia entre outros) que elaborou um texto que pode servir de modelo para a moção que seu grupo resolver propor na Câmara do seu município. Vocês podem melhorá-lo, se quiserem, acrescentando pontos relativos aos riscos e problemas ambientais de sua região, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É DIREITO SEU. Informe-se na câmara de seu município. Geralmente precisa só ser eleitor da cidade, às vezes precisa reunir umas 20 assinaturas, enfim. Mas o fato é que tem que fazer logo. aí vai o passo-a-passo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;1- Reúna uma galera -&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;Talvez você já esteja engajado pela Internet, ou debateu com alguém, ou mesmo fez algum protesto. Caso contrário, ainda dá tempo (estamos bem em cima, mas dá) de você se informar sobre a questão, pegar seu celular e computador e já marcar uma reunião pra AMANHÃ ou HOJE mesmo. Chame pessoas variadas, divulgue nas redes pra colar quem quiser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: large;"&gt;2- Elabore dois textos.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Um é a fala que o representante da galera vai usar, e pode conter boa parte do outro texto. Lembrem-se de não usar palavras ofensivas. A Causa tem a força da verdade, não precisamos desrespeitar ninguém. Isso só queimaria o filme. O outro texto é a sugestão de texto da moção de protesto. Pode usar como modelo ou inspiração a carta dos jovens de São Carlos. É CC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;3-&amp;nbsp;Informe-se sobre os procedimentos para fazer uso da tribuna -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Geralmente as leis municipais exigem que a pessoa que representará o grupo seja residente na cidade. Em outros exigem que a pessoa a fazer uso da palavra seja eleitor naquele município. Algumas exigem que se recolha assinaturas (20 no caso de São Carlos, cidade de 230 mil habitantes, por exemplo). Informe-se. Exija urgência para que sejam ouvido já na próxima sessão. Corremos contra o relógio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;4-Espalhe a notícia -&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;A soma da imprensa local tem, na verdade, muito mais força que os grandes conglomerados de comunicação, que na sua maioria não estão informando de fato as pessoas sobre a questão. Converse com jornais e rádios locais. Eles geralmente estão todos lá na câmara. Pode levar cópias dos textos, subsídios pra eles escreverem suas matérias etc. E sobretudo USEM SEUS BLOGS E REDES SOCIAIS PARA FAZER ESPALHAR O DEBATE, fazer mídia independente, jornalismo cidadão, cobertura colaborativa. Faça questão de encaminhar para o maior número de pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;5-Faça festa -&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;Leve a claque. Chame quem puder para a sessão. Lembrem-se de orientar a galera a respeitar o ambiente da plenária. Não vamos agir como os desrespeitosos ruralistas nas galerias do Congresso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bora fazer isso já? Junte as pessoas. E espalhe essas dicas que vêm dos universitários de São Carlos também para seus de outras cidades, pra que também façam o mesmo. Conhecendo o mecanismo das câmaras, futuramente você e sua comunidade poderão fazer uso da palavra e da sua câmara quando quiserem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bora bombar no Twitter, FC e Orkut #SOSflorestas #codigoflorestal É saci contra Golias!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaixo segue o texto aprovado em São Carlos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;____________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;MOÇÃO DE PROTESTO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 6.24cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Manifesta protesto contra alterações no Código Florestal Brasileiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Considerando&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; que esta Casa acompanha com justificada preocupação o andamento da proposta de alterações no Código Florestal Brasileiro, cuja formulação expressa no projeto substitutivo apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) passou ao largo das sugestões da comunidade científica, da sociedade civil e inicialmente do próprio governo, constituindo – na avaliação de entidades ambientalistas, agricultores familiares e de pesquisadores  - num retrocesso e  ameaça ao cumprimento de metas internacionais ligadas à conservação da biodiversidade e ao corte de emissões de gases de efeito estufa;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Considerando&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; que a proposta consolida desmatamentos ilegais feitos até julho de 2008, reduz a faixa protetora de vegetação na margem de rios e córregos, libera topos de morros e montanhas, serras e bordas de chapadas à criação de gado, permite corte de espécies de árvores ameaçadas de extinção e reduz a função socioambiental das propriedades diminuindo a necessidade de manter vegetação nativa;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Considerando&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; que o substitutivo de Aldo Rebelo piora em muito a situação, pois reduz a proteção das matas nas margens de rios e outros corpos d’água, de topo de morros e de encostas, áreas fundamentais para a proteção de populações e à conservação da biodiversidade;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Considerando&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; que a Constituição Federal preceitua que "Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-la e preservá-la para as presentes e futuras gerações". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Considerando&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; que quando se celebra o Ano Internacional das Florestas, necessário se faz reforçar a defesa das florestas e dos rios do Brasil, produzindo-se uma legislação moderna que seja fruto de amplo debate com a sociedade e esteja em consonância com a era atual e atenda ao bem comum; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;é que&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Submetemos ao Plenário esta &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;MOÇÃO DE PROTESTO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; contra as alterações no Código Florestal Brasileiro, manifestando-se apelo aos Deputados Federais e Senadores da República para que impeçam a prevalência de medidas atentatórias ao meio-ambiente e à qualidade de vida. Dê-se ciência da deliberação ao deputado federal Aldo Rebelo, às Mesas Diretoras e lideranças partidárias na Câmara dos Deputados e Senado Federal, à Casa Civil da Presidência da República, à Ministra do Meio Ambiente e às entidades ambientalistas do município e de âmbito nacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sala das sessões, 11 de maio de 2011&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;ANTONIO CARLOS CATHARINO – PTB&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;BENEDITO MATHEUS FILHO – PMDB&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;DORIVAL MAZOLA PENTEADO – PSDB&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;DR. NORMANDO LIMA – PSDB&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;EDSON ANTONIO FERMIANO – PR&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;EQUIMARCILIAS FREIRE – PPL&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;JOSÉ ALVIM FILHO (DÉ) – PT&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;JOSÉ LUIS RABELLO – PSDB&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;JÚLIO CÉSAR – DEM&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;LAÍDE DAS GRAÇAS SIMÕES – PMDB&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;LINEU NAVARRO – PT&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;ROBERTO MORI RODA – PV&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;RONALDO LOPES – PT&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-3775685293027314584?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/3775685293027314584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/passo-passo-para-botar-as-camaras.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/3775685293027314584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/3775685293027314584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/passo-passo-para-botar-as-camaras.html' title='Passo a passo para botar as Câmaras Municipais na luta do #CódigoFlorestal'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--1jpXaXRTw8/Td22cd8X7JI/AAAAAAAAAMM/biuPZC_yVXk/s72-c/Andre_baleeiro_SOSflorestas_codigoflorestal_Sao_Carlos_USP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-8333880933449922889</id><published>2011-05-21T17:05:00.005-03:00</published><updated>2012-02-12T23:55:04.715-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ocupa sampa occupy Brazil brasil dilma'/><title type='text'>O Pererê e a Cinderela</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VDn9SutWJeM/TdfrZOWLzEI/AAAAAAAAAMI/PmRlP5UYsFY/s1600/CinderellaFairyGodmotherNFriends.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-VDn9SutWJeM/TdfrZOWLzEI/AAAAAAAAAMI/PmRlP5UYsFY/s400/CinderellaFairyGodmotherNFriends.jpg" width="380" /&gt;&lt;/a&gt;Um arquétipo tão antigo quanto mesquinho povoa o imaginário coletivo: Cinderela. A versão escrita mais antiga é da China, mais de mil anos. Escritores famosos da Europa redigiram as versões mais conhecidas. Em 1950, um famoso estúdio norte-americano fez a versão cinematográfica mais famosa. Cinderela é recontada pela Loteria Federal, pelo Big Brother, pelos craques de futebol, pelo Estado, pelo programa do Luciano Huck, pelas anúncios que dizem “Consuma isso e serás feliz”, pelo vestibular e todo seu terror, pela teologia da prosperidade (ver Max Weber: "A ética protestante e o espírito do capitalimo") e, de forma mais explícita, pelo casamento showbizz do príncipe &lt;a href="http://www.google.com.br/search?um=1&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;rls=com.microsoft%3Apt-BR%3A{referrer%3Asource%3F}&amp;amp;rlz=1I7SHCN_pt-BR&amp;amp;biw=1024&amp;amp;bih=634&amp;amp;tbm=isch&amp;amp;sa=1&amp;amp;q=bald+prince+william&amp;amp;aq=f&amp;amp;aqi=&amp;amp;aql=&amp;amp;oq="&gt;Willian, o calvo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cinderela: @ humilhad@ que é exaltad@! Mas graças ao apadrinhamento, ou melhor, amadrinhamento. Cinderela não abole a ordem vigente nem propõe outra forma de divisão do trabalho. A gata borralheira só quer é passar para o outro lado do muro do palácio. E por mérito (?) de um príncipe e uma fada encantados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cinderela simplesmente acha que não nasceu para ser pobre, mas que outras pessoas sim, afinal, seu pai era rico. As filhas da madrasta que morram, afinal, são feias. Cinderela vê como natural, por exemplo, que os animais trabalhem para ela e não vê a hora de um macho alfa tirá-la da sua condição social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, para isso, para ter o conforto de ter criados em vez de ser a subalterna, ela tem que se adequar: se comportar bem, voltar cedo do rolê e até enquadrar seu pé em um delicado sapatinho de cristal, bem delicado. Para mim, essa história de acordo com fada madrinha sempre me cheirou atrato com Mefistófeles, só mudando a roupa (ver Fausto de Goethe).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que nem todo mundo tem seu dia de princesa. Cinderela, a esperança vã na sorte, na benevolência de alguém superior, é usado para conseguir submissão há muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8sAPNdMGAKM/R-wQA-jB88I/AAAAAAAAACU/srv3v7IB8vk/s320/Fausto.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_8sAPNdMGAKM/R-wQA-jB88I/AAAAAAAAACU/srv3v7IB8vk/s400/Fausto.bmp" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ilustração alemã do clássico Fausto, a história &lt;br /&gt;do&amp;nbsp;médico que vendeu alma ao demônio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Mas aqui no Brasil nasceu alguém que não se importa. Alguém que não se encaixa em sapato de cristal. Ele não quer pular pro outro lado do muro, mas abolir os muros e cercas e senzala. Saci solta os animais cativos e protege a floresta. Se não foi convidado para a festa nem tem traje de gala, ele pula e entra pela janela ou buraco de fechadura, pois ele sabe dar um jeito, se virar, exigir respeito. Estou convencido de que esse “espírito zombeteiro”, simbolizado pelo mito do Pererê, criado coletivamente aqui mesmo no Brasil, simboliza uma espécie de ímpeto revolucionário que, sim, nós temos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem diria, por exemplo, que a Índia faria uma revolução anti-imperialista? Um povo pacífico, que parece tão aceitador da ordem vigente, de repente despertou ao som da dança de Shiva, destruidor de paradigmas, e fez justamente da não-violência sua arma de revolução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nosso bom humor, a capacidade de resistir rindo de si mesmo, nossa dignidade e atrevimento nos dá, sim, um potencial &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Satyagraha"&gt;Sathyagrahi&lt;/a&gt; (ver &lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-rei-esta-pelado.html"&gt;Gandhi&lt;/a&gt;). Os antigos contam que o Saci muda de tamanho e às vezes parece ter desaparecido. Mas ele está lá. Pode virar um gigante a qualquer momento. Mesmo que haja gente muito interessada em matar os sacis dentro das pessoas desde a infância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saci foi construído coletivamente da amálgama de mitos indígenas, com muita influência africana adquirida nas histórias de esperança que as velhas negras contavam e, também, com o que há de mais atrevido em duendes europeus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o Saci é criança. Às vezes inocente. Se não reage, é porque está sendo enganado. Mas quando abre os olhos, ele é implacável. E vence.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IZc8EJFmWX0/Tc3jWuzcbOI/AAAAAAAAAL0/Ay4INZY1vmU/s320/saci-11.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-IZc8EJFmWX0/Tc3jWuzcbOI/AAAAAAAAAL0/Ay4INZY1vmU/s320/saci-11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Saci (e tudo que ele representa), que esteve com &lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2010/11/dinastia-do-espartaco-negro.html"&gt;Zumbi&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://vimeo.com/4464672"&gt;Chico Mendes&lt;/a&gt; e tantos outros, vive em algum grau em todos os movimentos contra-hegemônicos não necessariamente de contestação consciente do “modo de produção” (ver &lt;a href="http://www.google.com.br/search?q=marxismo&amp;amp;rls=com.microsoft:pt-BR:{referrer:source?}&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;oe=UTF-8&amp;amp;sourceid=ie7&amp;amp;rlz=1I7SHCN_pt-BR"&gt;Materialismo Histórico&lt;/a&gt;, e "crise do") vigente, onde estão incluídos desde o movimento &lt;a href="http://culturacd.dihitt.com.br/"&gt;guei&lt;/a&gt;, passando pelas &lt;a href="http://www.permear.org.br/"&gt;Ecovilas&lt;/a&gt;, hackers anônimos pró-transparência, estudantes, &lt;a href="http://www.enxamecoletivo.org/"&gt;coletivos de cultura independente&lt;/a&gt;, movimentos sociais em geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semana passada ele apareceu. Na selva de pedra São Paulo, no aristocrático bairro de Higienópolis, onde um grupo de moradores havia conseguido que o governador Geraldo Alckmin cancelasse a construção de uma estação no bairro por não quererem atrair para a cercania o que uma moradora teria definido como “&lt;a href="http://www.teialivre.com.br/cgi-bin/sistema/search.cgi?keyword=gentediferenciada&amp;amp;Submit=OK&amp;amp;action=search"&gt;gente diferenciada&lt;/a&gt;”. Foi o suficiente para que a #gentediferenciada se unisse sem que ninguém soubesse dizer direito como começou. Como a maior parte da “gente diferenciada” tem que trabalhar durante a semana, deixaram para fazer festa no sábado.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.teialivre.com.br/colaborativo/uploads/1/GenteDiferenciada__60_.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://www.teialivre.com.br/colaborativo/uploads/1/GenteDiferenciada__60_.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foto de Roberson &lt;a href="http://twitter.com/#!/biosbug"&gt;@biosbug&lt;/a&gt; Miguel mostra festa da&amp;nbsp;gente&lt;br /&gt;diferenciada&amp;nbsp;em Higienópolis, 14/5. A Polícia perguntava para&lt;br /&gt;&amp;nbsp;as pessoas "Quem é o líder dessa... Disso que vocês estão&lt;br /&gt;fazendo?",ao que os diferenciados respondiam, com simpatia:&lt;br /&gt;"Ninguém, fique à vontade. Sejam bem-vindos!". Bom humor&lt;br /&gt;é&amp;nbsp;característica do que há de rebelde na cultura brasileira.&lt;br /&gt;A mob foi síntese do comportamento sacisístico, pacífico, mas&lt;br /&gt;não passivo.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criada coletivamente, a mani-FESTA-ção era transmitida ao vivo, sem precisar da TV. Eram 5 mil diferenciados, de hippongas a motoboys passando drags e ciclistas que levantavam suas magrelas como estandartes de uma nova ordem a ser criada. Carnavalizada, sim, mas com consciência política (ver Bakhtin). Era gente mostrando ter orgulho de ser o que é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grupo de estudantes levou uma catraca de ônibus e botaram fogo, que foi convertida em churrasqueira onde vegetarianos assaram pão de alho. Ali perto, um tiozinho de chapéu de couro nordestino carregava um cartaz dizendo “Nóis na fita!”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com muito bom humor, a festa sem líder, em clima de comuna (ver "Zona autônoma temporária", de Hakim Bey) não teve bandeira de partido, nem idade, nem briga, nem confronto. Quitutes e tubaínas eram compartilhados e, ao fim de toda música e brincadeira, deixaram o espaço público limpinho. Essa gente tão diferenciada quanto nosso (anti?)herói mítico mostrou que o novo pode, sim, acontecer. Basta que superemos a mesquinhez de Cinderela que nos torna burgueses de espírito bunda-mole.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Pra quem quer +&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Leia também neste blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 30px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;div style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-weight: normal;"&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 30px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/04/o-homem-que-disse-nao.html" target="_blank"&gt;O homem que disse não&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-weight: normal;"&gt;sobre H. D. Thoreau pensador abolicionista estadunidense autor de "A Desobediência Civil"&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 30px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/o-velho-de-barba-branca-e-bandeira.html" target="_blank"&gt;O velho de barba branca (e bandeira preta)&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;sobre Piotr Kropotkin&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 30px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-rei-esta-pelado.html" target="_blank"&gt;O rei está pelado&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;sobre Mahatma Gandhi (altamente influenciado por Thoreau, Tolstoy e Jesus)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 30px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Ebooks:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ebook de Graça: &lt;a href="http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/faustogoethe.html"&gt;Fausto --- J.W. Goethe&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ebook de Graça: TAZ:&lt;a href="http://www.4shared.com/document/lS1cgHCq/TAZ_-_Hakim_Bey.html"&gt; Zona Autônoma Temporária --- Hakim Bey&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;No arquivo Viagem no Tempo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2010/10/salve-o-saci-salve-cultura-brasileira.html"&gt;Salve o saci! Salve a cultura Brasileira! (17/10/2010)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;artigo conta a história da formação do mito e divulga o Dia do Saci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2010/12/poesia-nova-dedicada-aos-sacis-nossos.html"&gt;Na Pegada do Saci&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;poesia que fiz em homenagem a esse valente perneta protetor da floresta e da liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Indico&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://eosaciurbano.org/"&gt;"É o Saci Urbano" blog do personagem criado pelo artista de rua paulistano Thiago Vaz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://eosaciurbano.files.wordpress.com/2009/12/saci-urbano-na-linha-de-trem.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://eosaciurbano.files.wordpress.com/2009/12/saci-urbano-na-linha-de-trem.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-8333880933449922889?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/8333880933449922889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-perere-e-cinderela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/8333880933449922889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/8333880933449922889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-perere-e-cinderela.html' title='O Pererê e a Cinderela'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VDn9SutWJeM/TdfrZOWLzEI/AAAAAAAAAMI/PmRlP5UYsFY/s72-c/CinderellaFairyGodmotherNFriends.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-7705859412431678451</id><published>2011-05-20T18:17:00.002-03:00</published><updated>2011-12-26T17:46:33.713-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='legalização drogas maconha'/><title type='text'>A Lei Seca e os Traficantes de Cerveja</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Vbkd-M3BLps/TcYKaYxXpOI/AAAAAAAAALM/olti-5z27fo/s1600/Al_Capone_lei_seca.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-Vbkd-M3BLps/TcYKaYxXpOI/AAAAAAAAALM/olti-5z27fo/s400/Al_Capone_lei_seca.jpg" width="341" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: x-small;"&gt;(posto aqui uma das primeiras colunas Viagem no Tempo que escrevi para o Jornal do Povo em 2008... Ainda gosto desse artigo... Mas acho que meu texto amadureceu (rejuveneceu?) de lá pra cá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerveja é geralmente associada à confraternização e a comemorações. Quando bebida moderadamente ela é assim mesmo, só alegria, como bem sabiam os antigos egípcios e os mesopotâmios, que tinham até uma deusa da cerva: Ninkasi.&lt;br /&gt;Mas, de fato, se o consumo for irresponsável causa sérios problemas à saúde (como problemas no fígado), deixam os reflexos lentos causando muitos acidentes de trânsito, faz pessoas perderem o bom senso e cometerem muitas bobagens. Para evitar esses males gerados pelo excesso de álcool, os Estados Unidos, em 1917, proibiram por completo a venda, a produção e o consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica, inclusive o mais tranqüilo vinhozinho. Tudo isso por lobby de igrejas puritanas conservadoras.&lt;br /&gt;O problema foi que ninguém que gostava de tomar umazinha de vez em quando parou de fazer isso. Proibida ou legalizada, a bebida alcoólica continuou sendo consumida por quem desejasse. A cerveja continuou causando ressaca, cirrose e todos os outros problemas de antes da proibição. O que mudou é que novos problemas somaram-se aos primeiros e o principal deles foi o aumento do crime organizado.&lt;br /&gt;A violência relacionada ao consumo de álcool aumentou muito. Gangsters, traficantes de bebida, promoviam o terror para manter seu império, o Governo gastava milhões com a repressão ao álcool, e o consumo não diminuía. Na verdade, foi nessa época em que se registraram casos de alcoólatras que injetavam álcool com seringas em suas veias (para “aproveitar melhor” o produto encarecido pela proibição). Ilegais, as bebidas deixaram de ter qualquer controle federal de qualidade, os traficantes misturavam as mais variadas substâncias aos produtos de modo que os danos ao organismo se tornaram muito maiores.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9ilrB_NEt3M/S-YQznDaSuI/AAAAAAAAAZw/WP4ejkqvVyE/s1600/maconha0__.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_9ilrB_NEt3M/S-YQznDaSuI/AAAAAAAAAZw/WP4ejkqvVyE/s400/maconha0__.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;Um dos maiores traficantes da droga álcool nos Estados Unidos foi Alphonsus Gabriel Capone, mais conhecido como Al Capone, que inspirou vários filmes sanguinolentos de Hollywood. Capone controlava cervejarias e destilarias ilegais além de possuir bares clandestinos onde, além de bebida, rolava prostituição e jogo ilegal. Capone jamais foi preso por nenhum de seus crimes, nem mesmo pelos assassinatos cometidos pela sua organização criminosa. Ele só foi condenado, anos mais tarde, por sonegação de impostos.&lt;br /&gt;A legalização em 1933 trouxe fiscalização à qualidade do álcool e acabou com a fonte de renda dos traficantes. As gangues de álcool acabaram. O Governo passou a arrecadar mais impostos e até os casos de alcoolismo diminuíram. O Governo norte-americano passou a investir mais em educação e prevenção ao alcoolismo em vez de gastar tanto com repressão.&lt;br /&gt;Depois de alguns anos de legalização do álcool e do surgimento de cervejarias legais e com controle de qualidade, os norte-americanos perceberam que a proibição só interessava mesmo ao próprio crime organizado, que detinha o monopólio da produção e venda de cerveja e uísque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Pra quem quer +&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-size: 15px;"&gt;EBOOK DE GRAÇA: &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/23420083/mencken-henry-o-livro-dos-insultos"&gt;O Livro dos Insultos&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-size: 15px;"&gt;, de H. L. Menken&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;Trata-se de uma reunião das polêmicas explosivas do mais famoso jornalista americano das décadas de 20 e 30. Suas idéias sobre a política, a moral, a religião, a cultura e a estupidez humana aplicam-se hoje como nunca.&amp;nbsp;Tendo vivido na época da Lei Seca, Menken foi crítico feroz da proibição do álcool que nada adiantava e só servia para aborrecer as pessoas e aumentar a violência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #666666; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px;"&gt;DOCUMENTÁRIO DE GRAÇA:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;"A União: o negócio por trás do barato"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Filme problematiza a questão da maconha do ponto de vista histórico, médico, filosófico, político, moral e econômico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/0YWaCTjX94U/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0YWaCTjX94U&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/0YWaCTjX94U&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Se as legendas não aparecerem automaticamente clique no botão "CC". Recomendo assistir com o video em fullscreen para melhor visualizar as legendas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-7705859412431678451?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/7705859412431678451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/lei-seca-e-os-traficantes-de-cerveja.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/7705859412431678451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/7705859412431678451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/lei-seca-e-os-traficantes-de-cerveja.html' title='A Lei Seca e os Traficantes de Cerveja'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Vbkd-M3BLps/TcYKaYxXpOI/AAAAAAAAALM/olti-5z27fo/s72-c/Al_Capone_lei_seca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-901879935839268825</id><published>2011-05-14T14:18:00.005-03:00</published><updated>2011-12-26T17:47:17.473-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='código florestal televisão'/><title type='text'>#FlorestaFazDiferenca : O espelho mágico e o #CódigoFlorestal</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: large;"&gt;"Não podemos esperar mais. Por nossos ancestrais e por nossos descendentes, temos obrigação de não aceitar as mentiras do espelho. Só interessa a "eles" que você pense que nasceu na época errada. História é algo que você faz hoje"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KoPEIjTcA3Y/Tc62QDeSC0I/AAAAAAAAAL4/ZWck9rywynE/s1600/saci_ciclista.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-KoPEIjTcA3Y/Tc62QDeSC0I/AAAAAAAAAL4/ZWck9rywynE/s400/saci_ciclista.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Muro retrata ancestral mito brasileiro, nascido de amálgama de &lt;br /&gt;lendas indígenas, africanas e européias, defendendo a floresta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu era criança quando a tia Madalena, primeira professora, me contou pela primeira vez sobre o “descobrimento” do Brasil, sobre como os colonizadores engambelaram os nativos daqui. Eles tinham maravilhas tecnológicas e pareciam bem-intencionados. Eles davam quinquilharias, como espelhos, e em troca tramavam sorrateiros a destruição da floresta para deixarem o Império ainda mais rico. Enquanto isso, iam inoculando doenças que começavam silenciosas, depois faziam um verdadeiro genocídio. Índios, depois, eram escravizados, expulsos de suas terras, mortos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem não acha absurdo e lamenta a destruição das pessoas e da Terra quando escuta ou lê nossa triste história? Como foi possível? Nos perguntamos com a mesma perplexidade que demonstramos quando pensamos sobre a Alemanha dos anos 30: como puderam os alemães cair na conversa dos nazistas e ser tão hipnotizados e amansados pela propaganda, pela fábrica de visão de mundo de Hitler e Goebles?&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_I8JsYpE8wsk/TQDCrJaf2TI/AAAAAAAAD7s/a1BRQLVQoJI/s400/katia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_I8JsYpE8wsk/TQDCrJaf2TI/AAAAAAAAD7s/a1BRQLVQoJI/s400/katia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A senadora ruralista Kátia Abreu (DEM-TO)&lt;br /&gt;&amp;nbsp;"homenageada" em Cancún com a Motosserra&lt;br /&gt;de Ouro. Honraria foi uma iniciativa de índios da&lt;br /&gt;Amazônia, que sofrem com os desmatamentos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei disso essa semana. O Congresso Nacional debatia e ia votar a reforma do Código Florestal. Enquanto isso, a novela da Globo batia 43% de audiência, seu próprio recorde, mostrando um Brasil rico, limpinho, sem muita “gente diferenciada” para não estragar a paisagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O espelhinho que nos deram não reflete a realidade. A maioria das geradoras e retransmissoras de TV pertence aos mesmos que em Brasília querem aprovar o novo Código Florestal. Por quê? Por que, além das TVs e das cadeiras em Brasília, eles concentram a maior parte das terras do país. Muitos dos latifundiários que gritavam o nome de Aldo Rebelo nas galerias do Congresso essa semana têm o mesmo sobrenome dos sesmeiros que receberam terras brasileiras de presente do rei de Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A proposta de reforma do Código Florestal contraria os estudos e alertas de nossos cientistas quanto a suas consequências ambientais catastróficas (e já temos tido catástrofes o bastante). A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciência), que reúnem pesquisadores das universidades de todo o Brasil, pedem que essa reforma proposta pelos ruralistas não seja sequer votada. No entanto, estão a um passo de fazer isso na próxima terça (e quase fizeram na última quarta), já que os latifundiários, que contam com quadros tanto da “oposição” quanto dentre os aliados da base do governo (o que prova que a questão não é partidária), prometem travar a pauta do Congresso e não votar mais nada enquanto o “código da vergonha” não for votado e aprovado.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V6YsQcWSNso/TAhJ4oAOjgI/AAAAAAAAAS4/0tOr6VPvGkQ/s1600/indios.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://3.bp.blogspot.com/_V6YsQcWSNso/TAhJ4oAOjgI/AAAAAAAAAS4/0tOr6VPvGkQ/s320/indios.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para se ter ideia de apenas alguns pontos, a proposta ruralista cria o conceito de "área rural consolidada", que legaliza áreas de floresta invadidas por grileiros (sim, daqueles que matam freira, índio e seringueiro sindicalizado), dá autorização para desmatar as áreas de preservação hoje existentes acima de 1.800 metros de altitude, diminui pela metade a faixa de mata ciliar a ser preservada ao longo dos rios, os ecossistemas de mangues deixam de contar com a proteção legal e elimina a obrigatoriedade de recuperação de 600 hectares de Floresta Amazônica, devastada ilegalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, o espelho mágico, antes da novela, está sempre fingindo isenção. Ele mostra que o atual Código Florestal deixa pequenos agricultores prejudicados, pois têm pouca terra e muitos estão em situação de irregularidade, e, por isso, a lei deve ser modificada. Sim, é verdade que os agricultores familiares têm pouca terra, mas isso não é por culpa das florestas, mas dos latifúndios que, esses sim, são grandes demais.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mGNG5Y_rysc/Tc64KSSLKHI/AAAAAAAAAL8/0ncNqvOqNrs/s1600/acm-e-roberto-marinho_planosaci.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-mGNG5Y_rysc/Tc64KSSLKHI/AAAAAAAAAL8/0ncNqvOqNrs/s320/acm-e-roberto-marinho_planosaci.jpg" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Roberto Marinho caminha ao lado do&lt;br /&gt;patriarca do clã magalhães, dono de&lt;br /&gt;boa parte da Bahia, que na figura de&lt;br /&gt;Dom ACM III está representado no&lt;br /&gt;Congresso Nacional&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;do&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que o casal do espelhinho mágico não diz é que a proposta dos coronéis flexibiliza o conceito de “pequena propriedade”, de modo que eles possam desmembrar seus impérios em várias unidades fiscais para terem a anistia ambiental e até disputarem com os pequenos recursos do Pronaf. Além disso, os reis do gado que ocupam um quarto do território nacional e avançam sobre a Amazônia, os xeiques da cana que acabam com o Cerrado e o Pantanal para andarmos de carro e os emires dos vastos desertos de soja destinada à exportação (que não distribui renda nem alimento) poderiam arrendar a terra dos pequenos, que teriam menos acesso ao crédito para plantar alimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, o código atual tem falhas, e quem produz alimento (como a cadeia do arroz, que não está participando da festa do “milagre brasileiro” como os usineiros) precisa ser protegido, incentivado, tirado da ilegalidade, mas não podemos deixar nos enganar. Essa proposta ruralista não resolve esse problema. Ao contrário, agride os pequenos e coloca em risco a sobrevivência da nossa e de outras espécies.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A proteção das florestas não é um problema só dos índios da Amazônia, diz respeito aos rios em que cada um de nós, brasileiros, brincamos quando éramos crianças ou nos nutrimos durante a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos esperar mais. Por nossos ancestrais e por nossos descendentes, temos obrigação de não aceitar as mentiras do espelho. Só interessa a "eles" que você pense que nasceu na época errada. História é algo que você faz hoje.&lt;b&gt; &lt;a href="http://planosaci.blogspot.com/2011/05/o-que-e-o-planosaci-de-defesa-da.html"&gt;Temos três dias para nos comportarmos como sacis, tramar planos.&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será uma vergonhosa covardia histórica se a juventude de hoje, com tantos recursos, não se movimentar nem infernizar seus representantes para que recusem essa reforma. Infâmia eterna sobre nosso tempo se não tentarmos impedir nem mudarmos nossos atos, se os professores não debaterem na escola, se os líderes religiosos não forem enfáticos na defesa da “criação”, propondo rupturas verdadeiras com estilo de vida insaciável da sociedade de consumo que derruba a mata e derrama sangue sem sujar as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: x-small;"&gt;Autorizo a reprodução, impressão e distribuição desse texto.- LC&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-901879935839268825?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/901879935839268825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-espelho-magico-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/901879935839268825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/901879935839268825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-espelho-magico-e-o.html' title='#FlorestaFazDiferenca : O espelho mágico e o #CódigoFlorestal'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KoPEIjTcA3Y/Tc62QDeSC0I/AAAAAAAAAL4/ZWck9rywynE/s72-c/saci_ciclista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-8918599677993916093</id><published>2011-05-08T12:28:00.002-03:00</published><updated>2011-12-26T17:51:27.511-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Osama Bin Laden Al Qaeda'/><title type='text'>Quem precisa dele agora?</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9wTDui2RwtQ/TcavUysmO4I/AAAAAAAAALQ/-T0bAM8fZ-M/s1600/banksy-osama-bin-laden.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-9wTDui2RwtQ/TcavUysmO4I/AAAAAAAAALQ/-T0bAM8fZ-M/s400/banksy-osama-bin-laden.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="display: inline; font-style: normal;"&gt;Stencil atribuído&lt;/span&gt;&amp;nbsp;ao artista Banksy em South Lake City, EUA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;(Jornal do Povo, Cachoeira do Sul-RS 07/05/2011)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quanto menor a transparência dos governos, maior o número de teorias da conspiração que surgirão a cada notícia envolvendo negócios e militares. Principalmente quando a questão envolver os EUA, país com longo histórico de atividades ilegais de espionagem e interferência na política externa de outros países. Tão certo quanto um adolescente que esconde dos pais o hábito de fumar se banha de perfume antes de chegar em casa e inventa história (“era do meu amigo”), o governo dos EUA é o campeão em fraudar realidades e forjar histórias para disfarçar seu fedor. A indústria do espetáculo, que envolve tanto o cinema quanto os “noticiários” televisivos, estão sempre prontos a ajudar a política oficial a construir a realidade conveniente.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ORV9qj9tZpM/TcawzgkSnvI/AAAAAAAAALU/c5cIN0aEKjY/s1600/Afghan_President_Hamid_Karzai_and_US_Vice_President_Dick_Cheney_in_2004.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="227" src="http://2.bp.blogspot.com/-ORV9qj9tZpM/TcawzgkSnvI/AAAAAAAAALU/c5cIN0aEKjY/s320/Afghan_President_Hamid_Karzai_and_US_Vice_President_Dick_Cheney_in_2004.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Hamid Karzai, ex-alto executivo da Halliburton,&lt;br /&gt;eleito presidente do Afeganistão (numa eleição&lt;br /&gt;fraudada após&amp;nbsp;a invasão do país) cumprimenta&lt;br /&gt;o então vice-presidente&amp;nbsp;americano Dick Cheney,&lt;br /&gt;seu (eterno)&amp;nbsp;patrão na gigante do petróleo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Por isso, a morte (ou não) de Bin Laden continuará cercada de tantos mistérios quanto à sua vida. Em setembro de 2010, publiquei um artigo em duas partes com o título&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2010/09/cade-o-bin-laden.html"&gt; “Al Qaeda: cobra criada”&lt;/a&gt;, em que contei a história do milionário Osama Bin Mohammad Bin Awad Bin Laden, herdeiro da rede de empreiteiras que construiu alguns dos mais importantes aeroportos do mundo árabe que se tornou o homem mais procurado do planeta. Osama trabalhava para os EUA nos anos 80, quando Washington armou e treinou mujahedines no Afeganistão para combater os soviéticos.&lt;br /&gt;O rompimento entre Bin Laden e os EUA ocorreu durante a guerra do Iraque, no início dos anos 90, quando o próprio Osama ofereceu ajuda para combater Saddam Hussein, outro ex-aliado dos EUA que acabara de se tornar oficialmente “bad guy” por atrapalhar os interesses das multinacionais americanas e da família real saudita sobre o petróleo do Kwait, mas foi preterido por “infiéis”.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pics.livejournal.com/djapollo2k/pic/0001sdc0" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://pics.livejournal.com/djapollo2k/pic/0001sdc0" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Soldado invasor estadunidense aborda jovem afegão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Agora que o corpo (segundo dizem) está frio, ainda não temos tanta certeza sobre o tamanho e formato da Al Qaeda (nome que Bin Laden sequer usava). A estrutura se tornou cada vez mais fragmentária e o “modus operandi” se replicou por centenas de organizações. O que se percebe é que a ideologia do grupo fez muitos simpatizantes no mundo islâmico (incluindo os guetos de imigrantes vindos de ex-colônias europeias nas grandes cidades do Ocidente). Al Qaeda perdeu importância enquanto instituição e se tornou mais relevante enquanto ideia, fortalecendo-se com o a invasão do Iraque e o apoio americano a regimes que oprimem povos islâmicos. Washington não apenas criou como também nutriu seu “monstro”.&lt;br /&gt;Mas Bin Laden tombou justamente num momento em que a Al Qaeda, ideologicamente, entra em um princípio de crise, de decadência, como todas as demais construções de realidade e formulações ideológicas criadas pelo capitalismo ocidental.&lt;br /&gt;É preciso relembrar que Osama, mesmo depois de virar inimigo, foi muito útil para a política de Washington. O milionário tinha abandonado o Sudão após uma tentativa de assassinar o ditador egípcio Hosni Mubarak (outro aliado dos EUA até 2011) e fugido para o Afeganistão. Como ele estava lá onde tudo começou, depois do 11 de setembro os americanos tiveram o motivo diante da opinião pública e a liberação de verba para a indústria bélica que sempre precisaram para invadir e tomar o Afeganistão.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.historycommons.org/events-images/163_salem_bin_laden2050081722-8859.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.historycommons.org/events-images/163_salem_bin_laden2050081722-8859.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;O milionário Salem Bin Laden,&lt;br /&gt;irmão de Osama e sócio dos Bush&lt;br /&gt;nos anos 70 na Arbusto Energy&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O Afeganistão fica no meio do caminho entre as reservas de gás natural do mar Cáspio e os Tigres Asiáticos, com sua insaciável fome de energia. Quem explora essas fontes de gás são grandes corporações americanas, com tentáculos no Congresso, nas Forças Armadas e até na suprema corte daquele estado privatizado por lobistas. Foi somente com a invasão do Afeganistão que os americanos conseguiram construir o gasoduto que passa pelo meio do país. Afinal, o presidente que colocaram lá era ninguém menos que Hamid Karzai, executivo da Halliburton Petróleo, que tem entre os sócios mais poderosos Dick Cheney, vice do ex-presidente George Walker Bush (que por sua vez foi sócio de Salem Bin Laden, irmão de Osama, na empresa Arbusto Energy).&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sFevK3xBHeY/TcayTUK-PAI/AAAAAAAAALY/f8Ia-mLd84A/s1600/Projeto+do+Gasoduto+Trans-Afeg%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="293" src="http://3.bp.blogspot.com/-sFevK3xBHeY/TcayTUK-PAI/AAAAAAAAALY/f8Ia-mLd84A/s400/Projeto+do+Gasoduto+Trans-Afeg%25C3%25A3o.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Para vender o gás natural do Már Cáspio para os "Tigres&lt;br /&gt;Asiáticos", as corporações norte americanas tinham só dois&lt;br /&gt;caminhos possíveis: Passar pelo Irã (o que está fora de&lt;br /&gt;questão) ou tomar o Afeganistão, mas para isso era preciso&lt;br /&gt;um bom pretesto&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Com duto pronto para vender gás à indústria do sudeste asiático, Bin Laden pôde morrer. Foi encontrado no aliado Paquistão, do lado de uma base do Exército. Há quanto tempo ele estava lá? A fortaleza era para protegê-lo ou prendê-lo? Na falta de transparência, sobretudo no último ato do espetáculo, restam especulações.&lt;br /&gt;O que é inegável é que tanto a ideologia americana quanto a da Al Qaeda (que servia à primeira, ainda que como símbolo de antagonismo e justificativa para atos de guerra) estão em crise. A “versão” extremista do islã, que prega a violência como forma de libertar os países islâmicos de opressões exógenas, seguida pela Al Qaeda, nasceu com o filósofo e escritor egípcio Sayyid Qutb, membro da Irmandade Muçulmana. No entanto, o regime egípcio tirânico, aliado a Washington, que gerou essa reação ideológica, foi deposto. E não foi a Al Qaeda, nem a Irmandade Muçulmana quem derrubou o regime. Osama morre (se morreu mesmo) num momento em que já não era mais tão importante pra ninguém: nem para árabes, nem para americanos.&lt;br /&gt;O “número 2” da Al Qaeda, novo “Most Wanted”, Ayman Al-Zawahiri, também é egípcio e sua agenda, discurso e fama se fizeram apresentando o terror como saída para a derrubada de Mubarak, discurso esse que já está com prazo de validade vencido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-8918599677993916093?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/8918599677993916093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/quem-precisa-dele-agora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/8918599677993916093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/8918599677993916093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/quem-precisa-dele-agora.html' title='Quem precisa dele agora?'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9wTDui2RwtQ/TcavUysmO4I/AAAAAAAAALQ/-T0bAM8fZ-M/s72-c/banksy-osama-bin-laden.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-110992106951107103</id><published>2011-05-06T23:57:00.004-03:00</published><updated>2012-01-16T10:40:22.981-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mahatma Gandhi casamento real Sathyagraha'/><title type='text'>O rei está pelado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hDcR9IpFJLY/TcSs4DmrYMI/AAAAAAAAALE/P8uHMkX32Y4/s1600/Gandhi_Grafite.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="292" src="http://2.bp.blogspot.com/-hDcR9IpFJLY/TcSs4DmrYMI/AAAAAAAAALE/P8uHMkX32Y4/s400/Gandhi_Grafite.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nem quando, em 1977, os Sex Pistols gravaram “&lt;a href="http://youtu.be/LBG7MpOapu8"&gt;Deus salve a rainha/ Ela não é um ser humano/ Seu regime fascista te transforma em retardado/ Uma bomba H potencial”&lt;/a&gt; para marcar os 25 anos do reinado de Elizabeth II, nem qualquer outro punk muito, muito ousado, jamais conseguiu constranger a família real como a visita que o rei George V e sua família receberam em meados de novembro de 1931 para um chá. Usava uma tanga cobrindo o “básico”, um xale indiano para cobrir os ombros e sandálias velhas.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZlrZgubAg6I/TcSobg8ltnI/AAAAAAAAALA/kE8JLjbPqYU/s1600/caneca_george_Mary.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZlrZgubAg6I/TcSobg8ltnI/AAAAAAAAALA/kE8JLjbPqYU/s400/caneca_george_Mary.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Caneca em comemoração à coroação de George V e Mary&lt;br /&gt;&amp;nbsp;da Inglaterra em 1910. 21 anos depois da manufatura dessa&lt;br /&gt;&amp;nbsp;caneca, o casal real receberia um nativo de uma das&lt;br /&gt;colônias do&amp;nbsp;império para um chá que entraria para a História&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;“Gandhi, onde estão suas calças?”. Ele sorri gentilmente e responde na entrada do palácio, dando mais atenção à pergunta da criança do que à imprensa: “O rei já está usando roupa o bastante para nós dois”. Quem tentaria impor regra de vestuário? Desde que voltara a viver na Índia, 16 anos antes, Gandhi abandonara o terno de advogado e as roupas ocidentais para se fazer igual ao mais humilde mendigo de seu povo. Ele estava, então, aceitando gentilmente o convite para o chá no palácio de Buckingham, mas sem fazer distinção, sem se vestir de maneira diferente daquela que ele costumava andar para estar com os dalits ou cuidar dos leprosos.&lt;br /&gt;Foi gentil e simpático com toda a família. Como de costume, preferiu o leite de cabra e escolheu beber no pires, como os indianos faziam. O público, outros convidados e o rei certamente esperavam que Gandhi fosse aproveitar a visita para falar com o rei sobre a independência da Índia, cobrar alguma coisa ou algo parecido. George V certamente esperava que o assunto fosse levado pelo peculiar visitante da corte. A resposta do rei, sem dúvida, estava preparada (um comunicado de fachada para acalmar as coisas para a opinião pública? Reformas? Um acordo meia-boca?). Mas não. Gandhi não tocou no assunto que todos esperavam que ele fosse tocar.&lt;br /&gt;Foi ao chá com o rei, educado e respeitoso, como faria na casa de qualquer homem. Ele próprio foi a mensagem. Sua visita a Londres desnudou a monarquia.&lt;br /&gt;Nos anos anteriores, sua vida e seu comportamento, além de suas palavras em discursos, conversas e jornaizinhos que fazia, vinham conscientizando o povo indiano a opor-se às injustiças do Império Britânico. A Satyagraha (poder/força da verdade) foi posta em prática em 1928, quando em Bardoli toda a população parou de pagar impostos quando os dominadores ingleses elevaram as taxas em 22%. A Polícia prendeu centenas, confiscou terras, foi violenta contra o movimento. Mas simplesmente não adiantava. A população não pagava impostos, permanecia firme, mas não revidava a violência com violência. Não era possível prender todo mundo. A imagem do governo só se desgastava mais a cada retaliação. Ao fim, todos os presos foram libertados, as terras devolvidas e o aumento de impostos cancelado.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://liology.files.wordpress.com/2010/09/gandhi-salt-march.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="221" src="http://liology.files.wordpress.com/2010/09/gandhi-salt-march.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Gandhi lidera a famosa "Marcha do Sal" em 1930;&lt;br /&gt;Quando ele desobedece a lei e sibolicamente toca&lt;br /&gt;o sal&amp;nbsp;à beira mar, a revolução sathiagrahi começa&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Mas as vitórias da Satyagraha não paravam por aí, a mensagem da transformação comportamental se espalhava. Gandhi encorajava os indianos a boicotarem os produtos britânicos, de modo especial o álcool e outras drogas. O fim da discriminação de casta, bem como a igualdade para as mulheres eram valores que se difundiam. Ele pregava também a conciliação e amizade entre hindus e muçulmanos, todos indianos. Gandhi dizia que para vencer os inimigos, o homem teria que vencer primeiro aqueles que estavam dentro de si.&lt;br /&gt;Em 1930, os indianos já se vestiam novamente como indianos. O trabalho nos teares manuais tradicionais inseriu a mulher no movimento político. Ao mesmo tempo, a negação da moda ocidental e da industrialização capitalista dava orgulho próprio aos indianos. Chegava a hora de a evolução ética, posta em prática na forma de transgressão comportamental do povo, destruir o pior e mais aprisionante dos vícios: a obediência a leis injustas.&lt;br /&gt;A lei símbolo a ser atacada era a Lei do Sal, que garantia o monopólio da produção de sal a empresas inglesas, o que prejudicava justamente a população mais pobre que anteriormente fazia a extração. Gandhi foi caminhar. Anunciou que faria sal e começou uma caminhada de 200 km até a costa. Logo as pessoas caminhando, sem pressa e com panelas na mão, eram dezenas, centenas, milhares, centenas de milhares. No dia em que o Mahatma (grande alma, como ficou conhecido) chegou à beira do oceano, multidões repetiram o gesto de pegar água no mar e esperar o sol secar tudo, deixando apenas o sal.&lt;br /&gt;Ele e mais 60 mil foram presos. Ninguém resistiu à prisão ou revidou a agressão da Polícia. O estado teve de libertar os subversivos e abolir as leis sálicas ou haveria uma tragédia humanitária sem precedentes dentro e fora das prisões, tamanha quantidade de mortes haveria se o homem que a essa altura o mundo considerava santo e sua multidão de irmãos continuassem, sem violência, fazendo sal e greve de fome durante tantos dias.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KnoDPSapur4/TcSufrCYV9I/AAAAAAAAALI/a5NpgPeaAPg/s1600/Kate-Suck-William.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="290" src="http://2.bp.blogspot.com/-KnoDPSapur4/TcSufrCYV9I/AAAAAAAAALI/a5NpgPeaAPg/s400/Kate-Suck-William.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;Por isso, o tiozinho de tanga na casa do trisavô do Willian (o rapaz que casou sexta-feira de veludo vermelho, cheio de adornos de ouro) não precisava falar sobre a independência da Índia, porque ela já estava acontecendo, era questão de tempo.&lt;br /&gt;Vendo um velhinho seminu bebendo leite de cabra no pires no Palácio de Buckingham, George V viu quem é que manda de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Pra quem quer +&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;EBOOK DE GRAÇA:&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;a href="http://www.meuebook.com.br/e-books-gratis/a-desobediencia-civil-henry-david-thoreau.html" style="color: #cc113b; text-decoration: underline;"&gt;A Desobediência Civil - Henry David Thoreau&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;EBOOK DE GRAÇA:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/ky9W8EGU/evanglico_-_leon_tolstoi_-_o_r.html"&gt;O Reino de Deus Está em Vós - Liev Tolstoi&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;EBOOK DE GRAÇA: &lt;a href="http://www.4shared.com/document/-r8Q9pO7/Piotr_Kropotkin_-_O_Apoio_Mtuo.html"&gt;O Apoio Mutuo &amp;nbsp;(ou "Mutualismo, uma questão de Evolução" - Piotr Kropotkin&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;AUDIOBOOK: &lt;a href="http://www.filestube.com/48054e61c95d2d5703e9/go.html" target="_blank"&gt;"A roupa nova do rei" gravação da coleção Disquinho (1965), com um muito sábio conto infantil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UIlaWH-dJko/SfCuxjT647I/AAAAAAAAAR0/0lCutctRUMQ/s400/4037+-+A+Roupa+Nova+do+Rei+capa+01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://3.bp.blogspot.com/_UIlaWH-dJko/SfCuxjT647I/AAAAAAAAAR0/0lCutctRUMQ/s320/4037+-+A+Roupa+Nova+do+Rei+capa+01.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 20px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Leia também neste blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font: normal normal bold 30px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/o-velho-de-barba-branca-e-bandeira.html" target="_blank"&gt;O velho de barba branca (e bandeira preta)&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div&gt;sobre Piotr Kropotkin&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font: normal normal bold 30px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-perere-e-cinderela.html" target="_blank"&gt;O Pererê e a Cinderela&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sobre dois arquétipos muito vivos nas "esquerdas" brasileiras e o potencial satyagrahi dos bem-humorados brasileiros #GenteDiferenciada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font: normal normal bold 30px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/04/o-homem-que-disse-nao.html" target="_blank"&gt;O homem que disse não&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sobre H. D. Thoreau pensador abolicionista estadunidense autor de "A Desobediência Civil"&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-110992106951107103?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/110992106951107103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-rei-esta-pelado.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/110992106951107103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/110992106951107103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-rei-esta-pelado.html' title='O rei está pelado'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hDcR9IpFJLY/TcSs4DmrYMI/AAAAAAAAALE/P8uHMkX32Y4/s72-c/Gandhi_Grafite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-352548997098160687</id><published>2011-04-16T09:08:00.004-03:00</published><updated>2012-01-16T10:55:27.589-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='henry David Thoreau Tolstoy Gandhi Desobediência Civil'/><title type='text'>O Homem que disse "NÃO"</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-msE1jKi-GE8/TakRLmt23lI/AAAAAAAAAKo/HactHmeuZKs/s1600/gandhi_Grafitti_stencil_Leandro_Cruz_Viagemnotempo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-msE1jKi-GE8/TakRLmt23lI/AAAAAAAAAKo/HactHmeuZKs/s400/gandhi_Grafitti_stencil_Leandro_Cruz_Viagemnotempo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"Olho por olho fará a humanidade toda ficar cega" diz frase em&lt;br /&gt;muro com stencil com a imagem do "Mahatma" Gandhi, que teve&lt;br /&gt;em Thoreau um de seus pensadores inspiradores na estratégia&lt;br /&gt;da desobediência não-violenta&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-size: x-small;"&gt;Coluna "Viagem no Tempo", por Leandro Cruz, no Jornal do Povo 16/04/2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há pouco mais de cem anos, o jovem advogado indiano Mohandas Karamchand Gandhi ainda não era “O” Gandhi, quando foi parar atrás das grades na África do Sul, por defender o direito das minorias hindus naquele país, ainda mais discriminadas que os próprios negros. Na cadeia do país do Apartheid, Mohandas leu o ensaio que mudaria sua vida, um pequeno livro enviado a ele por correspondência por ninguém menos que o russo Leão Tolstói. A indicação de leitura era o clássico “A Desobediência Civil”, que pensador Henry David Thoreau havia escrito depois de passar também uma temporadinha na cadeia por não aceitar ser cúmplice das injustiças de seu país. Quando criança lembro de ter visto na capa de um livro uma máxima atribuída a Caio Graco: “&lt;i&gt;Os livros não mudam o mundo. Os homens é que mudam o mundo. Os livros só mudam os homens&lt;/i&gt;”. Acho que é foi o caso. Uma correspondência entre Rússia e África com o texto de um autor estadunidense libertou a Índia do pesado domínio britânico, ou, pelo menos, ajudou a dar bases filosóficas para a liderança catalizadora de Gandhi.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: justify;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-idEHItd2-2o/TakallifOtI/AAAAAAAAAKs/JlI6v0HgEJM/s1600/thoreau_Leandro_cruz_leandrojacruz_disobey.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-idEHItd2-2o/TakallifOtI/AAAAAAAAAKs/JlI6v0HgEJM/s320/thoreau_Leandro_cruz_leandrojacruz_disobey.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ilustração feita com base em clichê&lt;br /&gt;ilustrativo de Henry David Thoreau,&amp;nbsp;que&lt;br /&gt;escrevia diversos artigos contra&amp;nbsp;a guerra&lt;br /&gt;&amp;nbsp;e a escravidão nos EUA do Sec XIX&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É difícil achar homens almas tão férteis como Gandhi por aí. Mas não custa tentar lançar sementes a esmo e torcer, “desenterrando” um autor que cai cada vez mais no esquecimento nas Américas, apresentando-o em minha coluna semanal do Jornal do Povo e distribuindo gratuitamente (pelo Twitter &lt;a href="http://twitter.com/leandrojacruz"&gt;@leandrojacruz&lt;/a&gt; e pelo blog www.viagemnotempo.com.br) ebooks em português das principais obras de Thoreau, que precisa urgentemente ser redescoberto pela juventude.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1817, quando o Henry nasceu, Massachusets ainda não era um estado tão populoso e ainda havia campos nos quais uma criança pudesse crescer se apaixonando pelo Planeta e pela Vida. Apesar de toda a erudição, muito do conhecimento e do caráter dele veio da Natureza. E se ter um valor que a Natureza é capaz de ensinar melhor que qualquer um, este é o amor pela Liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A frente de seu tempo, o homem que não suportava ficar trancado em salas levava seus alunos para passear no campo (no melhor estilo peripatético grego) e era completamente contra o uso de castigos físicos na Educação. A visão atrasada da educação dos pais da época fizeram com que não tivesse muito sucesso como professor. Talvez o que assustasse as autoridades escolares daquela época não fosse só a forma, mas o conteúdo das ideias desse abolicionista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crítico da sociedade de seu tempo, vai morar no campo, numa cabaninha simples à beira do lago Walden, aprender sobre a vida, sobre as coisas que não precisa e sobre o que anseia de verdade. Lá escreveu “A Vida no Bosques”, que não costuma faltar nas bibliotecas de anarquistas, ecologistas e até mesmo monges franciscanos.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: justify;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-F7dYExvCX_c/TakdmPAc4hI/AAAAAAAAAKw/kzzceZN8c5w/s1600/martin_luther_king_arrested_Leandro_Cruz_disobey.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/-F7dYExvCX_c/TakdmPAc4hI/AAAAAAAAAKw/kzzceZN8c5w/s400/martin_luther_king_arrested_Leandro_Cruz_disobey.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Martin Luter King, lider do movimento pelos direitos civis dos&lt;br /&gt;negros nos EUA nos anos 60 é preso por promover&amp;nbsp;piquetes&lt;br /&gt;(pacíficos) e incentivar os negros&amp;nbsp;a desobedecerem leis&lt;br /&gt;&amp;nbsp;injustas, como as que proibiam negros&amp;nbsp;de sentarem nas&lt;br /&gt;&amp;nbsp;cadeiras dos ônibus que não fossem as dos&amp;nbsp;fundos&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sua obra prima, que estava na cabeceira da cama de Tolstói, Gandhi, Martin Luther King Jr, Julian Assange e de hippies e outras criaturas cabeludas do pacifismo e contracultura dos anos 60 é “A Desobediência Civil” que escreveu em tempos de Guerra. Nos EUA do Século XIX, com república e tudo, a escravidão ainda era uma mácula no país que se pretendia “Terra da Liberdade”. Os políticos do Sul, interessados em manter a escravidão, buscavam expandir a Federação, criando novos Estados que garantissem maioria do bloco escravista nas instancias deliberativas. Esse era um dos principais motivos da Guerra do México, em que os EUA tomaram à força e sem nenhuma justificativa moral metade do território do México. Nevada, Texas, Utah e a Califórnia que vemos nos filmes de Zorro, além de áreas que seriam anexadas a outros estados dos EUA eram parte do pacífico país latino que não tolerava a escravidão. Obviamente nos Filmes do Zorro, a resistência a se anexar aos EUA será mostrada como motivada por desvios de caráter e ambição de autoridades locais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Thoreau decide parar de pagar impostos por discordar frontalmente tanto do escravismo quanto da guerra. A cadeia foi o preço que pagou por não querer pagar as balas que matavam inocentes. Essa afronta ao estado lhe valeu o rótulo póstumo de “Anarquista”, carregado de toda a carga pejorativa com que imprimem nesse termo afim de desqualificar pessoas “agitadoras”. Mas que não deve ser entendida como uma apologia à barbárie, ou à bagunça. De pronto Henry explica que o que esperava para o momento era “um governo melhor”, isso é um governo justo e mais que democrático, que não pudesse ser manipulado por grupos particulares que usavam o Estado como mero instrumento para interesses próprios, como a imoralidade da manutenção da escravidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Thoreau as minorias, até a minoria de um homem só, deveria ser respeitada em seus anseios e dignidade. Caso contrário um governo democrático “da maioria” não seria inteiramente justo (os escravos, por exemplo, eram “só” 1/6 da população dos EUA em 1848. Mas o fato de a maioria dos americanos concordarem com isso, não a tornava menos injusta.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0OV6gZawLIs/TakgTextEQI/AAAAAAAAAK0/wPcPml-WpX0/s1600/desobediencia_civil_criancas_egito_protestos_2011.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="272" src="http://2.bp.blogspot.com/-0OV6gZawLIs/TakgTextEQI/AAAAAAAAAK0/wPcPml-WpX0/s400/desobediencia_civil_criancas_egito_protestos_2011.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Crianças egípcias se recusam a descer de tanque de guerra&lt;br /&gt;durante manifestações contra o regime autoritário de Mubarak&lt;br /&gt;em Janeiro de 2011. A desobediência civil pacífica&amp;nbsp;foi eficaz.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na visão dele, o Estado, abstração, uma concessão coletiva de parte de seu direito de se governar, criada convenientemente pelos homens devia ser só um meio de garantir que os homens não se molestassem uns aos outros, mas não devia se tornar eles próprios. O melhor governo seria aquele que menos governasse e se fizesse notar. Em exemplo prático: o melhor Estado não é o que tem muita polícia, mas aquele de uma sociedade tão justa em que não há tantas tensões sociais de modo que se posso prescindir cada vez mais da polícia.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Thoreau morreu aos 45 anos. Mas é eterno. E deixa como lição a ideia de que as grandes transformações sociais nascem de grandes transformações individuais, manifestas inclusive em atitudes de recusa a um estilo de vida predatório e à obediência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;____________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Pra quem quer +&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;a href="http://www.meuebook.com.br/e-books-gratis/a-desobediencia-civil-henry-david-thoreau.html"&gt;Ebook: A Desobediência Civil - H. D Thoreau&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/13072220/Henry-David-Thoreau-A-Vida-Nos-Bosques"&gt;Ebook: Walden e a vida nos Bosques&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;a href="http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/andarape.html"&gt;Ebook: Andar a Pé&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Leia também neste blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font: normal normal bold 30px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/12/o-velho-de-barba-branca-e-bandeira.html" target="_blank"&gt;O velho de barba branca (e bandeira preta)&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div&gt;sobre Piotr Kropotkin&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font: normal normal bold 30px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-rei-esta-pelado.html" target="_blank"&gt;O rei está pelado&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sobre Mahatma Gandhi (altamente influenciado por Thoreau, Tolstoy e Jesus)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font: normal normal bold 30px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; position: relative; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/05/o-perere-e-cinderela.html" target="_blank"&gt;O Pererê e a Cinderela&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sobre dois arquétipos muito vivos nas "esquerdas" brasileiras e o potencial satyagrahi dos bem-humorados brasileiros #GenteDiferenciada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 30px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Vídeos Relacionados:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Documentário: "Chico Mendes: cartas da floresta",&lt;/span&gt; sobre o líder seringueiro campeão da&amp;nbsp;Resistência Pacífica no Brasil. Lutou pela floresta e pelos homens, numa atitude de rebeldia contra o abuso do Capital e do Estado, mas sem ações de violência contra a vida humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/yuzxU--uNNM/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yuzxU--uNNM&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/yuzxU--uNNM&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Clipe: "&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Désobéissance Civile&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;" (LEGENDADO)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;da rapper francesa Keny Arkana, integrante do coletivo musical anarquista "A Raiva Do Povo" (ou La Rage du Peuple) uma das vozes do Hip Hop nas ocupações e levantes europeus&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/x7i4-PXzldM" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Frases e pensamentos de Henry David Thoreau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;"Muitos sabem ganhar dinheiro, mas poucos sabem gastá-lo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Nunca é tarde para abrirmos mão dos nossos preconceitos"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"A bondade é o único investimento que nunca vai à falência"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Cuidado com todas as actividades que requeiram roupas novas"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Como se fosse possível matar o tempo sem ferir a eternidade"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Existem 999 professores de virtude para cada pessoa virtuosa"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"É preferível cultivar o respeito do bem que o respeito pela lei"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Qualquer idiota pode fazer uma regra e qualquer idiota a seguirá"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Benditos os que nunca lêem jornais, porque verão a Natureza e, através dela, Deus"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"São precisas duas pessoas para falar a verdade, uma para falar, e outra para ouvir"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Um homem é rico na proporção do número de coisas de que ele é capaz de abrir a mão"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Sob um governo que prende injustamente, o lugar de um homem justo também é na cadeia"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"A bondade é o único investimento que sempre compensa."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Os homens hão-de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Se um homem marcha com um passo diferente do dos seus companheiros, é porque ouve outro tambor"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Se você já construiu castelos no ar,não tenha vergonha deles. Estão onde devem estar. Agora dê-lhes alicerces."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #274e13;"&gt;"Você deve viver no presente, lance-se em cada onda, encontre a sua eternidade em cada momento."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-352548997098160687?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/352548997098160687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/04/o-homem-que-disse-nao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/352548997098160687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/352548997098160687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/04/o-homem-que-disse-nao.html' title='O Homem que disse &quot;NÃO&quot;'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-msE1jKi-GE8/TakRLmt23lI/AAAAAAAAAKo/HactHmeuZKs/s72-c/gandhi_Grafitti_stencil_Leandro_Cruz_Viagemnotempo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-4460771233935804975</id><published>2011-04-09T12:55:00.004-03:00</published><updated>2011-12-26T17:56:07.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jair bolsonaro homofobia bullying massacre escola'/><title type='text'>O retrato do fracasso e da tragédia</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;,&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-de5mukjG11I/TaB11_3FiaI/AAAAAAAAAKY/uIzUkAuMFPw/s1600/jair_bolsonaro_robalo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-de5mukjG11I/TaB11_3FiaI/AAAAAAAAAKY/uIzUkAuMFPw/s400/jair_bolsonaro_robalo.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foto divulgada na internet mostra o deputado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Jair Bolsonaro (direita),&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;do estado que foi palco&amp;nbsp;da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;tragédia&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que chocou o país essa semana,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que foi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;votado por 120 mil pessoas (talvez muitos pais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;de crianças em idade escolar)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;e é famoso&amp;nbsp;por&amp;nbsp;palavras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;de preconceito contra gays, negros e "promíscuos"&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;Coluna Viagem no Tempo, Jornal do Povo-RS, 09/04/2011&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;C&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;onsternação” é a palavra para aquele momento. Um homem havia entrado na Escola Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, atirando na cabeça de crianças, quando a Rádio Band News transmitiu a entrevista em que o jornalista perguntava (pressionando) se o rapaz tinha ligação com o islamismo. Wellington Menezes de Oliveira, 23, não mantinha contato com os irmãos de criação, já bem mais velhos que ele, desde a morte da mãe adotiva, há mais de um ano. A irmã não tinha muito mais a acrescentar. Mas o jornalista, ao ouvir “barba grande”, fez logo de cara a associação islamofóbica. Em minutos a palavra “islamismo” estava nos assuntos mais comentados do Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À Globo News, o coronel Djalma Beltrame, demonstrando completa ignorância nesses assuntos, afirmou ainda que o assassino de Realengo havia deixado uma carta confusa e com conteúdo com referências ao “fundamentalismo islâmico”. A essa altura, de blogs neofascistas à imprensa sionistas israelense do mundo inteiro, já, perdoem a expressão, “crucificavam” essa religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando a carta foi finalmente divulgada, cheia de referências a Jesus (e não a Maomé), a Deus (e não a Alá) e de apologia a dogmas cristãos (o interdito do sexo antes do casamento, por exemplo), o mundo calou a boca. Apesar da perversão sexual de demonizar o sexo e considerar “puros”, segundo sua carta suicida, “somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento”, ninguém no Brasil iniciou uma campanha de ódio aos cristãos, pois a maioria do Brasil é cristã ou tem parentes cristãos e sabe bem que a religião não é, necessariamente, causa de atos de ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o jornalista nem a autoridade do Estado pediram desculpas pelo “equívoco”, mas a autocrítica passa longe. Há algumas semanas brasileiros se inchavam de orgulho e vaidade ao ver o presidente dos EUA dizendo que respeita o país e o trata de igual pra igual. Essa semana vem a constatação de que, de fato, estamos cada dia mais parecidos com os Estados Unidos, mas não só em prestígio internacional. Quem não lembrou dos casos de Virginia Tech (2007, 32 mortos) ou Columbine (1999, 13 mortos)? Quanto à imputação precipitada de culpa à comunidade islâmica, minha automática associação histórica foi com Timothy McVeigh, um militante da extrema direita que em 2005 explodiu um carro bomba em Oklahoma, mas antes de divulgada sua carta ultranacionalista os seguidores do Alcorão também levaram a culpa&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qFHV60h06x4/TaB8tzId25I/AAAAAAAAAKc/11EN_NFXgrc/s1600/boechard_realengo_rio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="236" src="http://3.bp.blogspot.com/-qFHV60h06x4/TaB8tzId25I/AAAAAAAAAKc/11EN_NFXgrc/s400/boechard_realengo_rio.jpg" width="315" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O jornalista Ricardo Boechard se apressou em atribuir os atos&lt;br /&gt;do assassino de realengo ao Islamismo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=460137"&gt;Clique aqui e ouça a entrevista direcionada dele com a irmã do rapaz&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O que o jornalista não percebeu é que ele próprio reproduzia o comportamento discriminatório que só leva a casos como esse. As cartas dos assassinos de escolas podem ter traços cristãos ou muçulmanos, discursos que lembrem a extrema direita ou esquerda, mas o discurso é somente a forma como eles organizam seu pensamento psicótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabemos que não é nada disso, que nenhuma interpretação “sã” do mundo pode originar violência dessas. O que move é o ódio à escola e às pessoas, ódio insano esse que não nasce do dia pra noite. Filho de mãe esquizofrênica e suicida, o rapaz, que provavelmente também era transtornado, sofreu humilhações e violências ao longo de sua vida. “Alguns ex-alunos se sentem culpados sabendo que inocentes pagarão por um ódio que ele sentia pela nossa turma", disse um ex-colega, que contou que o rapaz sofria bullying, principalmente por parte das meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fica tranquilo, gordinho, eu não vou te matar”, contou um aluno sobrevivente, o que dá pistas de que ele se identificava com o garoto cujo tipo físico geralmente é causa de perseguição e humilhações em escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não tinha quem o protegesse na escola, que do jeito que funciona hoje é mais eficaz em criar monstros do que médicos, astronautas ou qualquer outro sonho de menino. Não me interpretem mal: amo a educação, e essa é minha principal causa e razão de viver; eu sou contra a escola, esse modelo desumano de adestramento massivo de gente (sim, 40 crianças numa sala, no auge da vitalidade, já é uma massa, uma pequena multidão, ainda mais quando há alguns que ameaçam até o professor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-O3U40JCZtoY/TaB-I25qmsI/AAAAAAAAAKk/vET-_82Ti5s/s1600/escola-rio-shooting_realengo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-O3U40JCZtoY/TaB-I25qmsI/AAAAAAAAAKk/vET-_82Ti5s/s400/escola-rio-shooting_realengo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;Caso da escola Tasso da Silveira mostrou o fracaço do Estado&lt;br /&gt;na&amp;nbsp;Educação, na Segurança preventiva e na Saúde, de modo&lt;br /&gt;especial o tratamento psiquiátrico de doentes mentais,&amp;nbsp;em&lt;br /&gt;especial os potencialmente perigosos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Na escola, onde as pessoas deveriam aprender a conviver com os diferentes, as crianças são medidas, classificadas, pressionadas, caladas. Levam na mochila a carga de preconceito que aprendem em casa com os pais (contra negros, gordos, “esquisitos”, professantes de outra fé, gays).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola prepara para o mercado, não para o desenvolvimento humano ou da sociedade. A aposta no ensino técnico profissionalizante, deixando de lado o lado humano, é falha. A educação tem sido tratada como um simples "upgrade" de programação de robôs que antes colhiam pau-brasil, depois cana, depois apertavam parafusos e hoje precisam saber apertar botões. É um país em que chega a ser covardia perguntar para uma criança o que ela quer ser quando crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wellington, bom aluno, com boas notas, só arranjou emprego numa fábrica de transformar leitões em salsicha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wellington, o bizarro retrato do fracasso, o fracasso de uma nação violenta e excludente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Vou fazer um Twitcast pra gente poder debater Bullying e preconceito ao vivo na web cam. Deve rolar essa semana. Vou enviar email convidando Boechard, Bolsonaro e Beltrami, mas, acho que provavelmente não responderão. Conseguindo marcar com eles ou pelo menos um deles, eu já aviso hora e data no Twitter.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Mas se nenhum dos BBBs responder, a gente debate sem eles e eu aviso do mesmo jeito. Abração a todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Toda a solidariedade às famílias que estão sofrendo nesse momento com a tragédia de Realengo. Paz a todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Twitter: &lt;a href="http://twitter.com/leandrojacruz"&gt;@leandrojacruz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Email: &lt;a href="mailto:viagemnotempo@gmail.com"&gt;viagemnotempo@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-4460771233935804975?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/4460771233935804975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/04/o-retrato-do-fracasso-e-da-tragedia.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/4460771233935804975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/4460771233935804975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/04/o-retrato-do-fracasso-e-da-tragedia.html' title='O retrato do fracasso e da tragédia'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-de5mukjG11I/TaB11_3FiaI/AAAAAAAAAKY/uIzUkAuMFPw/s72-c/jair_bolsonaro_robalo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-2569898486259913964</id><published>2011-03-19T15:50:00.001-03:00</published><updated>2011-12-26T17:56:44.387-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='massa critica anarquia provos amsterdã'/><title type='text'>O plano das bicicletas brancas</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Coluna "Viagem no Tempo" de 19/03/2011 - Jornal do Povo - Rio Grande do Sul&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blog.greenmuseum.org/blog/wp-content/uploads/2010/03/Provos-White-Bicycle-Plan_which-will-be-re-enacted-by-NVA_low.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="303" src="http://blog.greenmuseum.org/blog/wp-content/uploads/2010/03/Provos-White-Bicycle-Plan_which-will-be-re-enacted-by-NVA_low.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 21px;"&gt;&lt;strong style="font-style: normal; font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Jovens holandeses celebram doação de mais uma bicicleta branca em1966, que passam a "vir" com fotografias da repressão policial ao movimento anticarro. Na verdade, a violência da Polícia só contribuía para a popularização da iniciativa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde junho de 1964 a “bagunça” se repetia todos os sábados. Ao redor da estátua do Moleque de Rua, uma multidão se reúne para celebrar. São jovens empregados do porto, desempregados, cabeludos, beatniks, vagabundos, estudantes, fumadores de maconha, anarquistas, pacifistas e também gente que simplesmente não tinha nada melhor pra fazer aos sábados e resolveu ir ver o tal maluco do turbante. Um feiticeiro africano de cara pintada recita mantras contra o consumismo, a indústria do cigarro, os automóveis, a bomba atômica e tudo mais que lhe vem à cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então ela chega, carregada no alto pela multidão em êxtase, da mesma maneira como carregam os santos nas procissões católicas. Ela: a primeira bicicleta branca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No happening convocado pelo boca a boca e por panfletos e fanzines independentes, aqueles jovens e o maluco artista performático Robert Jasper Grootveld (o falso feiticeiro africano) estavam começando o grande sacolejo no pensamento ocidental que sacudiria o mundo nos anos 60: a contra cultura. Em vez de “cair fora” como os beats norte-americanos, eles decidiram participar diretamente da vida de sua sociedade. À sua maneira, mesmo que pudesse parecer excêntrica, tinham propostas reais para sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O plano das bicicletas brancas, elaborado por Laurens (Luud) Maria Hendrikus Schimmelpennink, tinha um pouco de Ghandi, um pouco de dadaísmo e um tanto de inconformismo com a falta de espaço. Nos anos 60 os automóveis já eram a principal causa de morte entre a população jovem. Além disso, o ar andava poluído e o trânsito e os estacionamentos haviam tomado todo o escasso espaço público das cidades dos países baixos. Os “cabeludos” chegam a escrever à Prefeitura de Amsterdam pedindo apoio para o projeto que consistia em espalhar milhares de bicicletas brancas públicas pela cidade. O trânsito para automóveis deveria ser fechado para o tráfego de automóveis. Quem quisesse usar uma bicicleta branca deveria simplesmente pegá-la, usá-la e deixá-la em algum canto para o próximo que precisasse. A Prefeitura sequer respondeu a carta. Mas os “provos” (provocadores), como ficou conhecido o movimento (que também seria a ponta de flecha para a futura aprovação do casamento guei e da descriminalização da maconha naquele país), convocavam quem quisesse doar suas bicicletas para o bem comum que comparecesse ao happening de Grootveld para que ela fosse pintada de branco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra ação consistia em criar o hábito entre os jovens de pedalar na contramão, atrapalhando o tráfego de carros. Além disso, havia o “plano do cadáver branco”, que consistia em desenhar de forma indelével nas ruas o contorno do corpo de cada vítima fatal do trânsito, de modo que ninguém se esquecesse da real dimensão da ameaça da violência do trânsito. Os mais “esquentadinhos” organizaram grupos de vingadores, prontos para pichar e arranhar carros com escapamento desregulado, apressadinhos e atropeladores. Se torna hábito passar por cima de carros parados sobre as faixas de pedestre. Mas a celebração na pracinha com a estátua do moleque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ainda hoje Amsterdam é a cidade do mundo ocidental mais respeitosa com os próprios ciclistas e mais punitiva com os motoristas”, afirma Matteo Guarnaccia, em seu "Provos: Amsterdam 1960-67 - gli inizi de la contracultura" (lançado no Brasil pela Editora Conrad). Mas até chegar a isso, muita gente iria apanhar... E rir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os “happenings” noturnos (mistura de teatro, brincadeira coletiva e protesto político), comandados pelo multicolorido palhaço feiticeiro, são reprimidos violentamente pela Polícia, que alega que isso “atrapalha o trânsito”. Mais de 50 bicicletas brancas são apreendidas (roubadas) pela Polícia, que afirma que a ausência de travas e cadeados nas bicicletas encontradas “abandonadas” eram um incentivo ao furto. Em resposta, bicicletas da Polícia aparecem pintadas de branco. O bixo pega, mas a Polícia não sabe o que fazer contra os “maconheiros metidos a Gandhi” que se deixam prender (até não ter onde mais botar gente) e, em vez de correr ou revidar, gargalham e imitam galinha quando a força policial chega com sabres, gazes e cassetetes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A febre “provo” se espalha pelo mundo. Bicicletas brancas e happenings surgem na Espanha, na Bélgica, na Itália. A música exalta esses precursores do ambientalismo moderno até nos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje em Amsterdam, bem como em Sevilha ou Barcelona, basta fazer carteirinha para usar os serviços públicos de bicicleta (o Estado se rendeu à boa ideia dos anarquistas) e deixá-la em qualquer outra “estação”. Quem não devolve a bike dentro de determinado tempo toma multa e é suspenso, mas isso não acontece com frequência. Há ciclovias e serviços de bicicletas públicas ou de aluguel simbólico em Paris, Estocolmo, Oslo, Denver, Helsink, e a maioria inaugurados tardiamente, nos anos 2000, mas de inegável inspiração holandesa sessentista, só levadas a cabo agora que o CO2 bateu no selim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bicicletas brancas também se espalham pelas ruas do México, mas lá elas são monumentos fixos onde ciclistas foram atropelados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além das bicicletas, a ideia de criatividade e a proposta (não só a reclamação) nos protestos é o maior legado dos “provos” (antecessores de qualquer hiponga e qualquer punk). Tanto que até hoje a tribo dos ciclistas é que promove as manifestações mais criativas, como a “pedalada pelada”, e, mesmo quando em pequeno grupo, conseguem grande visibilidade para suas causas. Fazendo-se ouvir apesar do forte lobby da indústria automobilística.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Leitores. É claro que o espaço dessa coluna é limitado e o objetivo é despertar o debate e o interesse pelos temas abordados. A revolução Provo foi muito além do Plano das Bicicletas Brancas e deixa várias lições à juventude do século XXI. Deixo a dica do livro "Provos; amsterdam e o nascimento da contracultura"(OK, M. T. Mhereb, eu sei que estou com o seu emprestado. Te devolvo mês que vem, quando eu voltar a São Carlos ;-) ) e um vídeo do criador do plano das bikes brancas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/6X5-r1PvuKo/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6X5-r1PvuKo&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/6X5-r1PvuKo&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-2569898486259913964?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/2569898486259913964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/03/o-plano-das-bicicletas-brancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/2569898486259913964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/2569898486259913964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/03/o-plano-das-bicicletas-brancas.html' title='O plano das bicicletas brancas'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-2365744647062837937</id><published>2011-03-11T15:38:00.003-03:00</published><updated>2011-12-26T17:58:01.579-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sarney nepotismo neocolonialismo'/><title type='text'>Uma revolução (ou reforminha) para chamar de “sua” (3)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Se você não leu as duas outras partes dessa trilogia (&lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/02/uma-revolucao-ou-reforminha-para-chamar.html"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/02/uma-revolucao-ou-reforminha-para-chamar_26.html"&gt;2&lt;/a&gt;), não tem problema. Os texto podem ser lidos fora de ordem ou mesmo separadamente. Obviamente existe uma coesão e uma ligação entre eles mas que não anula a compreensão e propósito de cada um deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-B_cVvwfe5vc/TXphVzEFULI/AAAAAAAAAJ8/yRHQwJIBblQ/s1600/caminha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="https://lh3.googleusercontent.com/-B_cVvwfe5vc/TXphVzEFULI/AAAAAAAAAJ8/yRHQwJIBblQ/s400/caminha.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-kQjoH9VXgWk/TXphkaAUYFI/AAAAAAAAAKA/ShPjf0zFdms/s1600/caminha2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="https://lh4.googleusercontent.com/-kQjoH9VXgWk/TXphkaAUYFI/AAAAAAAAAKA/ShPjf0zFdms/s400/caminha2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De 1985 a 1990, aliados do presidente Sarney ganharam lotes de tudo e juraram lealdade, como no velho esquema feudal. Assim como minérios do subsolo e rios, o espectro eletromagnético, por onde passam as ondas AM, FM, UHF e VHF, é um recurso natural finito, pois a quantidade de faixas de onda, que atravessam nossos corpos, é limitada. A distribuição do direito de exploração, concessão pública, desse recurso natural, o espectro eletromagnético, seguiu critérios políticos. Sarney, eleito por uma bactéria, e seu então ministro das Comunicações, o oligarca baiano Antônio Carlos Magalhães, do PFL (atual DEM), distribuíram concessões para aliados políticos. As próprias famílias Sarney e Magalhães controlam a Globo de seus estados. Existem verdadeiros “latifúndios eletromagnéticos”, de rádio e de TV no Brasil. Tudo isso em nome de apoio para que ele permanecesse um ano a mais na presidência e garantir que ele conseguisse lançar as bases do sistema que o manteriam no poder até hoje.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A “redemocratização” foi uma conquista histórica, mas deixou tanto por fazer que, com Constituição e tudo, não acabou com a concentração de riqueza, nem dos meios de produzi-la. Sob a tutela de Sarney e do PFL (que hoje teatralizam estar em lados opostos), agravou-se a concentração dos meios de produção de ideias.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: justify;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2007/07/acm-e-roberto-marinho_xando-pereira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2007/07/acm-e-roberto-marinho_xando-pereira.jpg" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O empresário Roberto Marinho caminha&lt;br /&gt;de braços dados com Antônio Carlos&lt;br /&gt;Magalhães (PFL) oligarca baiano que foi&lt;br /&gt;ministro das comunicações de&amp;nbsp;Sarney,&lt;br /&gt;presidente do Senado, e etc&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O loteamento também ocorre de outras formas. A criação de três novos estados nas zonas de influência de Sarney significou a criação de um aparato burocrático dispendioso, cargos, obras de palácios para empreiteiros se esbaldarem e, sobretudo, mais NOVE vagas no Senado. Seria lindo se isso rendesse maior representatividade para a população dos lugares, mas, com monopólio da informação e regras do jogo criadas para dificultar mudanças, o cabresto permanece. O próprio Sarney, do Maranhão, foi se sentar numa das cadeiras do recém-criado Amapá tão logo deixou o Planalto. Não se levantou até hoje. Durante quase todo esse tempo, ou esteve na presidência da Casa, ou teve um grande compadre/comparça/companheiro no trono (Renan, ACM, Lobão, Garibaldi...). Esse ano o próprio coronel eletrônico foi eleito presidente do Senado, pela quarta vez, com votos tanto do bloco de aliados do governo e da "oposição". A rede de suserania e vassalagem está acima de qualquer etiqueta de agremiação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que, por exemplo, justifica os planos de alagar 400 mil hectares de floresta, onde vivem 40 mil pessoas? A hidrelétrica de Belo Monte vai gerar refugiados de minorias étnicas que o resto do Brasil até esquece que existe porque a TV não os mostra. O impacto no ciclo de vida dos peixes no Rio Xingu ameaça a vida de povos milenares e o equilíbrio de todo o bioma amazônico.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.jornaldopovo.com.br/jornal_do_povo/site/imagens/editor/images/VT.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="http://www.jornaldopovo.com.br/jornal_do_povo/site/imagens/editor/images/VT.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;1986: presidente José Sarney chega para inauguração&lt;br /&gt;de expansão da planta industrial da Alumar, onde&lt;br /&gt;constantemente acontecem acidentes de trabalho&lt;br /&gt;não noticiados pelas TVs amigas do poderoso senador&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As TVs dos amigos do Sarney repetem que “a usina terá capacidade para abastecer 35 milhões de brasileiros”, mas toda a Região Norte tem 15 milhões de habitantes! Belo Monte está no meio do caminho entre as jazidas de bauxita, no Amapá, e a indústria e porto da Alumar, no Maranhão. Só 10% do alumínio ali produzido fica no Brasil. E o lucro? A Alumar é um consórcio Alcoa, BHP Billiton e RioTintoAlcan (sim, a que destruiu Bougainville). Para transformar a bauxita, o insumo principal é energia elétrica. Em troca do que? Quem ganha? Fiquem à vontade para pesquisar sobre o assunto. Também sobre as demissões no Ibama e as indicações no setor elétrico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É democracia quando as pessoas não são informadas sobre questões como essa, nem sobre como elas são decididas? De contratação no Senado ao deslocamento de populações inteiras para enriquecer gente em empreiteiras, na Eletronorte e na Alumar, o processo decisório no Brasil não parece ter legitimidade popular. Eleições de políticos “progressistas” dentro desse sistema e dessa cultura política não adianta grande coisa. Temas importantes não são debatidos nunca. “Eu vejo o futuro repetir o passado” gritava em 1988 o profético Cazuza, decepcionado com as limitações da “redemocratização”. Claro que, graças à democracia, o Brasil avançou em aspectos como controle da inflação, direitos humanos e acesso à alimentação, sobretudo nos últimos 16 anos, mas esse artigo é sobre as permanências estruturais, e não sobre as ainda não solidificadas melhorias conjunturais.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://exame.abril.com.br/assets/pictures/23607/size_590_indios-protesto-belo-monte.jpg?1297192684" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://exame.abril.com.br/assets/pictures/23607/size_590_indios-protesto-belo-monte.jpg?1297192684" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Representantes de povos que terão suas terras devastadas&lt;br /&gt;pela&amp;nbsp;barragem de Belo Monte protestam contra usina&lt;br /&gt;de Belo Monte, que &amp;nbsp;beneficiará corporações extrangeiras&lt;br /&gt;e aliados de Sarney&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles estão longe e não nos ouvem. São punidos se obedecem os representados em vez de seus “líderes”. O Brasil precisa de transformação política para resolver os problemas da democracia com mais democracia. Pra que as pessoas é que definam o rumo do Estado, e não o contrário. Um debate plural e profundo precisa acontecer em toda a sociedade para exigir participação direta e legítima no processo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entrementes da publicação dessa “trilogia”, o Senado instaurou uma comissão para a “reforma política”. Adivinha quem a preside? Ele quer mais uma reforminha para chamar de sua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/g1_gl75r6gc/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/g1_gl75r6gc&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/g1_gl75r6gc&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No fim dos anos 80, o p(r)o(f)eta Cazuza grava "O Tempo Não Pára", música que retrata o clima de descontentamento e de frustração com os avanços que a "Redecratização Sarneyliana" não provocou: &lt;i&gt;"&lt;b&gt;Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro; Transformam o país inteiro em um puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro (...) Eu vejo o futuro repetir o passado. Vejo um museu de grandes novidades&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem quiser saber mais sobre a nefasta relação entre grande mídia (em especial a Rede Globo) e poder sugiro o documentário "Muito além de Cidadão Kane". O filme conta com ótimos depoimentos de Chico Buarque de Holanda, Lula, ACM, entre outros.&lt;br /&gt;Roberto Marinho conseguiu na Justiça que o documentário não fosse exibido no Brasil (que belo fim de censura esse do Brasil, não?), mas o internauta pode assistir gratuitamente clicando nos links abaixo:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/5777307"&gt;Parte 1&lt;/a&gt; -&amp;nbsp;&lt;a href="http://vimeo.com/5813036"&gt;Parte 2&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://vimeo.com/5817269"&gt;Parte 3&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://vimeo.com/5817681"&gt;Parte 4&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5530292886996803539-2365744647062837937?l=blogviagemnotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/feeds/2365744647062837937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/03/uma-revolucao-ou-reforminha-para-chamar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/2365744647062837937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5530292886996803539/posts/default/2365744647062837937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogviagemnotempo.blogspot.com/2011/03/uma-revolucao-ou-reforminha-para-chamar.html' title='Uma revolução (ou reforminha) para chamar de “sua” (3)'/><author><name>Leandro Cruz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08322598008791642889</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4eMwgELpfRw/SxJiquy_YAI/AAAAAAAAABE/p6WlRYUSRJY/S220/leandrocara.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-B_cVvwfe5vc/TXphVzEFULI/AAAAAAAAAJ8/yRHQwJIBblQ/s72-c/caminha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5530292886996803539.post-7254842499359106966</id><published>2011-02-26T13:21:00.002-03:00</published><updated>2011-12-26T17:59:0
